Meus Deus do Céu!! Fico aqui pensando em como deve estar agora cada cabecinha de cada comentarista de futebol que decidiu prever o Flamengo com a presença "festiva" de Petkovic em campo em sua festa de despedida.
- Bem, penso que o Flamengo deveria escalar o Pet no início porque aí qualquer contratempo poderia ser consertado no decorrer da partida.
- Puxa, mas eu penso diferente. O Pet poderia entrar nos 5 minutos finais, sei lá.
- Ah, mas e se o Flamengo estiver perdendo?
Debates como este (foi mais ou menos assim que o excelente
Programa Bola em Jogo debateu a presença de Pet em sua despedida) foram a tônica nos comentários antes do jogo Flamengo x Corinthians. Todos, sem exceção alguma, achavam que Pet atrapalharia o Mengão. Sim, alguns sugeriram que o Fla se veria em maus lençóis se o Gringo tivesse boa atuação. Mas até essas opiniões eram carregadas de certo sarcasmo, no Programa Bola em Jogo foram emitidas pelo polêmico Jorge Nunes. Aliás, um "parágrafozinho" para o nosso amigo Jorginho Nunes - mandei mensagem no Programa, mas não leram no ar. Como quem manda aqui sou eu, lá vai:
Disse o Jorginho que a Torcida do Flamengo, ao contrário da torcida do Vasco, teria de ver a decisão da Copa do Brasil pela TV. Jorginho fez até um riminha muito engraçada que eu já esqueci, e fez graça em seu "boa tarde" no Programa. Ora, dizem que quem apanha não esquece, mas parece não ser o caso - deve ser a idade. Esquece-se o amigo Jorginho Nunes que a torcida do Flamengo, na última vez em que o Vasco disputou uma Final de Copa do Brasil não viu a final da TV, mas sim do estádio, do Estádio Mário Filho, também conhecido como Maracanã. Aliás, estávamos ao lado da torcida do Vasco, pequena torcida do Vasco, diga-se de passagem. Será que o amigo Jorge Nunes se lembra do resultado final da disputa? Deve lembrar, uma pancada daquela deixa sequelas. Por falar em sequelas e aproveitando o parágrafo do Jorge Nunes, vascaíno de quatro costados, será que bom jornalista anotou a placa do caminhão que atropelou o expressinho hoje? Sequelas? Claro. Mas serão notadas na quarta-feira, eu acho. Fim do parágrafo do Jorginho Nunes.
Voltando ao Flamengo x Corinthians... Foi isso, antes do jogo todos temiam pelos malefícios que a presença do Pet poderia causar ao Mengão. E aí eu pergunto: Quem foi o melhor jogador do Flamengo - desculpem -, do Flamengo não, do jogo enquanto esteve em campo? Pet?!!? Ora, também achei.
Enquanto o Flamengo contou com Petkovic em campo envolveu diversas vezes o Corinthians jogando um futebol bonito e vertical. Pet marcou, driblou, lançou e tabelou. Deixou Ronaldinho Gaúcho e Wanderley em condições de marcar e deu um toque de mágica habilidade ao meio campo do Mengão. Se tem alguém que pode reclamar da presença do gringo em campo este foi Bottinelli, outro gringo, obrigado a deslocar-se para a direita, porque na esquerda estavam Gaúcho e Pet. Lá o argentino teve dificuldades para desenvolver seu pensamento, transformando-o em boas jogadas, além de amontoar-se no espaço com as subidas de Leo Moura. Ôpa!! Um parágrafo para Leo Moura.
O Flamengo não sentiu a ausência de Thiago Neves e muito menos a presença de Petkovic. O Mais Querido sentiu mesmo foi a ausência de Leo Moura. Não sei se o lateral direito do Fla estava sem ritmo, não sei se sentia dores e nem sei se Jorge Henrique foi assim tão preocupante. Sei é que Leo Moura ameaçou aprontar pelo lado direito do campo, sua seara, mas sua ameaça não saiu de si mesma. Leo é imprenscindível à qualquer maior pretensão rubro-negra neste campeonato. Lembremos que antes da chegada de Thiago Neves o Flamengo dependia única e exclusivamente das jogadas de Leo Moura para poder ameaçar o gol de qualquer adversário que fosse. Leo não compareceu ao jogo de hoje. Explicações? Quem sabe durante a semana. Jorge Henrique poderia ser marcado numa cobertura simples pela lateral. Abdicar do potencial de Leo Moura por conta de Jorge Henrique... só mesmo se foi mais uma das "Sacanagens do Luxemburgo".
Mais uma vez retornando ao Flamengo x Corinthians... Enquanto Pet esteve em campo, o primeiro tempo inteiro, o Flamengo alternou momento nos quais dominava e era perigoso, com momentos nos quais dominava e o Corinthians era perigoso. O gol do Timão foi um gol injusto? Não, apesar de naquele momento o Flamengo estar melhor. Penso que foi um gol previsível, pois sabíamos que um dos dois acabaria marcando, tamanha a quantidade de chances criadas. O Corinthians marcou.
Pet desempatou. Calma, eu sei que o gol foi do Renato Atômico, mas ninguém reparou o Pet aconselhando o pé-de-chumbo a chutar com jeito e não com força? O Renato bateu ou não bateu a la Pet? Brincadeira. Foi um golaço e Abreu de vez em quando bate sim, com jeito.
O Flamengo jogava mais bonito que o Corinthians no primeiro tempo. Mas bonito que o Flamengo do segundo tempo.
Terminado o primeiro tempo, as emoções escorreram das arquibancadas para o gramado e para o coração de todo rubro-negro vivo durante a carreira de Petkovic no Maior de Todos. Quem viveu aquele gol aos 43 minutos de um segundo tempo inacreditável contra o Vascão jamais esquecerá desse Gringo muito bom de bola. Tudo muito bem elaborado, não pelo Flamengo, mas por sua torcida. A diretoria do Fla poderia ter arrumado um adversário maior em um jogo realizado especificamente para representar a despedida do maior ídolo do Flamengo no tempo depois de Zico. O próprio Estrela Vermelha seria um adversário mais apropriado que o Corinthians - não desmerecendo o Timão, mas o Corinthians é um adversário caseiro.
No segundo tempo o Corinthians mostrou-se melhor que o Flamengo. Não que o time paulista seja melhor que o Fla, não é, mas é muito melhor treinado, isso é. Envolvendo o Flamengo no meio campo, concentrando jogadores de habilidade no setor, o Corinthians acabou por tomá-lo e tomar também o controle da partida. Tite largou Jorge Henrique nas costas de Leo Moura que, se já estava preso no primeiro tempo, acabou se prendendo à defesa quase o segundo tempo inteiro.
As alterações de Luxemburgo não surtiram efeito positivo - nós já não vimos esse filme? -, e o Flamengo foi cedendo espaços até o fim da partida. O segundo tempo teve um nervosismo particular, assim como no primeiro tempo também nervoso. Só que no primeiro tempo esperava-se uma chuva de gols - tivemos apenas dois. Já no segundo tempo o medo era de que alguém, apesar da mediocridade, fizesse um gol. Qualquer gol no segundo tempo resolveria o jogo, pois dificilmente o adversário seria capaz de mudar a realidade. O jogo ficou chato e nervoso, e assim terminou.
Fotos sem legendas...
Site Oficial do Flamengo