terça-feira, 22 de julho de 2014

Quando a unanimidade não é burra.


Dizem algumas pesquisas que a rejeição pelo retorno de Dunga ao comando da Seleção Brasileira roda em torno de 85, 70%. Mentira! A rejeição pela presença desse cidadão à frente de nossa outrora maior paixão é de 100%! Tenho certeza disso. Acontece que estamos lidando com duas facetas das piores desenvolvidas por nós desde que o Homo Erectus resolveu virar Homo Sapiens. Lidamos com a arrogância desmedida e destemida, implementada por aqueles que estão na direção da CBF e de todo o universo nojento que envolve o futebol e, uma enorme parte de nossa imprensa, esportiva ou não, que come espaços e acessos diretamente das mão dessa gente. São jornalistas que malham Luiz Felipe Scolari, técnico que idolatravam até hora da saída do último embate entre Brasil e Alemanha e demonstram otimismo e paciência no retorno do penúltimo técnico da Seleção que destroçaram logo após saída do penúltimo embate entre Brasil e Holanda. Uma vergonha! Dizer a mim que Luiz Ribeiro, jornalista da Rádio Tupi, escolheria Dunga para técnico da Seleção se esse direito lhe pertencesse é tentar me ver como um idiota completo. Há idiotas que me veem como um idiota completo, mas isso é uma enorme idiotice! (precisava dizer isso!). Bem Amigos, Linha de Passe Mesa Redonda (talvez aqui um pouco menos). A Globo de um modo geral... Comparam os números de Dunga aos números recentes de Felipão. Covardia! Felipão pegou um trapo de seleção que começava a virar um time nas mão de Mano Menezes e transformou esse trapo num time que, por exemplo, venceu a poderosa e imbatível Espanha diante de um ex Maracanã lotado. Percebam que Felipão alterou muito pouco a discutível Seleção de Mano Menezes. O que faria Dunga com os emocionados jogadores brasileiros, unanimidades na convocação final para a Copa do Mundo? Puxaria-lhes as orelhas em caso de choro? Sim, porque os jogadores seriam mais ou menos os mesmos. Quer dizer, Dunga dispensou Neymar uma vez e por isso fora execrado - após a derrota para a Holanda, óbvio. Será que Dunga levaria Neymar dessa vez? 
Dunga teve quatro anos para montar a Seleção de Felipe Melo. Quando deram quatro anos a Felipão ele foi Campeão do Mundo. Sim, noutro mundo, com outros jogadores, mas foi, e esses são os números que devem ser postos na balança. Mas não é assim que age a imprensa. Dunga chegará com o respaldo da maioria daqueles que têm suas bocas diante de microfones e suas mão diante de teclados, mas os combalidos apaixonados pela Seleção Brasileira, esses estão em maus lençóis.
Dunga, apesar dos clap, claps que ouvirá da imprensa brasileira é, unanimemente, mais uma imposição errada do ex torturador que comanda o futebol tupiniquim. Infelizmente nossa imprensa nos representa muito mal. Por sorte e pelo suor dos meus velhos tenho boca, microfone, mãos e teclado. Dunga não passará bem por aqui, passará justo. Justo como fui com ele no passado quando o critiquei a ponto de perder amigos que havia conquistado com minha maior alegria. Sim, porque lembro que a Seleção de Dunga não era o retrocesso que todos desejávamos. A Seleção de Dunga era sim, a semente de tudo o que vimos nesta última Copa do Mundo. Aquela Seleção de Dunga era horrível! Praticava o antijogo o tempo inteiro e, se venceu algumas competições, não fez mais que sua obrigação. Lembremos que a Seleção de 2006, cujo técnico também fora execrado por esta mesma imprensa, também venceu as mesmas competições que a Seleção de Dunga. E, venceu jogando um futebol muito convincente. Não engoli Dunga àquela época e não o engolirei agora. "Sou unanime em dizer desde já: FORA DUNGA!!!!!"

domingo, 20 de julho de 2014

Bandeira, impeachment-se.


