domingo, 2 de janeiro de 2022

Amarga Saudade

 



Mulher que me envolve em loucura,

E na saudade se esconde silente,

Ilumine-me, pois a saudade mente,

Quando pergunto pela minha cura.

 

Já não te basta a dor em amargura,

Cortando a alma na lâmina quente?

Imploro-te, seja benevolente!

Corra! Já avisto a sepultura.

 

Iludi a esperança que já morreu,

E na perseverança rezo por ti.

Não abuse do meu coração plebeu,

 

Volte logo! Esta dor eu nunca vi.

Diga à saudade que não sou ateu,

Pois eu creio na mulher que escolhi.

Eduardo Tenório

Maldito Asterisco

Estado de Minas - Política

Poxa... Não é justo, mas compreensível, pois o paraíso tem rosas e rosas...

Quando do Golpe contra a Presidenta Dilma disseram-me que Lula seria eleito e as coisas se arrumariam. Respondi que duvidava muito, porque não faria sentido toda aquela armação em torno de uma “Pedalada” com a finalidade de tirar Dilma, para colocar Lula em seu lugar, já alí como uma espécie de salvador da pátria. Veio a Lava Jato com seus ideais e suas intenções mais podres e vimos no que deu. Lula ficou preso 580 dias. Esperamos muito para podermos votar em Lula novamente. 

À despeito da facilidade que todo movimento atual do universo nos traz com a provável eleição de Lula neste ano e, de minhas impressões temerosas em relação a toda essa facilidade, ainda assim vivo a expectativa de poder votar novamente no Homem.

Pois bem, eis que com a desculpa já antecipada de uma governabilidade e, da não tão antecipada assim, necessidade de uma tranquilidade nesse caminhar em direção ao Planalto, resolveram chamar ou aventar uma Chapa Lula/Alckmin. Meu Deus! Eu chamo Alckmin de *. Isso, um asterisco. Algo que lembre... olha, tem algo aí que não está muito certo. E bota errado nisso!

Geraldo Alckmin representa tudo de ruim que possibilitou no passado a eleição do governo de Lula, do governo do PT. Seus ideais neoliberalistas, privatistas para depois vender o país ao capital estrangeiro ainda estão arraigadas no cerne de sua visão materialista e política. Imaginar que seu afastamento do PSDB o afastara desses ideais é ser muito ingênuo.

Aparentemente a campanha de Lula não precisaria de alguém da Direita, de uma Direita tupiniquim tão suja, para reconquistar o rumo do pais novamente. “Ah!! Precisaremos de paz da imprensa e das autarquias que hoje comandam a máquina dos diversos setores dos diversos governos em todas as esferas! ” Ótimo! Procuremos então um novo José de Alencar e não um novo Temer! Luiza Helena Trajano, por exemplo, poderia manter o mercado mais tranquilo. Inclusive, mais tranquilo que este Alckmin que já traz consigo uma perspectiva de traição latente.

Mas, aparentemente não será assim. Meu voto, que seria só felicidade, agora terá consigo um *.


Jesus na vida de Paulo , O Mister.

 

Pingback - Mauro Cezar Pereira

Precisamos ajudar Paulo Sousa! Precisamos tirar Jesus de sua vida, o Jorge.

Renato Gaúcho e Rogério Ceni não foram derrotados pelo fantasma de J J, mas sim pela incapacidade de ambos de conduzirem como treinadores um elenco tão rico em inteligência como é este elenco do Flamengo. Jesus soube fazer isso e olha que o elenco àquela época nem era tão recheado de jogadores de gabarito tão alto. Tirou o máximo, ou perto disso, de cada um. Pediu e lhe entregaram. Renato e Ceni nem souberam do que se tratava. Não sabiam o que pedir.  Não têm culpa de serem limitados. Mas, são.

