sábado, 28 de janeiro de 2023

O Favorito

 

ESPN


Todo jogo tem um favorito? Não necessariamente, principalmente quanto o duelo se dá num campo de futebol. Flamengo e Palmeiras digladiar-se-ão pelo direito ao primeiro título de relevância no futebol brasileiro em 2023. Quem seria o favorito para o jogaço que se realizará hoje, às 16 horas, em Brasília? Muros... descerei do meu.

Seria um raciocínio tostianiano. O Flamengo é o favorito porque possui melhores jogadores que o Palmeiras em seu time titular e em seu elenco, apesar de estar passando pela fase de conhecimento entre esse elenco e seu novo treinador ou, o favorito é o Palmeiras, pois apesar de possuir um elenco e time titular inferiores ao Fla é treinado há muito tempo e, muito bem, pelo mesmo treinador?

Desdenho das posses e me pego aos "apesares". O Palmeiras é o favorito. Porque sim, seu treinador está no comando de uma equipe vencedora faz tempo. Este relacionamento tático é impressionante e, como disse, vencedor. O elenco do Palmeiras não fica tão atrás daquele que possui o Flamengo assim. 

Isso não quer dizer que o Flamengo será derrotado. Não, longe disso!  Apesar do dito logo acima, o Flamengo possui inúmeros jogadores que poderão resolver o jogo "sozinhos", num lampejo de genialidade. De Arrascaeta, Pedro, Gabigol e Everton Ribeiro estarão em campo e isso já me faz vestir a camisa com marra na ida ao Guanabara. 

O favorito é o Palmeiras. Minha aposta? 2 x 1 Flamengo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Sobre Flamengo x Nova Iguaçu

 

Fora de Campo - Lance

Então... tenho uma simpatia especial pelos Estaduais. Não, melhor, pelo Estadual do Rio de Janeiro. Torço pelo Flamengo dede 1974 (nasci rubro-negro, como qualquer um, mas indo ao estádio... 1974), e a paixão nasceu mesmo num Estadual. Essa simpatia, quase amor, transformou-se com o passar dos anos num olhar diferente para o Estadual do Rio de Janeiro. Vejo hoje esta competição como parte importante da pré-temporada dos clubes grandes de nosso estado. É aquele momento em que o treinador, no caso do Flamengo o Mister, tem para testar num "amistoso" valendo 3 pontos suas incursões no modo de atuar de sua equipe. Pode também avaliar individualmente como se comportam novos e antigos jogadores no lidar com seus desejos táticos. É o momento dos testes em campo!

Dito isto... vi sim, um Flamengo executando variações táticas, certamente ideias difundidas por Vítor Pereira. Marcação alta, baixa... mais recuada até a altura da intermediária adversária; vi um Flamengo criando jogadas diferentes de penetrações na recuada defesa adversária. Vi Matheus França de meia, na meia. Vi Matheusinho dando passos substanciais na intenção da titularidade. Uma defesa sólida. Pedro e Gabigol desejando o gol a todo instante. Vi um Felipe Luís com fôlego ainda para enfrentar talvez por 45... 60 minutos qualquer adversário. Vi o Flamengo se movimentando e se recriando da direção do seu alucinante início de ano. Sábado tem Palmeiras, tem troféu. O resultado, fruto do fraco adversário que inclusive jogou grande parte do tempo com menos, um não importa para as pretensões de um Flamengo que precisa se achar o quanto antes. 

Gostei do que vi. 


sábado, 21 de janeiro de 2023






A Alma Ilha


Sentindo a solidão cercar a alma,
Pela frente por detrás e pelos lados,
Faço-me ilha, serena e calma,
Ignorando a tristeza e seus fados.

Faceira, a solidão se espalma,
A doar-me seus dias injuriados.
Refrescam inda mais e batem palma,
Meu corpo e a alma consolados.

Pois ilha, quem me cerca não importa,
Importa quem minha alma habita.
Ao mundo faço ouvidos de porta,

E ignoro a dor e a desdita.
Sou ilha, mas a alma se transforma,
Esperando o naufrágio da bendita.

Eduardo Tenório
Enviado por Eduardo Tenório em 17/07/2007
Código do texto: T568576

Por que não vimos este Brasil?

 

@GugaNoblat


Esqueçamos os "patriotas",  dementes seguidores de um mito. Esqueçamos as virtuosas incursões de Alexandre de Moraes nas ações em prol da democracia brasileira. Ações essas estranhamente combatidas por algumas pessoas como Glenn Greenwald. Quer dizer... não esqueçamos nada! Mas, isso precisa ser colocado se não em segundo plano, num plano 1.1. Precisamos entender a partir das imagens desses yanomanis famintos e suas crianças mortas o que o Brasil viveu e morreu nesses últimos quatro anos. Chamar Jair Bolsonaro e seu governo de genocidas é dar superficialidade a crimes terríveis quando se aprofunda o estudo sobre as consequências das ações de Moro em 2016, 17 e 18 e todos aqueles que juntos colocaram o país nesse estado de coisas. Nas ruas do Brasil vemos índios, que de índios tem apenas a ancestralidade, mendigando por comida, calor, proteção da chuva e atenção. Famílias inteiras com crianças e idosos. Vimos 700 mil mortos por uma doença que poderia ter suas catastróficas consequências amenizadas caso a vacinação não fosse negligenciada em seu início. Quando nos aprofundamos vemos que nossa tragédia foi muito maior. Discursos em favor de Bolsonaro são muito mais graves que qualquer invasão às casas da democracia. Cada grito "Mito!" traz consigo mortes e a devastação da vida de milhares de brasileiros, indígenas ou não. Alguém precisa fazer algo!