Sr Bandeira, enquanto o senhor fica com essa cara de bobo alegre sem saber ao certo o que precisa ser feito para que as coisas, que parecem alheias ao seu conhecimento, mudem de rumo, o clube de futebol de maior torcida do país vai se encaminhando a passos largos para a beira do abismo. Será que o senhor não percebe que comandar um clube do tamanho do Flamengo não é o mesmo que comandar o setor financeiro do BNDES? Aliás, o senhor como administrador financeiro é péssimo! Vai pagar salários ao quarto ou quinto técnico simultaneamente sem que o time tenha encontrado seu caminho na direção da tradição do clube.
Não adianta nada ficar aqui discorrendo sobre onde e quem Ney Franco deve escalar, este ou aquele mequetrefe, porque Ney Franco não deveria ser o atual treinador do Mengão! Este deveria ser Jayme de Almeida. Duvido muito que o Flamengo estivesse onde está. Talvez o elenco dificultasse a vida do Jayme como faz com Ney Franco, mas mesmo assim o nosso velho e bom zagueiro dos tempos de glória saberia dar um jeito na situação. Hoje não adianta mais entregar o abacaxi nas mãos de Jayme. O Flamengo hoje precisa de duas ações imediatas: a primeira é que Joel Santana seja imediatamente contratado e, a segunda, que o Sr coloque a sua cabeça numa bandeja e a entregue na porta do BNDES,  com um bilhete perguntando se alguém a quer por lá. Essa cara de retardado que o senhor está fazendo nessa foto corre o sério risco de entrar para a história do Flamengo, não como o senhor deseja, mas como o senhor e suas limitações acabarão fazendo. Vaza!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Um time pequeno vestido de Flamengo

A Seleção Campeã da Copa do Mundo Brasil, a Alemanha de Bastian Schweinsteiger, homenageou o Flamengo de uma maneira muito linda e respeitosa ao vestir o Manto Sagrado durante a Copa do Mundo, inclusive no jogo em que goleou a Seleção Brasileira por 7x 1. Este jogo ficará na história e a Alemanha de rubro- negro também. Uma Seleção campeã do mundo fazendo história com a camisa do maior clube de futebol do Brasil. Pois um rubro-negro, não o de Bastian Schweinsteiger, mas o de Ney Franco, entrou em campo ontem em Macaé  vestindo o Manto Sagrado remetendo suas intenções ao Flamengo, não como se quisesse homenageá-lo, mas representá-lo. Uma vergonha!
O Flamengo de Ney Franco, ao contrário do presente oferecido pela homenagem alemã, está chamando a atenção de todos da pior maneira possível para o Mais Querido. O Flamengo de Ney Franco, o time, está prontinho para colocar o clube na história mais vergonhosa do futebol brasileiro. O time de Ney Franco está se esforçando para entrar para a história do Clube de Regatas Flamengo em sua face mais humilhante. O Flamengo de Ney Franco está pedindo passagem para a Segunda Divisão de 2015!
Um time pequeno e mal treinado se vestindo, tal e qual a Campeã do Mundo, com o Manto Sagrado, mas desta vez sem respeito algum pela instituição e pelos milhões de flamenguistas espalhados pelo Brasil, pela Alemanha e pelo mundo afora. 
O Flamengo esteve desgovernado o tempo inteiro e qualquer resultado que não a vitória dos atleticanos seria uma injustiça - apesar de não acreditar em injustiças no futebol. Felipe continua falhando e falhou feio no primeiro gol do Atlético. A zaga, que penso ser razoável, fica o tempo todo exposta pela fraqueza e má vontade dos volantes, os laterais não existe e até o Fifa 14 já os aposentou, do meio pra frente o Flamengo não existe. Consegue decepcionar mais que o ataque da Seleção Brasileira, goleada pelo rubro-negro que presta. O Flamengo é um time pequeno. E, é bom frisar que os "times grandes" não caem. Clubes grandes com times pequenos caem sim.
Não vejo mudanças na diretoria rubro-negra que remetam a uma realidade diferente dessa. O Flamengo tem um time pequeno e a conduta correta de um, time pequeno em campo não é essa. Se passaremos o ano com esse elenco melhor seria um treinador habituado a times mais modestos. Ney Franco era forte quando se entendia fraco. Hoje Ney Franco pensa que joga o que não joga e, para o bem do Flamengo e de sua tradição, de sua história, deve demití-lo o quanto antes.

Gilmar Rinaldi... É rir pra não chorar.

