quinta-feira, 30 de junho de 2011

E lá vai o Conca embora.

Depois de tornarem o Mercado Popular do Saara uma verdadeira Feira Livre de Shangai, depois de invadirem a Noite Carioca do Centro do Rio com sua língua incompreensível e suas risadinhas aparentemente sarcásticas, depois de demitirem milhões de brasileiros fazedores de  bugingangas eletrônicas, os chineses agora vêm esvaziar o que já está mais vazio do que o Engenhão em dia de jogo do Botafogo, eles agora estão levando os nossos craques argentinos!!!

Em mais um ato espetacular da Diretoria Tricolor comandada pelo presidente Peter Siemsen, a Torcida do Fluminense prepara seu adeus ao maior ídolo de sua atualidade - sim, apesar de Fred se achar O cara, o Cara é o Conca que, entre outras pequenas conquistas, foi o pilar e o mentor da escapada sensacional de 2009 e do, não menos sensacional, título de Campeão Brasileiro de 2010. Verdade, Conca anda mal das pernas e não consegue reeditar suas belas atuações do passado recente - talvez aqui Fred seja O Cara, o motivo.

Dizem que a proposta feita ao jogador é irrecusável.  A página do Clube na Globo.com diz ainda que Conca pediu que à diretoria o liberasse, segundo o site, reproduzindo palavras de uma pessoa ligada à diretoria do Tricolor. Não sei...

Nesse caso não podemos culpar os dirigentes. Apesar de que, ainda segundo o site, Montillo recebeu proposta, mas a diretoria do Cruzeiro resolveu manter o argentino deste lado do mundo.
No site do Fluzão encontramos o link para o Gol de Barriga do Renato Gaúcho, que completa 16 anos; temos as palavras do colunista do Site, Fred, mas não acharemos nada relacionado à saída do Craque Argentino, Dario Conca. Uma pena.

Como rubro-negro não posso dizer que estou triste. Aliás, posso sim! Sou rubro-negro, mas sou também um amante do futebol bem jogado. Conca é um craque! Um cara que amarra a bola nos pés e no pensamento resolvendo rapidamente e com mestria momentos difíceis em várias jogadas. Dava prazer ver o Fluminense de 2009 jogar. Ainda acho que aquele Fluminense de 2009, o da reta final, jogava um futebol mais vistoso do que o Campeão Brasileiro de 2010, e Conca tem muita culpa nisso. Uma pena mesmo vê-lo partir.

O Alan, tricolor dos bons, já havia revelado que Conca estaria de partida para China.  É Alan... agora, como diria aquela minha amiga loura do Zorra Total, que numa mais apareceu, babou.

Flamengo x Botafogo x Vasco

Os três times cariocas entraram em campo hoje para defender aquilo que suas camisas representam. Entraram em campo também para acariciar ou apedrejar as expectativas de suas torcidas. Pois o único que fez um belo carinho em qualquer expectativa com a qual se possa sonhar foi o Fogão. Mas vamos esquartejar do inferno em direção ao céu.

O Flamengo

Puxa, eu estava ansioso e prontinho para trocar a enquete deste blog que, de uma maneira nada sutil, pede a cabecinha do Luxemburgo que já está à frente do Flamengo faz 9 meses e até agora não fez nascer um time titular e nem um pequenino convencimento de que o torcedor pode sair de casa, levar 200 reais para o estádio com seus filhos perturbando, que ele irá se divertir. Não dá para apostar um níquel neste time do Flamengo repleto de jogadores renomados e caros.
O América Mineiro foi, coletivamente apreciando, melhor que o Flamengo durante o jogo inteiro - enquanto esteve com 11 jogadores em campo, óbvio. O time mineiro entrou no gramado respeitando demais quem não pede para ser respeitado. Mas, o América conta em suas fileiras com um jogador veterano, o Fábio Jr. Ele chamou os cabeças da equipe e o treinador para uma rápida conferência e lhes passou o seguinte: "Esse time vestido de Flamengo não é o Flamengo, ao menos não é aquele Flamengo que o mundo aprendeu a admirar. Este é o time do Luxemburgo e do Ronaldinho Gaúcho, vamos lá acabar com essa farofa!!"
E foi o que o América fez. Sem dificuldade alguma passou o cerol no 1 x 0 que lhe era desfavorável e virou justamente uma partida que a partir dessa mudança de postura parecia caminhar para a vitória dos mineiros.
Leo Moura, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Júnior César, Deivid... Essa turminha não estava jogando nada. Apenas Angelim, Luís Antônio e Williams se esforçavam para honrar seus nomes e o Manto que vestiam. Ah, tem o Wellington!!! Mas alguém já viu um jogador de futebol "incomentável"? É esse cara. Por favor, me poupem!!
Apenas após a expulsão do jogador do América o Flamengo passou a ameaçar o empate que se arrastava para o final da partida com algumas faíscas de possibilidade de uma vitória mineira. Logo após a expulsão Luxemburgo começou a fazer o que dele se espera há 9 meses: encheu o time de atacantes e jogadores que decidem. Bottinelli e Negueba entraram em campo. O primeiro é craque e joga melhor que Ronaldinho Gaúcho (ao menos que este Ronaldinho Gaúcho), o segundo, futuro craque, quando entra desanda com o adversário e abre espaços para que os "molengóides" possam tentar algo diferente. Foi o que aconteceu. Com Negueba o Flamengo começou a ameaçar o adversário e com Bottinelli, Ronaldinho fez o que de Deivid se espera: um gol com o goleiro estatelado à sua frente. Gol de Bottinelli.
Mais uma partida na qual o Fla não convenceu. Quem convenceu? Ronaldinho convenceu que não está nem aí para o Flamengo e Luxemburgo convenceu que minha enquete deve permanecer aonde está, apesar do número enorme de votos já apurados.