Paulo Sousa chega numa outra vibe. Treinador europeu, acostumado a lidar com jogadores inteligentes, intelectualmente e taticamente. Tem seus métodos e modos de armar o time e aplicar seus conceitos táticos. Pedirá aos seus jogadores o melhor de si. Poderá falhar? Claro! Basta não conseguir aquilo que pedirá aos inteligentes jogadores do Flamengo e, outras características desses jogadores prevalecerem. Por exemplo, o jeito mimado do jogador brasileiro em lidar com suas dificuldades. Aqueles chutinhos em copos de água mineral.

Uma frase de Gabigol dita a Renato Gaúcho retrata muito bem o que estou tentando dizer: “O combinado não sai caro.” Frase dita após ser chamado para ser substituído. Absurdo! Paulo Sousa, ao que tudo indica, não combinará nada com Gabigol que não esteja envolvido em tática e empenho. Simples assim.

Por isso, precisamos tirar Jesus, o Jorge, da vida de Paulo. Porque, ao contrário dos dois últimos arremedos de treinadores, Paulo Sousa saberá pedir. Tentará repassar comportamentos modernos e inteligentes de como jogar futebol aos seus comandados, e isso não terá nada a ver com Renato, Ceni ou Jorge Jesus. Saibamos compreender que no banco do Flamengo, a comandar o time, estará um cara que escolheu o Flamengo para treinar. Sim, investiu em si, mas ainda assim escolheu o Flamengo para treinar – é hoje, além de treinador, um torcedor como todos nós. Que Jesus nos ajude, o Cristo.

P.S. Não citei Doménec por entender que se tratou de uma outra proposta. Um treinador que imaginou que ganharia tempo, além das três derrotas habituais, para aplicar através de seus jogadores os seus conceitos de futebol, aqueles que dividiu durante anos com o melhor treinador em atividade.



quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Sobre ontem à noite...

 

Globo.com GE

Discussões, insinuações e constatações... a Imprensa Esportiva passou a manhã, a tarde e o início da noite tratando da postura e da atuação de Renato Gaúcho no empate de ontem à noite no jogo dos reservas Flamengo contra o combalido Grêmio, que perdia por 2 x 0 até os 30 minutos do segundo tempo. O Flamengo jogava com um a mais desde os 14 minutos deste mesmo segundo tempo.

O Sportv e o Canais Disney – Risek, Lino, Casagrande, Pascoal, Mauro Naves, Silas...  trataram as mudanças absurdas de Renato Gaúcho no jogo de ontem não como uma facilitação do treinador do Fla para aliviar a vida de seu clube do coração, mas sim como mais demonstrações de incompetência deste treinador que deverá ser demitido mesmo vencendo a Libertadores no próximo sábado em decisão contra o Palmeiras. Zinho, apenas o Tetra, deixou a entender que, e mesmo assim sem enfatizar nada, apenas deixando no ar, as mudanças de Renato favoreceram em muito as intenções gremistas de sair do atoleiro no qual tinham se metido.

O Flamengo terminou o jogo com três volantes de marcação e dois jogadores com restrições sérias sobre suas condições físicas, Pedro e De Arrascaeta. Renato tirou do time qualquer possibilidade de reação aos ataques do Grêmio que lançou-se ao ataque feito comanches desesperados. Tivéssemos mais 10 minutos e o Grêmio viraria aquela partida.

Outra faceta de Renato ontem foi não comemorar os gols do Flamengo como se fosse ele, Renato, um ex jogador do Grêmio fazendo gols em seu antigo time sem comemorá-los em respeito ao passado. Renato não é pago e, muito bem pago, pelo Grêmio! Renato é funcionário do Flamengo e precisa, além das instruções as quais não domina, passar ânimo aos seus jogadores. Se Renato não quis entregar o jogo de ontem... bem, fez tudo errado. Espero que no sábado ele não sinta tanta piedade do Palmeiras e não atrapalhe os jogadores do Flamengo na missão que esses carregam em relação não ao Renato Gaucho, carne queimada, mas em relação à Nação Rubro-negra, que está com o grito de campeão prontinho para sair da garganta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Um pouco de Flamengo de Renato Gaúcho

Mercado da Bola UOL

Celso Puppo - Site Terra

Gosto muito de observar esse gráfico "eletrocardiogrâmico" de certas figuras, senão todas as figuras, da imprensa esportiva tupiniquim. Vou me ater àquele do qual mais gosto e que conta com maior percentual de crédito que dedico a todos. Refiro-me a Mauro Cézar Pereira.

Analisando um dos episódios do excelente programa Posse de Bola, mais precisamente aquele que tratou da vitória do Flamengo sobre o São Paulo no último domingo, percebi e retirei do restante do programa uma frase, senão ipisis litteris, algo muito parecido com: "Gente temos de de analisar o Flamengo não apenas por esta vitória (São Paulo 0 x 4 Flamengo), mas a partir de um todo. Hoje Renato está sendo ovacionado, noutro dia vaias ensurdecedoras tratavam dos empates com Athletico  PR e Chapecoense."... e aí a pulga saltou para trás da minha orelha.

Apesar da frase ou da ideia acima, Renato foi positivamente criticado no programa como se a bela atuação do Flamengo tivesse dependido de suas ideias de futebol, de seus treinamentos. Não acredito. Calma! Não acredito para o bem, mas também não acredito para o mal. Não culpo Renato pelos empates citados como se estes tivessem ocorridos a partir de suas opções táticas, assim como não vou atribuir a Renato partidas sensacionais da mesma forma. Não há time na história do treinador  Renato Gaúcho que tenha apresentado futebol parecido com o futebol apresentado, por exemplo, nos primeiros jogos do rubro-negro sob seu comando. O Grêmio ganhou títulos importantes, em mata-matas, diga-se de iluminada passagem, sempre sem apresentar um futebol envolvente com certezas prévias de vitórias. Eram times fortes na marcação e com bons jogadores em campo. O futebol do Flamengo no início de Renato foi futebol de 2019. Em minha opinião, oriundo de memória afetiva dos jogadores do Fla. Sem culpa para Gaúcho.

Por isso, por não entender um "Flamengo de Renato Gaúcho", não faço críticas táticas ao time. Sim, podemos perceber um "Flamengo de Renato" quando o time recua após fazer gols... ali vejo a mão de Renato no time. Mas, o time recua nuns jogos e noutros não em situações de jogo semelhantes. Assim as mãos de Renato retornam ao bolso. Portanto, acho esquisito quando vejo a gangorra feroz nos comentários favoráveis nas vitórias e desfavoráveis nas derrotas do fanfarrão que hoje treina o Flamengo. Critico os comentários, não Renato. O Flamengo, bom ou ruim, precisa ter a cara de seu treinador, como teve com Jorge Jesus. Hoje não tem. Às vezes tem sim, mas no comportamento pessoal dos jogadores e não coletivamente, taticamente. Um dia verei a imprensa esportiva sendo menos parcial com este time, com este treinador e, explanando a verdade dos fatos em nossas telinhas a despeito dos resultados.


quinta-feira, 11 de novembro de 2021

O Preço da Libertadores

Quanto custaria ao Flamengo o tri da Libertadores da América ? Depende. 

Comebol
Coluna do Fla








O Flamengo de 1981 venceu a Libertadores e capitalizou não só os valores monetários decorrentes da conquista, mas também a felicidade de uma nação inteira e a certeza de que os anos vindouros seriam de mais prazeres que dores e vergonhas. E assim foi. A responsabilidade daquela segurança advinha única e exclusivamente do talento, do nível dos jogadores que compunham aquele escrete. Zico, Júnior, Leandro, Adílio, Tita, Mozer... nossa uma companhia não apenas selecionável, mas genial! Coletes ao alto e quem os pegasse poderia entrar em campo porque o resultado seria o mesmo. Vitórias, empates ou derrotas com muito suor por parte do adversário. 