Bem, alguém em sã consciência achava que a CBF, dona do mais apaixonante patrimônio do povo brasileiro, a Sua Seleção, iria mesmo moralizar a si mesma, demitir toda a sua cúpula e entregar o comando do futebol brasileiro a pessoas como Zico, Leonardo, Raí, Brunoro e coisas do gênero? Por favor, não me façam rir, pois ainda estou com aqueles 7 x 1 entalados na ideia! Entendo que as autarquias do futebol tupiniquim não entreguem o osso sem antes comprarem um mansão em Miami, o que não entendo é que a imprensa esportiva não denuncie as mazelas que estão na cara de todo mundo. Sabem o que a imprensa esportiva brasileira parece? Parece com a autenticação, o reconhecimento de firma de tudo o que fazem e deixam de fazer essa gente que de honesta... Deixa pra lá. Ouvir em coletiva o que tinha a dizer Gilmar Rinaldi sobre o futuro do futebol brasileiro é no mínimo uma mistura sem-vergonha de sarcasmo com prevaricação pública. Nojento!
Gilmar Rinaldi é um empresário!! Ex, segundo ele. Gilmar Rinaldi é oriundo dos meandros mais podres que fazem farte da atividade que envolve o futebol no Brasil. Não entendo! Quer dizer, não entendo o pseudocrédito que entregam à CBF para que ela nos conduza a uma imaginária nova realidade. Pois digo a vocês que a CBF está conduzindo o futebol brasileiro a um próximo 7 x 1, não necessariamente para os alemães. O futebol brasileiro carece de uma revolução e se a cúpula da CBF não pular do penhasco de  mãos dadas essa revolução será apenas uma estorinha.
Tite, Zico e Muricy, segundo a Globo, disputam a vaga de treinador. Tite é um embusteiro de marca maior. Um Mano Menezes piorado! Muricy, para ficar na mesmice, nos traria sua personalidade aparentemente sincera para o comando da Seleção. O que isso significa? Ora, que ou Muricy acabaria mandando Marin e sua corja para a PQP na primeira semana ou, seria demitido na terceira entrevista coletiva. Claro, poderíamos receber um novo Muricy. Um Muricy quieto, matreiro e mancomunado com o poder, pelo poder a ele concedido. Aí seria o fim - mas não excluo a possibilidade do fim. Penso inclusive num fim pior. Que fim seria este? Zico.
Se o Galinho de Quintino aceitar trabalhar com essa gente estará jogando ralo abaixo tudo o que criou a respeito de si mesmo diante do respeito alheio. Zico, em meu entendimento, deveria assumir não o comando técnico da Seleção da CBF, mas a própria direção da CBF! Esse gesto me surpreenderia e me faria acreditar numa revolução moral no futebol brasileiro e, que os alemães iriam penar para nos vencer na próxima Copa. Qualquer coisa que não passe pelos nomes de Zico, Leonardo e Raí não tem cara de coisa limpa. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A "triste"volta a realidade.

Recomeça nesta quarta-feira o Campeonato Brasileiro de 2014. Um Campeonato que começou mal, todo errado já em sua configuração. Como não sou adepto do socar ponta de faca ou a enxugar gelo deixarei de entrar em detalhes que já foram por demais debatidos desde o dezembro último. Mas o Brasileirão recomeça hoje e, graças a Deus, repleto de incógnitas. Que Flamengo e que Botafogo entrarão em campo para enfrentar seus adversários e seus problemas? Não faço a mínima ideia. Para aqueles que, pessimistas que são ao avaliarem uma podre realidade, achavam que não haveria Copa no Brasil, Botafogo e Flamengo terão pela frente um único destino: a Segunda Divisão. Mas será mesmo que este será o fim dos dois grandes do Rio de Janeiro? Torço para que não.

O Botafogo

A Copa entrou, ficou, saiu e os salários dos jogadores do Botafogo continuam atrasados. Salários há três meses e Direitos de Imagens há cinco. Um absurdo!! Alguns desejam que os clubes virem empresas. Essa realidade numa empresa deflagraria a falência imediata dessa empresa! Sinceramente não sei até que ponto essa realidade alvinegra influenciará na partida do Fogão. Jogadores de clubes brasileiros já estão acostumados a usar o atraso de salário como fator motivacional na busca por títulos e vitórias. Não dá para entender. Amor pelo clube?! Não me façam rir, por favor. Amor próprio?
Eles nem estudam e não fazem nada por si mesmos, por seus futuros. Atribuo essa relação do jogador brasileiro com o salário atrasado como um desleixo diante da realidade financeira de cada um. O jogadores de futebol ganham muito bem e não são três meses sem dinheiro entrando no caixa que irá desfalcá-los de maneira mais grave. Só pode ser isso.
O Fogão enfrenta o Sport Recife, Campeão Brasileiro da Série B em 1987, hoje às 19:30 na Ilha do Retiro. Parada dura para o Glorioso. Espero que o tempo tenha sido amigo das pretensões táticas e físicas de Vagner Mancini e o Botafogo saia de Recife com a mesma dignidade com a qual chegou. Por que digo isso? Porque um placar adverso contra um forte rival, na casa de seu adversário, com tudo atrasado... Sei não, isso pode fazer com que o fogo chegue ao final do estopim. Por que a palavra dignidade no contexto? Porque se o rubro-negro pernambucano se vestir de Alemanha e o Botafogo se vestir de Brasil as explosões de todas as espécies acontecerão independentemente da relação da pólvora com o estopim.  Vamos ver, sete e trinta. 


O Flamengo

Minhas perspectivas em relação ao Flamengo eram as piores possíveis. A Copa passou, mas minha mente e meu coração ainda permanecem no dia 11 de junho. Não esqueço que o Flamengo povoa a Zona do Rebaixamento de um  Campeonato Brasileiro de baixíssimo nível técnico. Não esqueço da maneira como Jayme de Almeida foi demitido para que o Flamengo pusesse em seu ligar Rinnus Mitchel, também conhecido na Zona da Mata Mineira como Ney Franco. Não esqueço. Nem devemos esquecer que o time de Ney Franco já jogou algumas partidas e se mostrou muito pior e mais perdido que o de Jayme.
Sim, a Copa passou e o Flamengo ficou nas mãos da mente de Ney Franco por mais de um mês. Sinceramente, não acompanhei o desenrolar desse espeço de tempo rubro-negro. Sei que os jogadores, assim que chegaram com merecimento à Zona do Rebaixamento, ganharam 15 dias de férias. Sei lá, deve ter algum mistério que possa, ao ser elucidado, melhorar o quadro que apresenta o futuro do Mengão, mas penso que o passado recente se fará presente e pintará a cara do futuro. Segunda Divisão! Ao menos que alguém tenha aplicado ao time do Flamengo uma fórmula mágica e inédita esse deve ser o grande desafio do Mais Querido - como quase sempre: fugir do rebaixamento. O jogo de hoje será realizado contra o bom time do Atlético do Paraná e, o pior, em Macaé. O Flamengo estará distante de sua torcida mais frequente mais uma vez. Não é bom recomeçar assim. Entretanto, assim que terminar o jogo do Botafogo, volte suas atenções para o Flamengo.


O Brasil na Copa e a Copa no Brasil



E a Copa do Mundo chegou ao seu final. Uma Copa que merece diversas visões de sim mesma, visões desconexas ou não. Prefiro as desconexas. Por quê? Ora, dou logo um exemplo que torna essa desconexabilidade necessária: precisamos separar a Copa do Mundo no Brasil do Brasil na Copa do Mundo. Ambas as partes separadas por diversas partes, antagônicas, óbvias e infelizes. Preferem uma melhor primeira impressão ou um gostinho mais refinado no final?  Pois é, como sou eu quem escolhe, vá acompanhando.


A Copa no Brasil

Um início arrebatador!
Da alemã Santa Cruz Cabrália à holandesa Ipanema, sem esquecermos a chileno-argentina Copacabana, a Copa no Brasil ferveu sem parar diuturnamente. Trocas de gentilezas, culturas e bugigangas permearam encantamentos de todas as partes envolvidas nesse entrelaçamento. Camisas, bandeiras, cocares e uma respeitável organização pra lá, Centros de Treinamentos construídos ou reformados, ambulâncias, estradas, escolas, arte, simpatia, boom no comércio pra cá, tudo acontecendo em meio a festas de euforia de parte a parte. No início da Copa no Brasil já se podia prever que a Alemanha seria quase imbatível, que a Holanda chegaria como segunda força, que o Chile encantaria de maneira surpreendente e que a Argentina não só faria na entrada como também na saída. Faria o quê? Ora, o que seus atacantes fizeram diante de Manuel Neuer e seus torcedores fizeram na praia, no Sambódromo e nos diversos lugares onde foram muito bem recebidos, acolhidos. Todavia, poupar-me-ei de hablar sobre argentinos. Posso? Danke!
Destaques da Copa: Bastian Schweinsteiger e Arjen Robben. Destaques da Copa! Ainda divagando sobre o início da Copa no Brasil... Esses dois caras foram sensacionais! Logo no início de cada um deles  em nossas terras um apareceu jogando frescobol nas areias de Ipanema e o outro chapadão, de alegria, berrando o hino do Bahia. Espetacular! Ah, e o Messi? O Messi a esta altura devia estar ensaiando seus dribles. Não, não estamos falando de futebol ainda. Messi ensaiava os diversos e mal educados dribles que deu nas diversas crianças que por sua atenção procuravam antes de procurarem por seus dribles. E a Copa no Brasil começou esplendorosa e cativante.


O Brasil na Copa

Um início pra lá de preocupante foi o que nos ofereceu a Seleção Brasileira logo que se defrontou com seu primeiro desafio, a Croácia. Não fosse um pênalti mal marcado pelo árbitro a partir de uma encenação cafajeste de nosso arremedo de centroavante e a Seleção Brasileira poderia encaminhar um adeus talvez mais melancólico, porém menos humilhante, logo no início do certame. Em entrevista a Bandeirantes... gozação?! Não! Fui abordado no entorno do Maracanã no último Flamengo e Cruzeiro do Brasileiro de 2013 por uma jornalista da Rede Bandeirante que perguntou sobre o uniforme rubro-negro que seria utilizado pela Alemanha na Copa, e sobre minhas expectativas em relação à Seleção Brasileira. Claro, enquanto meus olhos se admiravam diante do Manto Alemão, disse a ela que o primeiro jogo me preocupava, pois se a Seleção Brasileira tropeçasse diante dos croatas para ter de vencer mexicanos e camaroneses iriam se enrolar. Por que, perguntou a jornalista. Ora, porque além de fregueses dos mexicanos nossa Seleção contava em suas fileiras com garotos muito novos e, aparentemente inseguros demais para reverter uma cena contrária diante de um estádio cheio, provavelmente lhes vaiando. Não sou vidente, mas as lágrimas do capitão Thiago Silva mais ou menos transformaram em fato a minha tese exposta em dezembro de 2013. O Brasil começou mal na Copa. Sabíamos no início que não iríamos muito longe no que dependesse de nós mesmos. A esperança? Que não surgissem uma Alemanha poderosa, uma Holanda instigante e concisa e, muito menos um Messi inspirado. O Messi não inspirou ninguém, mas os alemães e os holandeses...


A Copa no Brasil

Praias cheias, aldeias lotadas, Dunas enlouquecidas, Lapas fervilhantes, a Copa no Brasil seguiu sua sina enlouquecedora. Todos os povos aqui presentes regozijavam-se em alegrias sóbrias e nem tão sóbrias assim. Uma festa inesquecível e inigualável. Não sei se o Rio e sua Olimpíada conseguirão suplantar o clima que envolveu nosso país onde, claro, o próprio Rio está incluído. Isso fora dos gramados.
Nos gramados jogos maravilhosos com jogadas e gols maravilhosos se sucediam. Arquibancadas cheias, fan fests botando pelo ladrão. Poucos ladrões. Os jogos foram sensacionais e geraram surpresas ainda mais sensacionais. Espanhas goleadas, Costas Ricas desbancando campeões mundiais e os devolvendo pra casa; dentadas, dribles, cabeçadas, uma Copa digna daquilo que representa não só uma Copa, mas as melhores expectativas sobre uma Copa. Jornalistas de todo o mundo se rendendo ao Brasil. Não um Brasil país, mas um Brasil povo, um Brasil no seu jeito de ser. Deste legado ninguém falou nada antes. Certamente será o nosso melhor. Temo ser o único. O Brasil estava lindo e funcionando. O tempo não precisava passar.


O Brasil na Copa

Ufa!! Conseguimos passar, sabe lá Deus como, pela primeira fase e, o melhor: escapamos da Holanda na fase seguinte. Escapamos de voltarmos para o exterior – é de onde vêm nossos pseudocraques. Enfrentamos o Chile.
 Por dez centímetros conseguimos passar pelos chilenos, outrora um pequeno percalço. A Seleção do Chile é melhor que a do Brasil. Muito melhor! Mas nos classificamos aos trancos, barrancos, lágrimas e atitudes lamentáveis. Os brasileiros estavam, àquele momento, embevecidos com a Copa no Brasil e deram pouca importância ao Brasil na Copa. E assim fomos para cima dos colombianos. Colômbia, outra seleção melhor que a brasileira. Outrora, menos que um percalço.  Mais uma vez, passamos e estávamos classificados para as semifinais.
Fala sério aí... Alguém esperava mesmo que a Seleção Brasileira passasse pela Alemanha de Bastian Schweinsteiger? Duvido! Estávamos sem o nosso ópio! Neymar fora ferido por Zuniga e estava condenado a assistir as partidas ao lado de Bruna Marquesini debaixo de um edredom  qualquer – coitado! O Brasil estava fadado à eliminação. Mas não contávamos com a falta exagerada de astúcia de nossos jogadores.


O Brasil na Copa (uma inversão aqui para que o texto fique se entenda)

7 x 1. Não poderia começar este parágrafo com qualquer expressão diferente dessa. O Brasil, a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo realizada em sua casa, sofreu a maior humilhação de sua história – sorte que não foi para os argentinos. Fomos “piedosamente” goleados pelos alemães por 7 x 1! Uma goleada sofrida diante de um Minerão lotado pela classe média com poder aquisitivo para comprar os caros ingressos da FIFA. Uma goleada emplacada com requintes de crueldade. Não uma crueldade baseada na ação alemã, mas no comportamento de nossos meninos chorões e desequilibrados. Àquilo que chamam de apagão eu chamo de: “Meu Deus, preciso chorar e não sei se posso aqui e agora! E agora!?”. Pois é, enquanto nossos, segundo a opinião do lateral Marcelo, craques se comoviam em seu próprio drama a Alemanha tocava a bola brincando, sem se incomodar com quem estava do outro lado e nem como estaria o lado emocional de quem estava do outro lado. Os leitores mais antigos (nem sei se tenho leitores) haverão de se lembrar de que era mais ou menos assim que outrora fazíamos com nossos adversários do tipo Colômbia e Chile. Um vexame eterno!
Já dizia a Bíblia se referindo a Jesus Cristo: “E o verbo virou carne.” Todas as piores expectativas sobre nossa temerosa participação nessa Copa do Mundo desceram sobre nossas cabeças sem atritos e nem obstáculos. Choveu decepção em BH de maneira torrencial! E repito: contamos com a piedade alemã, sentimento até antes inimaginável naqueles que Hollywood nos apresentou como sanguinários covardes e impiedosos. Pois eles, os alemães, não quiseram empurrar um 10 x 1 em nossa história. A Alemanha estava na Final da Copa do Mundo. Os alemães enfrentariam os argentinos que, por sua vez, não se sabe como, eliminaram a encantadora Holanda de Robben – uma pena. Alemanha e Holanda fariam a final que esta Copa merecia. Talvez este tivesse sido o pormenor dessa Copa. Não foi porque ver os argentinos perdendo uma Copa do Mundo numa final no Brasil, não tem preço.
A Alemanha, contrariando geral, não as expectativas, mas os que esperava vê-los mais uma vez de Rubro-negros, encaçaparam um 1 x 0 convincente na Argentina de Messi em pleno Novo Maracanã.  Mario Gotze com um golaço no final da prorrogação eliminou as esperanças argentinas de serem campeões mundiais em solo brasileiro, como foram no passado infernal e remoto nossos hermanos uruguaios. O Brasil encerrara sua participação vexatória em su Copa do Mundo com mais uma derrota acachapante, dessa vez para a Holanda. Holanda que, ao contrário de todos os jogadores dessa Seleção Brasileira mequetrefe, deixará em todos nós uma belíssima saudade. Saudade esta ilustrada pelas excepcionais arrancadas de Robben e pelo belíssimo gol de Van Persie no sacode imposto aos espanhóis.  Fim do Brasil na Coda do Mundo no Brasil.


A Copa no Brasil

Não só houve Copa do Mundo no Brasil como talvez tenha sido a melhor e mais espetacular Copa de todos os tempos. Chamaram-na de Copa das Copas. Não posso discordar disso e me orgulho muito na concordância. Sim, temo que a beleza desta Copa, a organização dessa Copa tenha como destaque a ausência de um jornalismo sério e isento que possa ter nos privado de imagens de violência, atrasos, roubos e furtos aos turistas e filas nos estádios. Não sei, alguém já teria aberto o bico. Mas até a Polícia do Rio de Janeiro funcionou!!! Ah... Prefiro acreditar no que me foi mostrado – ao menos dessa vez. Coadunam de meus sentimentos torcedores e jogadores de todas as seleções que aqui estiveram neste curtíssimo período de tempo. Uma pena que esta Copa tenha terminado. Mas terminou. A satisfação daqueles que nos visitaram é o nosso melhor licor para um fim de festa tão vazio.  Espero que o país termine as obras que ainda não foram concluídas e que passe a respeitar os brasileiros como respeitou os estrangeiros. Espero que os estrangeiros voltem a nos visitar e contem de nós em seus países como um povo acolhedor, mas não submisso, quente, mas não prostituto, simpático, mas não bobo. Um povo e um país que hoje caminham nos passos que já foram dados na história de alguns desses países, onde seus “nativos” são tratados com respeito e dignidade por seus governantes e por sim próprios. Que nosso governo, antes até nossos eleitores, saibam conduzir nosso país num caminho de menos corrupção e mais amor próprio, pois se não tudo isso, toda essa explosão de alegria e satisfação terá sido apenas um acidente, e não um legado.

Quero ver na Olimpíada!!

domingo, 22 de junho de 2014

Não existem mais bobos no Futebol, ou os espertos se foram?

Saudosismo, revoltas, Costa Rica, Irã, Gana, Flamengo, Resende, seu time, Seleção Brasileira, imprensa, bobos, espertos, interrogações... Tudo misturado desde uns tempos para cá dentro da mente triste e saudosa desse que vos escreve, a dizer de futebol, a tentar entender o futebol.
“Não há mais bobos no futebol”, disse alguém não sei quando, mas, desconfio que o poeta estivesse tentando se esquivar de uma pergunta do tipo: "Treinador, como foi que o seu time conseguiu perder para este adversário tão fraco e tão menos abastado técnica e financeiramente?” Não existem mais bobos... Engraçado, tenho jogado peladas tempos e várzeas afora e, posso garantir aos amigos, os bobos continuam lá. Sim, são os mesmos, são outros, mas estão lá, não faltam!
Sou torcedor de futebol desde um tempo quando havia bobos aos borbotões, aos montes. Todavia, se a memória remota e a recente não estiverem me ludibriando, a existência desses bobos estava diretamente condicionada à existência dos, digamos, mais espertos ou, menos bobos. Mas os bobos... Eles não faltavam! E não faltam. Claro, comecei a torcer em meados dos anos 70, ali mais precisamente num FlaxFlu de 1974, vencido pelo Tricolor. Poucos bobos havia naquele Tricolor e também naquele Rubro-negro, mas havia. Espertos, sim, havia mais espertos que bobos naquela tarde de domingo. Doval, Cleber, Manfrini, Zico, Geraldo e Marco Antônio... Sim, esses eram alguns dos espertos. Era prudente que um bobo não ficasse de bobeira na frente de um desses, pois, à época, o Maracanã vivia cheio, e cheio naqueles tempos significava algo em torno de 90 ou 100 mil pessoas. Não era moleza não! E assim fui aprendendo a gostar de futebol, a me apaixonar por este esporte ainda tão apaixonante. Gosto dessas lembranças e as datas permanecem acesas na mente, na saudade e no coração.
Os anos 70 chegaram ao fim. Até o início dos anos 80 minha relação com o futebol, enquanto paixão, permanecia ali, sendo correspondida de maneira efervescente, ardente. Estava no Maracanã constantemente e os maravilhosos jogos de futebol se sucediam semana após semana. Vitórias? Nem sempre. Entretanto, a modéstia tem de ser posta de lado. As vitórias do meu time naquele tempo eram maioria. Mas, nas vitórias ou nas derrotas não se podia reclamar dos espetáculos, daquilo que os espertos faziam aos bobos ali, diante de milhares de pessoas, torcedores. Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo, para ficar no Estado do Rio, eram esquadrões esplendorosos! A Seleção Brasileira de 82 o ápice dessa época. Uma Seleção Brasileira que, diz um bando de meninos frequentadores de páginas esportivas por aí, não ganhou nada. Infelizmente a realidade nua e crua vem atestar essa visão daquela Seleção. Mas e esta coisa que pulsa em mim e em corações como o meu, corações brasileiros e estrangeiros, não seria a melhor conquista de qualquer Seleção Brasileira? Um magnífico legado que foi ignorado no ano seguinte ao desfecho infeliz da Copa do Mundo de 1982. A Itália – um belo time de grandes marcadores - venceu a Copa e jogou o legado da Seleção Brasileira no ralo. E ali, a partir daquele ano, minha revolta atual começou a ganhar vida, motivo.
Zico, Rivelino, Mendonça,  Renato, Pita... vou parar por aqui. O número “10”, até então o mais importante jogador de cada time, o cérebro, começou a perder seu espaço nos diversos times e, na própria Seleção Brasileira, para o “5”, o “8”. Só que essas camisas, que já haviam sido vestidas e honradas por gente como Falcão, Carpegiani, Sócrates, Adílio, começaram a ser vestidas por Elzos, Pintados, Dorivas e coisas do gênero. São esses os precursores dos Dungas e Mauro Silvas, os fomentadores de bobos, os caçadores de espertos, que se apresentaram e foram escolhidos para conquistar o que os espertos perderam. Tenho certeza que foi naquela altura da humanidade que o demente disse ao jornalista: “Meu amigo, não existem mais bobos no futebol.” Pois eu e minha revolta discordamos veementemente! Claro que há bobos no futebol! Há em demasia, o que não há, ou há poucos, são espertos. Os times de outrora, a maioria, os tops, tinham em seus elencos um “muito esperto” (Zicos, Rivelinos, Falcões, etc...), alguns espertos e uns bobos, poucos. Hoje não é mais assim. Garantem que os bobos ficaram espertos, mas o que aconteceu foi algo muito próximo do contrário. Os espertos não ficaram bobos, apenas sumiram, deixaram de ser descobertos e o futebol passou a ser lugar de bobos. No campo e, desculpem-me, nas arquibancadas.
Venezuelas, Equadores, Macedônias, Novas Zelândias continuam por aí. Digo ainda mais, essas seleções pioraram! Aguinaga... O Equador dos anos 80 tinha um Aguinaga, meio-campo equatoriano que, sozinho, pois estava acompanhado de um monte de bobos, parou uma Seleção Brasileira em São Paulo. Uma Seleção Brasileira que começava a encher-se de bobos em detrimento dos espertos que ainda caminhavam por aqui. Não obstante a proliferação de Dungas, Pit Bulls, Cães de Guarda que passaram a assolar o país, transformando Itálias e Bragantinos em vencedores, a figura dos jogadores que pensavam o futebol começava a evaporar. O “9”, outrora um mero fazedor de gols, na esmagadora maioria das vezes a partir de situações criadas pelos números “10”, surgiu como o redentor das vitórias porventura obtidas após a certeza da neutralização do pensamento adversário. As Venezuelas, os Equadores e as Macedônias de ontem estão representadas nas figuras simpáticas das Costas Ricas, Ganas e do próprio Irã de hoje. São todos bobos!
São realidades vividas em cada seleção, em cada país que apenas refletem o que acontece no dia a dia de cada campeonato nacional ou regional. O Flamengo de outrora, em vias de regra, passava seu rolo compressor em qualquer time pequeno que se aventurasse em seu caminho. Na década de 80 Flamengo e Botafogo ficaram 53 jogos sem perder, invictos. Verdade, a maioria desses jogos disputados contra times pequenos, de menor investimento, repletos de bobos que, como bobos eram subjugados pelos espertos. Se você é torcedor de um time grande provavelmente esta era a realidade de seu time. Mas, e a realidade de seu time atualmente, qual é? Você acha mesmo que seu time está cheio de espertos enquanto o Resende não tem mais bobos? Tem certeza disso?! Não posso concordar. O que sei é que o Resende está com muitos bobos em seu elenco. Mais bobos do que os Bangus e os Madureiras do passado. O problema e, duvido que você deixará de concordar comigo, é que: Felipe, Leo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Muralha, Luíz Antônio e Mugni; Paulinho e Hernane, compõem um time repleto de bobo. O único jogador desse time que é mais ou menos esperto tem quase 40 anos!
Marcelo, lateral bobo da Seleção Brasileira que representa a Família Scolari, disse ironicamente a um jornalista que o Brasil não deixou de fabricar craques, jogadores que estou chamando até aqui de “espertos”. Deve ter imaginado a si próprio, Oscar, Hulk, Fred, Luiz Gustavo, Paulinho e Daniel Alves como jogadores espertos, craques. Não amigo Marcelo, esses não são espertos e nem craques. Bobos? Obviamente que não são! Mas estão longe demais de serem classificados como um craque. Entenda Marcelo que, a despeito do que diz a imprensa, não sei se por esperança, desespero, ou mesmo necessidade de se vender, nem o fabuloso Neymar pode ser taxado como um craque. Um ótimo jogador e excelente promessa, mas, por exemplo, não substituiria Éder na Seleção Brasileira de 82, aquela que não ganhou nada. Nossa Seleção não tem bobos, não é isso, mas não somos mais capazes de vencer facilmente as demais seleções que continuam a procriar seus bobos entre si.

A voz do povo não é a voz de Deus. A voz do povo é a voz da imprensa. Não que a imprensa seja a única culpada pelo que aconteceu e acontece com o futebol mundial, mas difundir o que deveria ser criticado é sim, papel único e exclusivo da imprensa. O futebol em todos os cantos do mundo precisa de um choque. Uma Holanda que enfrentou a Espanha, ou uma França que enfrentou a Suíça precisa vencer esta Copa do Mundo. Ou a próxima! Se o pragmatismo do Brasil que enfrentou o México, a arrogância embolada da Argentina que enfrentou o Irã, ou a rigidez sem foco da Alemanha que enfrentou Gana obtiverem êxito nesta Copa, estaremos fadados a ouvirmos pelos meios que difundem nossa paixão, o futebol, por mais 4 anos, pelo menos, que os bobos não existem mais, que são e somos todos espertos e, que o Grupo da Morte é uma imagem que deve ser temida pela Itália, pelo Uruguai e pela Inglaterra, não pela poderosa Costa Rica. Não existem mais bobos no futebol, ou nos faltam nossos saudosos espertos da bola?