Que Flamengo será este?

ge.globo.com

 

Vítor Pereira chegou ao Flamengo, ponto. O que significa isto, colocado assim? Significa que Vítor Pereira chegou ao Flamengo e agora o presente de ambos se mistura à necessidade de um novo futuro e não àquilo que ficou no passado. O passado? Dorival Jr, o Corinthians e a sogra do gajo. 

Sobre o futuro de Vítor Pereira no Flamengo e, do Flamengo sob o comando do português o que temos são os dois jogos já acontecidos: Portuguesa e Madureira. Em ambos vi preguiça na execução do que foi treinado. Sim, vi um Flamengo que pareceu ter um treinador. Variações táticas o tempo inteiro e um orientador à beira do gramado. Na marcação como na armação das jogadas o Flamengo pareceu-me treinado, apesar da maneira preguiçosa e descompromissada em ambas as apresentações. Espero apenas que tenha sido o calor e a normal falta de ritmo para o momento do time. Minha saudosa euforia pela possibilidade de um novo Flamengo massacrador se mistura facilmente ao trauma pela passagem de Paulo Sousa no comando da equipe e ao modo como  os jogadores trataram as tentativas daquele português - bom para uns, ruim, péssimo para outros, em  arrumar o Mengão. Veremos.

Voltando



         Retornando às escrivaninhas depois de um longo período envolvido em muito trabalho e muita preguiça.

Uns textos aqui, outros dali... sempre envolvendo futebol, política e uma petulante relação com a poesia que se fará presente sob a forma de... petulâncias, ora! Bem intencionadas. Algumas nem tanto. Mas, a partir de hoje está mais uma vez reinaugurado o Blog do Visão Desconexa!! Êêêê! Letras descompromissadas que tentarão enxergar o óbvio pelas lentes do anômalo, o normal pela ótica do afetado, a Direita pelas necessidades da Esquerda, o Fluminense pelas vitórias do Flamengo e o amor pelas dores da saudade. Enfim, fim.

 



quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Nem sérios, nem engraçados. Macabros.

 

De Gaulle um dia disse não se tratar o Brasil de um país sério. Lagostas à parte – parece que à época um entreveiro entre o Brasil e  França por conta dos crustáceos extraiu essa pérola do então presidente francês – mas, ele identificou naquela ocasião que o Brasil não seria um país sério. De lá para cá, até momentos antes da pandemia do Coronavírus, realmente esta República de Bananas fez por onde e, com galhardia, merecer à alcunha que recebera. Mas... por que fizemos jus a nossa infame característica até um pouco antes da explosão pandêmica da Covid 19 e hoje o mundo nos vê com outros olhos?    Porque depois disso, depois do primeiro óbito e até o último (e contando) nossa graça foi para o espaço. Junto a pandemia tivemos a praga mórbida de ter como presidente uma figura como Jair Bolsonaro, aterrorizantemente acompanhado por ministros e asseclas da mesma espécie. Descobrimos também entre nós, entre nossos amigo e parentes, pessoas que coadunaram e coadunam até hoje com os mesmos preceitos, conceitos, pensamentos. Isso mesmo, não olhe para cima, essas pessoas estão ao nosso lado diariamente. Não vem do céu nossa maior desgraça, Não que o Brasil tenha se transformado num país sério, longe disso, ainda somos motivos de galhofa, mas De Gaulle já teria repensado sua frase desde então, desde o início da pandemia.

Produzimos mais de 650 mil mortos e trabalhamos duro para produzirmos ainda mais. Seja na esfera oficial, por parte dos governos federal, estadual e municipal, seja por cada indivíduo que insiste em ignorar o momento pelo qual passamos. O governo federal não quer vacinas e os outros dois estão preocupados com o Carnaval. Na esfera individual, observo aqui em meu pequeno universo pessoas sem máscaras, sem cuidados com a higiene pessoal, desprezando o lavar de suas mãos, assim como o álcool em gel; convivendo em ambiente fechado mesmo que tossindo ou espirrando em demasia.... impressionante! Hoje não temos como principal característica em relação ao mundo e, em relação a nós mesmos, o aspecto engraçado, galhofeiro, meio burros e ignorantes como alguns personagens de Oscarito e Grande Otelo.... Hoje, em relação ao todo, somos sim ainda tontos e incapazes, mas somos acima de tudo e de todos, macabros, fúnebres assassinos quase involuntários de nós mesmos. Isso não tem graça.