O Vasco

Não vi o jogo do Vasco. Não sei se Diego Souza jogou, ou se entrou em campo e não jogou. Não sei porque Éder Luís não foi acionado em contra-ataques perigosos... Aliás. sei sim. Sei que do outro lado estava um cara capaz de aprontar pra cima de adversários considerados favoritos por jogarem em seus domínios. Do outro lado estava Joel Santana, eterno futuro treinador de Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Tentarei ver  o tape do jogo hoje, mas certamente Joel dividiu ali, pau a pau, a responsabilidade pela vitória com qualquer Montillo que esteve em campo ontem.



O Botafogo

Este é o melhor time do Rio no Brasileiro. Não me refiro à tabela e, mesmo que a tabela não refletisse isto, ainda assim, o futebol do Rio de Janeiro está melhor representado neste brasileiro pelo nosso alvinegro mais ilustre e tradicional.
Jogando contra o São Paulo, em São Paulo, como se estivesse treinando contra os reservas dos juniores, o Botafogo partiu para cima do Tricolor Paulista desde o início da partida. Atuações destacadíssimas de Maicosuel (perdi a conta de quantas canetas Juan tomou desse cara) e de Elkerson. Esse cara não está carregando o Fogão nas costas porque o time de Caio Júnior tem jogado bem em todos os setores do time, mas o Elkerson é, em minha opinião, o jogador destaque desse brasileiro até aqui. Um achado! Duvido que o Fogão imaginasse que esse cara jogasse isso tudo. Mas está jogando. Foi dele o primeiro gol, mai um FRANGASSO de Mister Magoo.
A partir do gol o que se viu foi um Botafogo de de maneira regular dominava as ações e seu adversário sem muito esforço. O time paulista e nenhum momento ameaçou este domínio, esta vitória. Vitória que poderia ter sido de mais, caso o Botafogo assim desejasse. Não desejou.
Quanto tempo tem Caio Jr de Botafogo? Não sei precisar sem ume pesquisa rápida, mas sei que não tem nem metade dos nove meses de Luxemburgo à frente do Mengão. Pois o Botafogo já tem um time titular, já tem padrão de jogo e, o melhor, suas expectativas são as melhores. NO ano passado o Fogão frequentou a parte alta da tabela sem saber ao certo o que fazia lá. Hoje a realidade é outra, o Botafogo tem cara de G4. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ronaldinho Gaúcho e Deivid...

Duas caras feias encarando a linda cara da Magnética Endoidecida.



O que essas caras estão olhando com essas caras de Paroaras Arrependidas? Eu hein!! Leio por aí, proibido de comentar, mas tenho Blog e comento aqui, que devemos analisar com mais carinho os casos de Deivid e Ronaldinho Gaúcho em relação ao tratamento dispensado a essas duas figurinhas pela Maior Torcida do Mundo. Ora bolas, que tratamento seria este? Pedem para que os apoiemos incondicionalmente, porque é com carinho que esses caras se motivam e conseguem jogar "aquilo que sabem". O Muhlenberg diz em seu Blog que descobriu que Ronaldinho não joga bem para fazer gols e boas jogadas, que as coisas dentro daquela cachola funcionam de maneira contrária. Ele precisa fazer gols e belas jogadas para desencadear mais gols e mais belas jogadas. Diz ainda o Arthur que o Ronaldinho precisa da dedicação de nossos torcedores para que, estimulado, possa desenvolver seu melhor futebol. Não é lindo o amor?
Pois eu acho que este amor pode ser lindo, mas também pode ser tenebroso. Não falarei em cifra$. Esqueça quanto ganha Ronaldinho Gaúcho e quanto ganha o Deivid (mas não se esqueça que o Rodrigo Alvim ganha oitentinha por mês). Esqueceu? Eu também.
Não importa quanto o cara ganha. A motivação dele deve vir única e exclusivamente da percepção pessoal de que ele está vestindo um Manto Sagrado e, que este Manto Sagrado precisa ser respeitado. A Torcida do Flamengo não se formou em psicologia e nem em psiquiatria, portanto, meus nobres, tratem de correr  muito atrás da bola e, quando de posse desta, tentem dar aquilo que de melhor vocês têm, porque senão a vaia vai cantar solta, e isso, assim como seus gols e belas jogadas, também passará na TV da Espanha.
Luxemburgo e a maioria dos seus comandados precisam de orientação. Mas de uma orientação que deve estar no cerne de cada um. Busquem-se enquanto jogadores do Maior Time de Futebol Deste País e aquilo  que acharem justo nos atenderá.
Nós sabemos que o Flamengo entrará Julho com apenas uma derrota na carteira, mas isso não quer dizer nada. Já vimos seleções de futebol serem campeãs mundiais e serem execradas até hoje. A Torcida do Mengão quer e precisa vencer com espetáculo e raça. Raspas e restos, não interessam.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vencer um rival, com goleada histórica, na base do olé!!, com um frango do goleiro, maior ídolo da história deste rival.

Alguém consegue imaginar algo melhor que isso? Eu também consigo!!

Onde estava este Corinthians escondido fora da liderança do Brasileiro? Onde estava este São Paulo... Pô, esse São Paulo é o líder do Brasileiro!!!
O São Paulo, dominado desde o início, se perdeu após a expulsão, ao meu ver injusta, de Carlinhos Paraíba. Rogério Ceni merecia ser expulso no lance da expulsão de seu colega. Não se pode enquadrar um árbitro de futebol como fez o goleiro - estava até parecendo o goleiro do sub 20 do Mengão expulso na Libertadores da categoria -, mas Rogério não poderia ter agido daquela forma. Outro que deveria ter sido expulso foi o Wellington, que levantou Emerson  já no finalzinho do jogo.
O Corinthians envolveu o São Paulo e fez de Rogério Ceni o melhor jogador em campo no primeiro tempo. Também estiveram bem  Danilo e Liedson. O primeiro orchestrou seu time e o segundo, finalizou com categoria e oportunismo as obras criadas pelo maestro.
Foi um bom jogo onde o Timão goleou se esforços maiores um São Paulo que parecia estar implantando algo diferente daquilo que vinha fazendo até então no campeonato.
Triste ver a reação dos jogadores Sãopaulinos após cada caneta imposta impiedosamente por um Emerson cheio de molecagem. Futebol é isso, ou deveria ser. Uma caneta, um lençol... quantas saudades! Aí aparece alguém para tripudiar sobre os derrotados e os derrotados não aceitam... Eu hein!!

Agora irei procurar por uma entrevista de Rogério Ceni para explicar o lance. Temo que ele ache algum culpado que não ele próprio. É bem do sujeito.

Vasco, uma vitória enganosa

Todos nós sabemos que o futebol é uma Caixinha de Surpresa, que Não Tem Lógica, Que se Você não Ganhar Acaba Perdendo ou Empatando e Que aquele Que Não Faz, Leva. Sabemos também que alguns placares são enganosos, não refletem o que aconteceu em campo. Normalmente isso acontece numa goleada aplicada em jogo apertado. Mas não foi o caso de hoje em Goiânia, quando o Vasco ganhou mentirosamente de 1 x 0 do Atlético Goianiense. Não que o time da casa tenha massacrado seu rival lusitano, mas sim pela postura do Vasco adotada imediatamente após seu gol. Imediatamente após seu gol significa dizer que o Vascão adotou um comportamento defensivista desde o segundo minuto do primeiro tempo.


Acompanhei o jogo pelo PFC ouvindo a Rádio Tupi e tuitando para o Eugênio Leal, jornalista da Super Rádio Tupi. Numa de minhas tuitadas acabei elogiando o Vasco, exatamente por conta da postura adotada no início da partida. Sim, porque o Vasco apertou e fez seu gol. Recuou suas frentes e chamou seu adversário para que este expusesse suas fragilidades para impedir contra-ataques. Meu pensamento caminhou para esta conclusão porque por volta dos 15 minutos o Vasco novamente adiantou seu meio campo, marcando a saída de bola do Atlético. Entretanto, esta postura mais ofensiva durou tanto tempo quanto demorou o Vasco para fazer seu primeiro gol. Depois disso o Gigante da Colina se voltou para o interior de suas trincheiras e por lá permaneceu até o final da partida.

O jogo então ficou muito chato, muito mesmo. O Vasco não contra-atacava o time goiano, que por sua vez não tinha competência para efetivamente criar o terror na defesa cruzmaltina. Bolas alçadas na área para garantir futuras convocações para Dedé e Anderson Martins, era assim que o Atlético Goianiense pensava furar o bloqueio vascaíno. Em vão. Exceção feita a uma bola na trave e algumas poucas defesas de Fernando Prass o Atlético não assustou muita coisa não. Poderia até ter perdido a partida, já no finalzinho, quando o Vasco encaixou uns dois contra-ataques que seus próprios jogadores fizeram questão de desperdiçar.

Um detalhe ficou nítido. Mesmo jogando retraído, o meio campo vascaíno ainda assim foi superior ao meio campo do Atlético enquanto Felipe esteve com fôlego em campo. A criação vascaína tem sim, uma felipedependência a cada dia mais forte. Diego Souza, que poderia dividir as responsabilidades na criação com o veterano simplesmente não apareceu para jogar. Ricardo Gomes parece demorar para perceber algumas coisas. Diego é um jogador com potencial, mas basta vinte minutos de uma atuação como a de hoje para que ele mereça ser imediatamente sacado. O Vasco tem um excelente Bernardo no banco prontinho para entrar sempre que preciso. Hoje foi mais que preciso. Talvez com a presença do menino o Vascão disputasse o domínio da partida. Quem sabe?

Ricardo Gomes fala muito bonito, mas suas palavras não são sustentadas pelas apresentações de sua equipe.



Acabei de assistir ao Massacre da Caneta Elétrica, do Diretor Emerson Sheik.


domingo, 26 de junho de 2011

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but with lots of smiles


Bem, eu não vi o jogo, se você quiser fazer algum comentário...

Parabéns ao Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, de Vanderlei Luxemburgo e de Deivid!!!!!

Calma gente, eu não comi alpiste.

Site do Fla. Ronaldinho parecendo entender a quem deve reverências.
Parabéns ao Flamengo dessa turminha dos 21 minutos do segundo tempo até o final do jogo, período no qual o Flamengo não foi nada demais, foi apenas o Flamengo que a torcida espera ver em campo e, o Flamengo que recebe salários altíssimos para fazer alguma coisa daí para melhor.

O Mengão da primeira etapa foi um Mengão diferente daquele que nós torcedores, comentaristas, comentaristas/torcedores, jornalistas, jornalistas/torcedores, estávamos acostumados a ver. O Flamengo continuava mal escalado, desentrosado, mas era um Flamengo dedicado. As vaias no intervalo foram, ao meu ver, injustas. Injustas por quê? Injustas porque o time do Flamengo se doava em campo. Se entregava e as jogadas ainda assim não surgiam. Por quê?!!! Pensei então: Esses caras estão dando tudo de si, estão aparentemente fazendo o que podem, o que sabem e o que conseguem. Gente rubro-negra atuando assim não merece vaias. Rondinelli, Merica e Toró foram exemplos de jogadores dedicados que não nasceram habilidosos.
Mas começou o segundo tempo e o esforçado Flamengo do primeiro tempo ficou no vestiário. O que a torcida do Mengão percebeu foi que o entusiasmo do time que demonstrava querer sair daquela má fase nojenta não estava mais incorporada ao espírito dos jogadores. O Flamengo cambaleava e o Atlético Mg crescia para cima do Mais Querido. O gol era uma questão de tempo. E o gol saiu. Falha de quem? De todos.
Claro, a Torcida do Mengão começou a realizar o que pedia o time e começou a vaiá-lo incondicionalmente - todos, sem exceção recebiam sua parte de descontentamento. Aí Luxemburgo surpreendeu. Negueba no lugar de David Braz e Deivid no lugar de Wanderley, o mais esforçado quando o Flamengo era apenas um bando esforçado. Surpreendentemente o Flamengo começou a melhorar - a surpresa não recaía sobre Negueba, mas sobre Deivid e o resto do time que de uma hora para a outra passou a dar sinais de que empataria a partida. Ronaldinho Gaúcho, esse era o nome do "Comandante do Inusitado". O Flamengo de Luxemburgo passou a ser o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho. Maestro, insinuante e marcador: o cara virou no santo, recebeu-se em si mesmo. Recebeu um Ronaldinho que há muito não se via. A última vez deve ter sido num jogo qualquer do Milan. Mas o que interessa é que  Ronaldinho passou a driblar, passar, marcar e lançar. Passou também a aparecer na área para finalizar. Numa dessas aparições... 21 minutos do segundo tempo, gol de empate do Flamengo. Golaço do único jogador em campo capaz de fazer daquele jeito.
A partir daí a magia desabrochou. Todos começaram a acompanhar o desempenho de Gaúcho. Todos sem exceção Leo Moura apareceu no ataque e voltou a apoiar este mesmo ataque com a competência de outrora. Thiago Neves transformou-se num azougue "imarcável" que ameaçava a zaga adversária a todo instante. Júnior César retirou seu nome da avenida inaugurada no primeiro tempo e passou a trocar passes com Gaúcho. Renato Abreu parecia o Andrade, roubando bolas e lançando seus companheiros com incompreensível eficiência. Negueba ... Esse garoto precisará de um espaço neste time. Negueba entortava e desentortava a coluna cervical do lateral esquerdo do Galo, enquanto MURALHA, que entrara no meio dessa mágica confusão, marcava e largava seus companheiros na cara do gol. Um desses companheiros largados por MURALHA na cara do gol foi Deivid. E Deivid reviveu o Deivid da época do Peixe. Dois gols - sim, tirou uma bola de dentro das redes como se fosse um zagueiro, mas a atuação do Fla mexeu comigo e me permito esconder esse detalhe.
O Flamengo fez um, dois, três e quatro. Faria o quinto, o sexto e o sétimo se mais tempo tivesse. Mas o jogo acabou.  Bem, foi isso o que aconteceu no resumo resumido da resenha resumida.

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é aquela uma coisa ainda, repleta de desconfianças.

Ronaldinho não deu entrevistas, tudo bem. Mas não pense o Ronaldinho Gaúcho que a dívida dele com a Torcida do Flamengo e com seu próprio nome e passado já está paga por conta de uma atuação de pedaço de jogo mais convincente, não está. Gaúcho tem a obrigação, por conta de quem é, e motivado pelo valor que o Flamengo se esforça para pagá-lo mensalmente, de jogar assim pelo menos umas cinco vezes por bimestre e não apenas uma, num pedaço de jogo.
Aposto que aqueles que vivem passando a mão sobre a cabeça de Ronaldinho Gaúcho devem estar exaltados com faca amolada entre os dentes. Nesse time relaciono o grande Apolinho, Washington Rodrigues. Ele afirma que não se deve cobrar mais do Gaúcho que, segundo ele, já jogava antes dessa partida melhor do que aqueles a quem veio substituir: Diogo e Borja - ele sempre cita esses dois. Cobramos do Ronaldinho porque além de ganhar o que ele ganha e, quem ganha o que ele ganhar tem de devolver alguma coisa plausível, mas além disso, cobramos dele porque ele tem para dar.  Ninguém cobra do Fernando uma atuação de gala. Cobramos do Gaúcho e, ele hoje se extrepou, pois mostrou a todos um pouco do que é capaz de fazer. A cobrança aumentará, caso uma atuação dessas demore muito a se repetir.
Outro que continuará sendo cobrado é Luxemburgo. Não é possível que o Flamengo não tenha um time ainda, formado e entrosado para enfrentar qualquer  time brasileiro seja lá aonde for. O elenco que o Flamengo lhe entregou é ótimo, que Luxemburgo o faça jogar novamente o que este time jogou nos 24 minutos finais deste jogo contra o Galo. A Torcida já está ansiosa para a próxima partida e com mais cobrança. Isso é o Flamengo, é preciso que todos saibam disso.