O Flamengo de 2019 conquistou o bi da Libertadores de forma ainda mais avassaladora que o time de 1981. Sim, isso é verdade! O time de 81 encantava pela genialidade dos jogadores e o entrosamento natural àqueles que se olham e se entendem apenas porque comungam num mesmo nível de uma mesma arte. Em 2019 não era assim. O time, ao contrário da equipe, do elenco de 1981, dependia em medida desproporcional de seu treinador, seu técnico: Jorge Jesus. O time de 2019 impunha um poder, um domínio sobre os adversários que nós não víamos nos Flamengos da década de 80. Era uma imposição tática. Claro, imposições táticas não ocorrem com elencos razoáveis ou inferiores. O elenco de 2019 também era feito de jogadores inteligentes. Todavia, não geniais. No time de 2019 não havia um um Tita, muito menos um Zico. Na defesa... um Junior não havia, muito menos um Leandro. No time de 2019 existia um Jorge Jesus - Coutinho, Carpegiani, Carlinhos e Carlos Alberto não chegavam aos pés da capacidade do Português de comandar e tirar o melhor de um elenco. Estamos chegando ao valor de uma Libertadores, da Libertadores de 2021. 

O Flamengo de 2021 está às portas de mais uma conquista de Libertadores. Já esteve com um pé dentro desta porta. Alguns diziam que com quase dois pés. Entretanto, aos poucos e mesmo sem a disputa acontecer, o Flamengo já tirou meio pé, um pé inteiro... e aos olhos destes mesmos entendidos que quase lhe entregaram o troféu antecipadamente está se afastando da entrada da porta que o levaria ao tri da competição. O elenco...? Não é composto dos geniais jogadores da década de 80. O elenco é quase o mesmo de 2019, recheado luxuosamente de novas opções para o ataque, para o meio campo e para a defesa. Lembrando que o Flamengo de Jorge Jesus, sem esse luxuoso recheio, perdeu apenas quatro partidas em um ano e quatro meses. O Flamengo de 2021 não é comandado por Jorge Jesus, mas por Renato Gaúcho.

O Flamengo de Renato Gaúcho é o Flamengo que já tirou os dois pés e o próprio olhar da Copa do Brasil, do Brasileiro e se prepara para deixar para trás a Libertadores. Um feito inédito. O Flamengo tem um aproveitamento de 100% em finais de Libertadores. Renato Gaúcho, que aparentemente contou no início de seu trabalho no Flamengo com a dedicação de seu elenco e uma memória afetiva dos tempos de Jorge Jesus, já demonstrou não ter a menor condição de fazer do Flamengo um time capaz de impor uma qualidade tática superior aos seus adversários. Pelo contrário! O Flamengo de Renato Gaúcho foi dominado taticamente por Fluminense, Cuiabá, Atléticos Paranaense e Mineiro e até pela Chapecoense! O Flamengo de Renato Gaúcho que já entregou o Brasileiro e a Copa do Brasil nos promete um terrível e assombroso 2022. Por isso essa Libertadores tem um preço estampado no uniforme do Flamengo como se fosse uma etiqueta de preço. 

Se a conquista dessa Libertadores mantiver Renato Gaúcho no comando deste caro e excelente elenco, o Flamengo terá um 2022 repleto de fiascos e jogos nos quais o Flamengo poderá ser dominado e humilhado taticamente por seus adversários. Por isso amigos, vencer a Libertadores pode não ser um bom negócio, inclusive monetário, para o Flamengo. 

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A derrota do... A vitória do São Paulo. Merecida e contundente.

 

Lembro-me bem, claro, pelo aspecto recente do evento, da goleada imposta ao Corinthians pelo Flamengo. Busquei resenhas esportivas em todos os canais de TV que às produzem. Sim!, estava interessado em ouvir elogios aos jogadores e, principalmente ao treinador rubro-negro tão fortemente criticado nas derrotas do Flamengo sob seu comando. Entretanto, todavia, porém, o que ouvi foram críticas e comentários pesados sobre a estrutura, a política, o elenco, o treinador e o time... não do Flamengo, mas do Corinthians. Poucos e em poucos momentos foram aqueles que mencionaram o poderio técnico-tático do Flamengo naquela maravilhosa tarde de outubro.  Um pouquinho de boa vontade com as coisas rubro-negras vislumbraria a real situação do Corinthians em relação não só ao Flamengo, mas aos demais adversários enfrentados pelo timão até aquela partida. O Corinthians enfrentou outros adversários e nem todos eles (nenhum na verdade) lhe impuseram a quantidade de gols e domínio impostos pelo Fla. Esqueceram do Flamengo. Por que este prólogo? Porque certamente hoje (aconteceu ontem também, claro, mas... não vi), mas, certamente hoje a imprensa descerá a lenha em Doménec e seus comandados, esquecendo-se do principal culpado pelo mal-estar de 40 milhões de brasileiros na tarde de ontem: O time do São Paulo.

O Flamengo de ontem foi algo perto de todos os Flamengos de Dome até aqui. Perto. Acredito até que poderia ter sido melhor, ou pior, mas não tão abaixo da crítica. Por que digo isso? Porque o jogo seria mais tenso e intenso do que foi caso o Flamengo tivesse aproveitado os dois pênaltis marcados a seu favor, o que não fez. A bola entrando provavelmente desestabilizaria o time de Fernando Diniz, assim como desestabilizou o time de Doménec ao não entrar. Flamengo desestabilizado? O São Paulo aproveitou-se como poucos até aqui. Este parágrafo foi menor que o último e será menor que o próximo porque é preciso valorizar o que fizeram os jogadores do São Paulo na tarde de ontem e, não o que não fizeram os jogadores do Flamengo.

Claro, Diniz, Reinaldo e toda trupe paulista assistiram ao sufoco impetrado ao Flamengo pelo Internacional no último empate de 2 a 2 entre cariocas e gaúchos. Gustavo Henrique e Isla, os afobados de outrora, estariam lá, da mesma forma, tentando sair jogando também, da mesma forma. Percebam que a bola dificilmente era, nas diversas tentativas de sair jogando do Flamengo, conduzida para o lado esquerdo da defesa carioca. Lá estariam Filipe Luiz e Nathan, um zagueiro e um lateral mais habilidosos que os citados logo ali acima. O São Paulo não permitiu isso e obrigava Neneca a entregar a bola nos pés de Gustavo e Isla. O Flamengo então começou a alçar a bola entre as intermediárias, facilitando a retomada por parte do São Paulo e aumentando sobre si a pressão, a mesma pressão, sofrida no final de semana passado. Entretanto, esta pressão recaiu sobre o Flamengo com mais qualidade que a pressão gaúcha. O time do São Paulo é melhor que o do Internacional e seus jogadores estavam ontem em tarde feliz. Apertaram o Flamengo no Maracanã de seu gramado irregular e ali mesmo começavam a desestabilizar seu adversário. Acontece que de uma forma geral o Flamengo se houve também melhor que na semana passada no lidar com essa pressão inicial e conseguiu fazer o seu gol. O São Paulo não sentiu a pancada e continuou com seu plano inicial. Pressionou. O Flamengo... entregou, o São Paulo fez. Time já calejado, o Flamengo também não sentiu o gol são-paulino e continuou em sua escalada para mudar a característica do jogo, até então favorável aos paulistas. Pênalti. Não convertido pelo péssimo batedor de sempre, Bruno Henrique. Aí sim, o Flamengo começou a sofrer de mal estranho. Uma pressão exercida sobre si mesmo. Uma coisa de dentro para dentro.  O São Paulo... continuava a praticar o método Diniz de pressionar e arrancar para seus contra-ataques cadenciados e inteligentes. Um gol atrás do outro e mais uma cobrança de pênalti pessimamente executada, desta vez por Pedro, entregaram um Flamengo desorientado e espalhado ao apetite são-paulino de fazer gols. E foi o que aconteceu. O Flamengo não perdeu para o São Paulo. O São Paulo goleou o Flamengo em pleno Maracanã executando de forma brilhante seu plano, sua estratégia de jogo.

A sorte do Flamengo e das expectativas de seus torcedores em relação ao Campeonato é que nem o São Paulo porá em prática bem-sucedida esse plano sempre que jogar e, muito menos, o Flamengo irá tombar com tamanha facilidade diante de um adversário que saiba explorar suas fraquezas e/ou seus momentos de distúrbios.