domingo, 22 de junho de 2014

Não existem mais bobos no Futebol, ou os espertos se foram?

Saudosismo, revoltas, Costa Rica, Irã, