domingo, 4 de maio de 2014

Em respeito ao Respeito

Jamais gostei de Ayrton Senna. Procuro muito preguiçosamente minhas incertezas e certezas em relação à minha opinião sobre este indiscutível ídolo do povo brasileiro. Mas é exatamente aí que residem minhas incertezas e minhas preguiçosas certezas. Não existe no cerne do núcleo do meu interior mais profundo a palavra indiscutível. Vivo me desenvolvendo justamente no contrário. Discuto tudo o que ouço até mesmo quando estou ouvindo minha consciência - principalmente aqui. Senna nunca foi para mim algo indiscutível. Até aqui, até esta comemoração justa pelos vinte anos de sua passagem.

Os mais antigos se lembrarão da relação do povo brasileiro com a Seleção de Futebol de 1970. Os mais antigos, mais esclarecidos (não necessariamente) e preocupados com os destinos do país também haverão de se lembrar de sua relação com aquela Seleção. As vitórias da Seleção de 70 foram sim, utilizadas pelo sistema da época em benefício de suas mazelas. Senna também foi. eo 1970 a Rede Globo, grande produtora e reprodutora de opiniões pelo Brasil a fora, não era tão forte no início dos anos 70. Mas nos anos 80 e 90... nossa, só quem resolveu abrir a mente àquela época para os desígnios do país e de seus políticos saberá do que estou falando. Quem não viveu politicamente esses anos me rotulará como maluco, reacionário e invejoso. Não sou, não fui e não seria agora, justamente num momento de minha vida no qual aprendi a importância de se contar até dez antes de disser alguma coisa e, até cem antes de expressar seu pensamento num Blog. Senna foi usado e, o que mais me irritava e irrita é que, ao contrário dos desorientados jogadores da Seleção de 70, Senna sabia disso e compactuava com todo estado de coisas. O Brasil tinha outro supercampeão correndo de Fórmula 1 naqueles anos e minha torcida, devoção e admiração miravam aquele candango vascaíno, inteligente e rápido e, principalmente, avesso a Rede Globo e à manipulação do pensamento alheio. Nelson Piquet. Independentemente do dito acima, esse piloto, em minha opinião, foi o melhor de todos.

Nelson Piquet foi o maior campeão brasileiro de Fórmula 1, enquanto o campeonato de Formula 1 foi um campeonato de pilotos. Senna foi o maior campeão brasileiro de Formula 1 a partir de quando o campeonato se transformou num campeonato de carros e não mais de pilotos. Senna e seu companheiro de equipe, seja ele quem tenha sido, não tinham adversários. Não tinham carros adversários. Senna e Prost ganhavam corridas com 30s de vantagem para o terceiro colocado. Os dois eram tão melhores pilotos que os demais assim? Não creio. Mas não estou aqui para falar dessa rixa em meu coração e em minha mente sobre quem foi o melhor piloto de Fórmula 1 do Brasil. Estou aqui para homenagear meu desafeto esportivo, politicamente incorreto Ayrton Senna.



Homenagear Senna abrindo mão de minhas convicções esportivas. Homenagear Senna em respeito ao respeito que todo o mundo rende a esse cara. Senna foi foda! Isso ninguém poderá negar! Não serei eu o primeiro, melhor, o único a dizer uma insanidade que contrarie esse fato. Senna foi foda!
Os comentários, as palavras ditas sobre que forma fosse sobre as vitórias, as disputas e tudo que envolveu a carreira curta desse monstro não pode ser negada ou negligenciada. Não, calma!! O que Galvão Bueno disse e diz a respeito de Senna não me interessa. Galvão sempre foi o microfone de tudo de ruim que cercou a má utilização da carreira de Senna. Refiro-me às palavras de Prost, Lauda, Berger e pilotos que sofrerão derrotas de Senna. Nas próprias palavras de Piquet que sempre respeitou Senna enquanto piloto de Fórmula 1. Senna foi grande demais e o que fizeram de sua música não diminuirá suas conquistas. Este Blog, meu pensamento, te homenageiam em respeito ao Respeito que o mundo inteiro tem por você. 

Coisas de um Flamengo visto de longe

Tudo começa em seu final. Um final que se iniciou faz pouco tempo. O que fazer numa tarde de domingo ensolarado de  Rio de Janeiro, numa época em que é melhor procurar uma diversão mais à tardinha para evitar nossas já constantes noites de balas perdidas? Hummm... Tem Flamengo x Palmeiras no Maracanã? Tem!!!!! Partiu!! Manto, bermuda e tênis. Êpa!! Dinheiro para o ingresso!! Quanto custará? 60 reais o ingresso mais barato! 60 reais para assistir a este Flamengo?! Alguma garantia? De vitória? Não, de uma boa exibição. Nenhuma! Ôpa, abre a gaveta aí! Bermuda e Manto, de volta para o passado. Meu dinheiro me servirá em outro propósito neste domingo no qual o dinheiro do PPV já foi para o brejo.

Revolta? Claro que não. Apenas a experiência dominando naturalmente meus passos, ao menos os primeiros. Provavelmente haverá bastante gente no Maraca hoje, mas não este amigo que vos diz.
O futebol está lá embaixo em matéria de qualidade geral. O Flamengo faz questão de estar num degrau ainda mais abaixo. Jayme nos ameaça com Felipe; Luiz Antônio, Wallace, Samir e André Santos; Cárceres, Márcio Araújo e Mugni; Paulinho, Alecsandro e Paulinho. Um 4-3-3 daqueles! Quatro suplícios, três sacanagens e três fomentadores de silêncio. O que esperar de um Flamengo montado assim? Nada. Ah, mas me diz aqui no ouvido, um excelente comentarista de futebol, Luiz Ribeiro: Gente, este Palmeiras é muito fraco! Ôba!! Abre a gaveta! 

Tristes brincadeiras à parte, este Flamengo é, muito provavelmente, ainda mais fraco que o fraco Palmeiras. Ao menos aos olhos da Torcida do Flamengo que não está nem aí para a fragilidade palmeirense. Não se vai ao Maracanã ver o Palmeiras perder, mas o Flamengo vencer. Vencer bem! 
"Incriminamos" Jayme, mas seria ele realmente o errado nessa história? Creio que não. Acerca das possibilidades de Jayme em escalar o Flamengo me irrita muito mais a atuação da diretoria rubro-negra do que as tentativas, erros e acertos nas diversas e diferentes escalações do Mengão. Jayme vive até hoje uma pseudotranquilidade no comando do Flamengo, em virtude de sua virtude em escalar Paulinho no jogo contra o Botafogo na Copa do Brasil de 2013, conquistada pelo Mais Querido. Lembrando, claro, que Jayme é um sortudo confesso. Ele mesmo disse que escalou Paulinho, não para esculachar o lateral do Fogão, como fez o ponta rubro-negro, mas para que Paulinho ajudasse o cansado André Santos na marcação contra o ataque alvinegro. Então, a incapacidade da diretoria rubro-negra protege Jayme sim, mas nem tanto. Estamos todos de olho. A verdade é que o treinador rubro-negro, seja ele Jayme ou Guardiola, tem pouquíssimas opções para vencer o Palmeiras hoje no Maraca. O Flamengo é maior que as intenções de sua diretoria. Isso é óbvio. Consertando...  As necessidades do Flamengo são maiores que as intenções dessa diretoria analista de passivo. Eles provavelmente deixarão o Flamengo devendo uns 500 milhões, ao invés dos 800 milhões de dívidas que encontraram quando chegaram, mas a Torcida está se lixando. Esse provável afair, que mais uma vez o Flamengo produzirá este ano com a possibilidade de cair é que nos incomoda. 

Então, o que esperar desse Flamengo contra o Palmeiras? O que esperar de Jayme diante de suas possibilidades mais urgentes em relação ao time? O que esperar da diretoria do Flamengo para que as expectativas mudem de cor? Ir ao Maracanã? São 13:30, tenho mais uma hora para decidir, mas a vontade de novamente torcer pelo meu time no Maracanã anda perdendo facilmente para a experiência que diz: espere, o que faríamos com os prováveis 200 reais que seria obrigado a largar na  iminente tristeza ou na fortuita alegria que este Maracanã nos reserva? Pois é, depois eu conto se fui e como foi se eu tiver ido.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Fim dos Tempos

Crescemos, amadurecemos e nesse amadurecimento, ao menos alguns atribuem a ele, passamos a contar com a estranha sensação de que o tempo começa a passar mais rápido. Esse “passar mais rápido” está estranhamente acelerado. Ou será que o amadurecimento do próprio amadurecimento, com a passagem de mais anos, nos dá essa outra sensação, a de que o tempo passará e continuará passando a cada dia mais rápido. Esse devaneio todo serve, talvez, para amenizar a real sensação que está me assolando não faz muito tempo. Claro, até faz muito tempo, mas é que este muito tempo passou tão rápido...
Refiro-me a tudo o que está acontecendo e não passa por mim de maneira despercebida. Talvez passe por você, mas certamente não estará passando pelo seu pai ou pelo seu avô. É a sensação do fim dos tempos. Fim dos tempos que passam rápido e dos que nem tão rápido passam por nós.
Você vê o Jornal Nacional de hoje e as barbaridades aparentemente se repetem. Mas são outras – exceção feita à compra da Refinaria de Pasadena/EUA -, são outras e são as mesmas. Isso faz com que você não perceba que se esqueceu do Jornal Nacional do dia anterior. A percepção as barbáries do cotidiano se foram e tenho minhas dúvidas se o tempo tem algo a ver com isso, passando rápido demais para que eu me perceba inserido nele, envolvido por ele, ou se os tempos estão mesmo em seu final e Aquele que é o seu senhor está apenas sem paciência pois a apoteose se aproxima e o relógio promete extrapolar o tempo permitido.
O número de bandidos que morrem diariamente não nos pertence mais enquanto informação. Não ligamos mais para isso. Ligamos sim, para o número crescente de amarildos e bailarinos executados em nossas ruas.  Nossas policias, que no evento do Complexo do Alemão aparentaram mudar sua imagem de outrora, e a atual, para a de verdadeiros Vingadores, parecem querer nos comprovar o improvável. O Bope que não deixava ninguém subir, hoje saiu das ruas para vigiar portas de empresas e o subir e descer que pertence ao alheio. O Exército... O Exército está nas ruas. Ora, mas lutamos tanto para aquartelá-los que nem nos lembramos mais disso, ao implorarmos pela imagem daqueles soldadinhos de fardas camufladas a nos defender do nosso cotidiano que passa diariamente na TV, em capítulos inéditos que se repetem diariamente sem que percebamos. Essa gota do mundo está girando assim, com a rapidez boltiana dos tempos, de tempos que parecem correr para não existirem mais. E para que divagar sobre essa gota, sobre esse tempo, sobre nossas percepções? Ora, para falar um pouquinho de futebol e de uma gota relacionada a este maravilhoso e apaixonante universo sobre o qual nossa percepção anda no fim, ou muito rápida para que possamos discernir do modo que um dia discernimos. Na verdade não é sobre o futebol em si, mas sobre aqueles que abordam o futebol e nos alimentam, tentam, de informações transformando as mesmas em pedações de paixões emocionantes, como apaixonante é a emoção do universo do futebol. Minha percepção de debruça sobre pedaços da imprensa esportiva com a qual convivemos na busca dessas informações.
Sou de uma geração que precisava esperar o fim do seu programa dominical favorito – e não tínhamos para onde correr – para aí sim, nos deliciarmos com o vídeo tape do principal jogo da rodada. Bem, era assim aqui no Rio de Janeiro. Noutros estados simplesmente não sei como era. Mas aqui era assim. Januário de Oliveira, a voz mais marcante desse evento noturno, não falhava. Era tão certo quanto a missa das seis, ou quanto o culto das oito. Não falhava. Era assim o fim de todos os domingos esportivos. Domingos de estádios cheios. Um clássico com menos de oitenta mil pessoas nas arquibancadas e gerais do Maracanã era comentado como um frondoso fracasso. Atenção!! Valesse este clássico um turno, um campeonato ou apenas mais um número nas estatísticas, um clássico com menos de oitenta mil pessoas era o assunto do domingo. Claro, a não ser que na rodada houvesse um título conquistado ou um gol feito em impedimento que ceifasse de algum time grande a possibilidade de um título.  O outro evento além do clássico e do vídeo tape era a Mesa Redonda. Rui Porto, Luiz Mendes, Sérgio Cabral, Achiles Chirol, Orlando Batista... esses e mais alguns do mesmo naipe, sempre povoavam os finais de domingo com comentários e informações sobre os times do Rio de Janeiro e, claro, alguma coisa de outros , estados também, nem sempre apenas os gols, mas informações relevantes sobre o futebol fora do Rio. Não, em nenhum momento o futebol dos outros estados era vendido em chamadas dos programas. Era um plus, o algo a mais que nem era prometido e se não aparecesse ninguém sentiria falta. Mas a TV mudou.
Video Tape de clássicos? Não, agora vemos os clássicos ao vivo, com imagens para as praças nas quais esses jogos ocorrem. Um Fla-Flu às quatro horas da tarde, com ingressos a cem reais e TV ao vivo... no que poderia dar? O público vazou! E com razão. Aliás, por falar em razão, creio que a TV ao vivo e os preços dos ingressos não sejam a principal razão da evasão de torcedores dos estádios. Nem a violência. Penso que o principal motivo desse sumiço seja o fato de que nos times que jogam ao vivo,  na TV aberta, enquanto o valor dos ingressos beira aos cem reais não contem mais em seus planteis com jogadores da estirpe dos de outrora. Hoje não há mais os cabeças-de-área que haviam antigamente, hoje há amarais e ralf’s, sendo que os segundos são considerados craques. Os cabeças-de-área antigamente àquela época atendiam pelos nomes de Falcão, Andrade, Zanata, Zé Mário, Pintinho e coisas do gênero. Sim, os ingressos estão pela hora da morte, a violência caiu no cotidiano, a TV passa tudo isso ao vivo, mas talvez um número maior de pessoas enfrentassem tudo isso por um espetáculo melhor, mesmo sabendo que correria o risco de cair na mesmice de um Jornal Nacional qualquer.  Mas essa divagação não trata dos clássicos para dez mil pessoas numa tarde ensolarada de um domingo qualquer.
Hoje, além dos clássicos para dez mil pessoas, a cem reais, com a violência de pé nas arquibancadas, transmitidos ao vivo pela TV aberta, há também a proliferação das mesas redondas, tão ricas no passado e, me desculpem meus amigos da imprensa, tão pobres atualmente. Não citarei todas, obviamente, mas tratarei de alguns aspectos horrendos de algumas, as mais populares – ou não -, que diariamente invadem nossas residências.
Não há a proliferação na TV aberta. O maior ícone do que de pior existe em mesas redondas sim, bate ponto na Rede Bandeirantes e é capitaneada pelo horrível Milton Neves. Na função de âncora de programa de debates ele se transforma no maior vendedor que conheço. Deveria estar no Shop Time e não num programa que se propõe a debater futebol. Sem contar que nos debates que por hora surgem em meio as vendas, o nível de discursão é tão superficial e desprovido de seriedade que o melhor a fazer é apertar duas teclas qualquer do controle remoto. Mas é na TV paga que o mais grave ocorre em minha humilde opinião. Por quê? Ora...
Milton Neves é Milton Neves, tem a sua marca, vende as suas marcas e não procura enganar ninguém – ao menos enquanto se vende Milton Neves. O que quero dizer com isso? Quem zapeia e para no Milton Neves sabe exatamente ao que vai assistir e assiste porque quer. Mas quando você zapeia e para na ESPN Brasil...
Em primeiro lugar essa ESPN de Brasil não tem nada, apenas o nome. Lembro-me de seu início e, lembro bem, pois ele nasceu no mesmo dia 17 de junho no qual nasceu uma de minhas filhas. Já trazia o Brasil no nome e, àquela época, ameaçava trazer o Brasil em suas intenções também.  A ameaça era tão linda e lúdica que me fez imaginar uma bela opção ao que nos fornecia a Rede Globo e suas afiliadas, pagas ou não. Acabei me apegando à emissora e às suas intenções.  Havia também a possibilidade de interagirmos com a emissora durante seus programas e transmissões. Isso nos fazia parte de tudo!
Durante a Copa do Mundo da França, em 1998, a emissora criou uma mesa redonda para debater os jogos e, particularmente, a participação da Seleção Brasileira no certame. Chamava-se Linha de Passe Mesa Redonda.  José Trajano, Juca Kfouri, Paulo César Vasconcelos, Paulo Vinícius Coelho, Tostão e, se não me falha a memória, Fernando Calazans (não lembro se Calazans entrou depois).  Lembro sim, que a mesa redonda era espetacular e tratava apenas da Copa do Mundo. Sem aspectos clubistas, ou mesmo bairristas, o programa encantou a todos os telespectadores. Encantou a tal ponto que, ao final da Copa e, a partir da possibilidade da interação com os participantes do programa, pedimos, eu e mais um monte de gente, pela permanência do programa em seu formato no pós-Copa. Fomos atendidos. O programa rolava redondamente – achei durante um tempo. Paulista demais, sentia no programa a falta de uma voz mais carioca, abordagens mais cariocas. Pedi(mos) e uma bancada carioca formada por Fernando Calazans e Márcio Guedes passou a fazer parte do programa. Mas de nada adiantou. Ainda que com dois cariocas no meio da paulistada, ainda assim, o assunto São Paulo e coisas do estado preponderava sempre que podia. Há um motivador especial para este comportamento do programa e de toda a bancada ao meu ver. Chama-se Juca Kfouri.
Nunca vi dissimulação mais bairrista na TV brasileira, aberta ou fechada. Temos nossos bairristas por aqui, mas eles não se negam bairristas e dizem que abordarão o Rio de Janeiro e seus times. Quem quiser ver e ouvir outra coisa... Juca Kfouri não. Ele se faz dissimulado. São vários os exemplos e basta cronometrar o programa para vermos que os assuntos paulistas sobressaem em detrimento dos demais. Noutro dia estava a falar do Flamengo e das dificuldades desse na Libertadores. No segundo seguinte Juca Kfouri pediu a palavra e citou um momento semelhante passado pelo Corintrhians. Não sei se por ingenuidade dos demais componentes da mesa ou por cumplicidade dos mesmos, o assunto mudou para Corinthians e o Flamengo, clube de maior torcida do país, certamente o time da maioria dos assinantes da emissora, foi para o espaço sideral. E assim acontece programa após programa. Hoje nem mais a bancada carioca faz parte do programa.
O Sportv... As mesas redondas do Sportv são muitas. Temos o Arena, o Redação e os programas pós rodadas  como o Tá na Área. Entretanto, a principal mesa redonda do canal é o Bem Amigos. Este programa é de uma apegação ao convidado que chega dar nojo. Nenhuma opinião irá confrontar ou deixar em maus lençóis aquele que se apresenta no programa. Se o treinador do seu time, ou algum jogador do seu time for o convidado ou um dos convidados, deixe no canal e se delicie com a promoção gratuita do time para o qual você torce. Gosto dos aspectos de alguns programas do Sportv. O Arena é só blá, blá, blá. O Redação traz a sempre bem-vinda mea culpa dos aspectos esportivos citados por André Rizek, seu condutor. Claro, há muito mais aspectos positivos da imprensa mostrados no programa. Mas dá para aceitar. No Bem Amigos...  Quando não vai um pagodeiro o programa fica bom na hora do número musical. Estamos entregues!
Estava mais uma vez assistindo no Youtube a um Programa Roda Viva – excelente programa de entrevistas, em sua maioria, sem papas na língua. O entrevistado? João Saldanha. Não existe na imprensa esportiva atual nada parecido com este moço. E olha que Saldanha foi comentarista esportivo em plena ditadura militar. Ou seja, tinha tudo pra ficar no blá, blá sem rumo com o qual hoje somos presenteados em nossas TVs a cabo. Autenticidade, ausência de medos e nem remorsos, João Saldanha dá uma aula, sozinho, daquilo que deveria ser oferecido ao público que paga por uma melhor qualidade nos comentários, mesmo o assunto sendo o futebol. Entendedor do seu meio, dentro e fora das quatro linhas, Saldanha destrinchou opiniões sobre Seleção Brasileira da época, escalou a sua, deixou algumas unanimidades de fora e, colocando o PVC no bolso escalou a Seleção da Itália de 1930, além de demonstrar como jogavam as seleções do Uruguay, da Argentina e da própria Itália em 1926. Não sei se João Saldanha acompanhava futebol em 1926, ou seja, apresentou-se um estudioso do futebol, mesmo sendo ele O João Saldanha. Programaço!

Isso é o que vejo, sinto e percebo enquanto meu tempo passa voando diante da programação esportiva à qual tenho acesso. Sou sensível a pessoas que dissimulam e conduzem os programas para onde desejam. Para o seu time, para o seu bairro. Também me sensibilizo com o blá, blá, blá que me vendem como se fossem João Saldanhas e Nelson Rodrigues – já imaginaram uma mesa redonda com esses dois, pois existiu, chamava-se Facit. Devia ser sensacional! Mas sou sensível a isso tudo e me irrito ao me sentir enganado, ludibriado. A imprensa esportiva precisa melhorar e muito. Percebam que me referi apenas aquilo que te empurram na TV. Há também o que se lastimar nos diversos Blogs espalhados por essa Internet de Meu Deus. São pseudojornalistas amarrados a clubes, a diretorias de clubes, e que tentam transformar nossas opiniões  a partir de suas opiniões comprometidas com o que nos vendem como o certo. O certo amigo, amiga, é você se tocar e não deixar o tempo passar tão rápido assim. Não esquecer que o Jornal Nacional de hoje não apaga o de ontem e, que duas tragédias são piores que uma, principalmente se anunciadas. Perceba, sinta e tire suas conclusões, não as minhas.

domingo, 20 de abril de 2014

Lamentáveis

O Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão começou de maneira lamentável para Flamengo e Botafogo, justamento os dois clubes cariocas que acabaram de ser eliminados de forma lamentável Libertadores deste ano. 
A lamentabilidade relacionada ao Flamengo não se limita ao resultado do jogo e nem ao modo bisonho como o time treinado por Jayme de Almeida de apresentou no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Não, infelizmente tem muito mais de lamentável a ser analisado, comentado. Jogar em Brasília... Não dá!

A Diretoria do Flamengo, que vive a sanear dívidas, está trocando o já improvável sucesso do Rubro-negro no Brasileiro por rendas. Rendas?! Se o Flamengo não vendeu o jogo antes do jogo começar... se deu mal. Não foi ninguém ao estádio! Aliás, o Estádio do Flamengo é o Maracanã e não qualquer outro em qualquer outro lugar. Aqui, no Rio de Janeiro, se encontra a casa do Flamengo. Mas a Diretoria do Flamengo não pensa assim. Aparentemente o saneamento das dívidas parece ser mais importante do que o desejo dos milhões de torcedores rubro-negros. Outro aspecto muito engraçado dessa coisa toda é que a Diretoria do Fla me obriga a comprar um plano de sócio-torcedor para assistir aos jogos do time pelo PPV. Em Portugal isso seria uma piada de mau gosto daquelas. Vamos deixar esses aspectos lamentáveis do Flamengo de lado e nos ater ao que de lamentável aconteceu no jogo.

Com cinco minutos de partida já deu para percebermos que o Flamengo não venceria o Goiás. Sim, isso não impediria o Goiás de perder para o Flamengo. Muito toque para o lado, muita preguiça... O time de Jayme de Almeida desde que terminou a Copa do Brasil do ano passado parece um time totalmente desentrosado, sem vontade e nem novidade. Paulinho cai por um lado do campo, Leo Moura e Luiz Antônio pelo outro e aí vem o pior: Amaral, Márcio Araújo e Mugni tramando a inteligência do Mengão. Quem aguenta?! Esse elenco deixará a diretoria pagadora de dívidas com a maior dívida da história do Flamengo. Sim, porque o Flamengo certamente passará mais um ano de Brasileiro brigando lá embaixo. 
Um time sem imaginação, sem pegada na marcação, sem um contra-ataque engendrado, enfim, um monte de jogadores jogando futebol como se estivesse jogando uma pelada e, o pior, se conhecendo ali, nas peladas com quais  tem presenteado os torcedores do Flamengo. 
Gostei das atuações de Luiz Antônio e de Chicão. De mais ninguém. Nem de Felipe, que andou salvando o time da derrota nos minutos finais.
Ao trocar  a possibilidade de melhores resultados por rendas ou coisas do gênero, a diretoria do Flamengo tira de Jayme a única possibilidade de melhores dias. A pressão exercida pela Torcida do Flamengo no Maracanã poderia ajudar a mediocridade do time como fez na Copa do Brasil do ano passado. Jogando fora sempre, o Flamengo provavelmente embarcará na Copa do Mundo lá na zona da degola. Foram dois pontinhos preciosos jogados fora e agora o Flamengo terá de tentar recuperar o prejuízo jogando fora, contra o Corinthians. Bem, se o Jayme passar o vídeo dos jogos do Ituano, quem sabe?

O Botafogo

Também lamentável a estréia do Glorioso. Engraçado que o Botafogo, apesar de ter levado uma sova do São Paulo, não foi tão apático como foi o Flamengo. O Botafogo bem que tentou demonstrar algum sinal de respeitabilidade própria, mas o time do São Paulo é muito superior ao Botafogo. O 3 x 0 ficou barato e deveria acender uma boca de vulcão em erupção em General Severiano. Este time do Botafogo promete ficar atrás do Flamengo na tabela. Gosto do treinador Vagner Mancini, mas sem ovos blá, blá, bla. 
Emerson chega para dar uma força no ataque, mas sozinho não resolverá nada. No elenco do ano passado, muito parecido com este, Seedorf encontrou na base alvinegra o material que precisava para sustentar o Fogão num lugar digno na tabela. Mas esta base do Botafogo ainda não nos apresentou novos Vitinhos. Abre o olho Fogão!!

O Flamengo vai a São Paulo enfrentar o Corinthians. Pedreira. O Botafogo trocará farpas com o Internacional em casa. Pedreira. Duas pedreiras. Para o Flamengo, por conta do local do jogo, para o Fogão, por conta de D`Alessandro.

sábado, 19 de abril de 2014

Vai começar a festa!!!!! (será?)

Finalmente começará (será?) o Campeonato Brasileiro de 2014, o campeonato de futebol mais difícil do mundo (será?). O campeonato mais difícil do mundo... ao menos essa é a frase padrão no discurso de onze entre dez jogadores brasileiros, comentaristas, repórteres, torcedores, enfim, qualquer um ligado de alguma  forma ao esporte bretão, tão difundido e achincalhado em terras tupiniquins. Mas será mesmo?
Vamos lá, aponte dez times que saem na frente dos demais nesse Brasileiro. É, Cruzeiro... Sei. Quanto será Cruzeiro e Chapecoense lá em Santa Catarina? Chuta! Não dá. Mas não se culpe. Há uma diferença que passa despercebida entre o futebol praticado no País do Futebol, o Brasil (será?) e o jogado nos países onde se encontram os melhores jogadores de futebol, mais precisamente, na Europa. Lá, o Barcelona quando joga contra o Chapecoense das Astúrias, normalmente o chicote come solto e o time catalão dificilmente deixa de empurrar uma goleada em seu adversário. Quando joga mal ganha de pouco. Aqui não.  
Huumm, agora entendo a dificuldade apontada por todos. O campeonato é difícil não porque há dez clubes capazes de vencê-lo, ou ao menos disputá-lo até o seu final, com unhas, dentes e bom futebol. O campeonato é difícil justamente pelo motivo contrário a este. A dificuldade reside na mediocridade dos dez times que normalmente, europeus fossem, estariam disputando o título com unhas, dentes e bom futebol. Mas não será assim. Verdade, o Cruzeiro, apontado no início do texto como um força no campeonato, pode sim, pelo elenco que possui, largar na frente e jamais ser alcançado. Entretanto, não consigo imaginar outro time capaz de me impregnar com essa sensação. Não vejo mais ninguém. Você tem outro favorito, ou outros?

O Brasileiro deste ano promete ser disputadíssimo e emocionante lá embaixo, onde o Vasco não está mais. São muitos, aí sim, mais de dez, os candidatos ao rebaixamento neste Brasileiro. Sensação essa muito baseada nos estaduais que fizeram os principais times do país. Flamengo e Botafogo, os grandes de São Paulo, os Gaúchos, Baianos, enfim, todos os demais, exceção feita ao Cruzeiro. É assim que vejo este campeonato. Começa hoje com Internacional e Vitória, Chapecoense e Coritiba, a luta pelo não rebaixamento em 2014! 

Eu sou Flamengo

É isso. Domingo à noite, talvez pela manhã, eu volto.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CLAUDIO MANOEL, VOCÊ É RIDÍCULO

Estava decidido a não mais escrever neste adorável espaço em 2013. Fiquei muito tempo afastado das letras por conta da labuta que põe o leitinho em minha mesa e isso deu uma desanimada. Desanimada... eu estava animado para não escrever. Melhor, o Flamengo me animou ontem a não fazer nada que não envolvesse minha paixão pelo Mais Querido. Entretanto, eis que, ao assistir o programa Redação SporTV,. do qual sou fã, na intenção de ouvir um pouco de Tim Victory, jornalista inglês de quem também sou fã, me deparei com o lamentável ex casseta Cláudio Manoel e seus comentários que já saltaram o precipício do ridículo e bisonho impensável. 
Para não te enrolar muito, amigo ouvinte que imaginou estar longe de meus devaneios, irei direto ao tema, ao assunto.  Comentário bisonho do bisonho Cláudio Manoel referiu-se ao valor dos ingressos para a decisão da Copa do Brasil, entre Flamengo e Atlético PR, realizada ontem no ex Maior do Mundo. Decisão esta vencida pelo Mengão - sim, sei que você já sabe, mas adoro dizer isso, ora bolas!
Disse Cláudio Manoel, em tom de crítica, que eram demagogos aqueles que criticaram a diretoria pé-no-chão do Flamengo por conta dos valores absurdos cobrados para a Final. 
"Ora, o time precisa comprar o Elias e precisa fazer caixa. Trata-se de um espetáculo de atores caros e, sinto muito, mas mesmo que o ingresso estivesse a um real, ainda assim ficariam torcedores de fora do estádio." Argumentou o cérebro de Massaranduba, que a diretoria não estava ali para fazer caridade com ninguém e, mais de uma vez, disse que o clube precisava de receita. Ora, ora...

Esquece-se o Massaranduba que o Flamengo é um clube de massa. Que a massa que forjou o Flamengo e o elevou e eleva diariamente ao status que o clube possui hoje, é feita de pessoas que vivem, sobrevivem, em condições humildes e, que pagar duzentos e cinquenta reais por um ingresso pode ser inadmissível. Esquece-se ainda, o cérebro de massaranduba, que a maior parte da Torcida do Flamengo, ou seja, a própria Torcida do Flamengo, não mora no Leblon e nem tem garantida as três refeições diárias prometida pelo governo popular que, aparentemente, aprova essa elitização do país. Disse o desqualificado, que o ingresso mais caro, contradizendo o que dizem os críticos demagogos, não custou 250 reais (o mais barato), mas sim 160, ou 140... Disse ainda o... que este ingresso cai de preço se o torcedor tiver aderido ao programa de  Sócio-Torcedor do Mengão. Esquece-se o ex casseta que se o torcedor tiver crédito para comprar fiado alguma coisa, ou mesmo à crédito, ele certamente se utilizaria dessa facilidade para comprar comida e roupa, não ingressos para ver Hernane desfilar sua espantosa habilidade pelo Novo (outro  Maracanã). Esquece-se o torcedor do Flamengo, que não me representa, Cláudio Manoel, que essa enorme fatia da Torcida do Flamengo é feita de pessoas de pouquíssima renda e, em sua maioria, de afro-descendentes, ou negros, se o amigo ouvinte não tiver frescuras em relação à realidade. Foi sim, uma sacanagem segregadora essa atitude desta diretoria a qual eu dedico alguns parabéns e todas as minhas desconfianças, com o verdadeiro e genuíno Torcedor do Flamengo. A Torcida do Flamengo ficou de fora., Foi solicitada para comparecer e enfrentar o Cruzeiro. Compareceu. Dela, se pediu o mesmo em relação ao Botafogo e ao Goiás... ela compareceu. Na hora do filé, quando ao invés de pagar mais, ela deveria, inclusive, pagar menos, à deixaram nas favelas, na Baixada Fluminense e nas periferias. SACANAGEM!!!

Por falar em demagogia e falta de ideias, preponderantes facetas deste imbróglio, tenho aqui um pouquinho; não de demagogia - odeio demagogos e provarei agora que o verdadeiro demagogo é o próprio ex casseta e cérebro de massaranduba, Cláudio Manoel.
Ora, o Flamengo precisa mesmo de caixa? Claro!! Precisa do esforço e desprendimento próprio de seus torcedores - sacrifícios pequenos também apregoados pelo massaranduba - ? Claro!! Pois então, tive uma ideia que poderia ter sido praticada nesta final. Funcionaria assim: ingressos a preços populares. O mais barato 50 e, o mais caro 250 - nem são tão populares assim  -, mas o sócio-torcedor teria suas vantagens garantidas nesta promoção. O Maracanã não segregaria tanto. Mas... e o caixa!!??
Simples! Pessoas abnegadas e apaixonadas pelo Mengão,  devotadas à diretoria pé-no-chão que hoje dirige o Mais Querido, fariam da seguinte forma: O Sr Massaranduba, por exemplo. Ele compraria o ingresso mais caro, óbvio. Mas poxa... esse ingresso não ajudará o Flamengo em nada, muito menos em segurar o Elias!! Ora, além desses 250 reais, o Sr Massaranduba poderia depositar qualquer quantia em conta corrente informada pelo Sr Bandeira. Sei lá... mais uns mil reais, ou dois mil, enfim, quanto ele e os demais caucasoides desejasse depositar em favor de sua maior paixão. Todos ficariam satisfeitos e, o melhor, a demagogia estaria morta. 
Por que caucasoides? Procure nas fotos abaixo um Torcedor do Flamengo afro-descendente, negro mesmo, como é a esmagadora maioria dos Torcedores dess clube que, todo mundo esqueceu, é popular. Procure!


E aí. Quantos você achou? Sacanagem!!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Esperança é Rubro-negra

As terras são esmeraldinas e, apesar de sabermos ter o Flamengo um "pequeno" país dentro do estado de Goiás, a torcida orgulhosa do não menos esmeraldino time homônimo ao estado não deixará que a invasão se consolide nas arquibancadas. Sim,  a cor predominante será o verde. Mas o verde se apequenará diante da imensidão continental do rubro-negro, essa sim a verdadeira cor da esperança nesta quarta-feira.
Esperança de que o Rio de Janeiro não se limite a uma vaga na Libertadores quase já conquistada pelo Botafogo. Esperança de que o quase consolidado descenso de um Carioca à Segunda Divisão não seja o assunto maior neste final de ano futebolístico. Enfim, o Flamengo é a esperança de um Rio melhor.

Qualquer Flamengo, normalmente, atropelaria qualquer Goiás, se o jogo decidisse algo. Mas a esperança aqui se faz mais necessária que nunca. Sim, porque não é qualquer Flamengo o time que Jayme de Almeida, a mando não sei de quem - mas desconfio -, colocará em campo hoje à noite. É um Flamengo escalado com André Santos, João Paulo e Carlos Eduardo como titulares. Se não houver esperança, amigo ouvinte, essa baba não vai pra frente de jeito nenhum. 

Esperanças à parte, Paulinho, Hernane, Leo Moura e a possível entrada de Luiz Antônio são a certeza de que o Flamengo, se não voltar classificado de Goiânia, eliminado não voltará (sim, sei que o assunto é futebol, mas alguém precisa dizer algo abraçado às expectativas baseadas na realidade!). O time de Enderson Moreira não mete medo em ninguém. Exceção feita à performance de Walter, o Goiás é um time limitadíssimo e não tem uma camisa com tradição para reverter suas limitações. O Flamengo tem. Sim, é apenas o que tem, mas tem.

Aposto no Flamengo e aposto que o time rubro-negro cumprirá com o que lhe pede a esperança Carioca de um final de ano melhor. Será Campeão da Copa do Brasi, Tri Campeão.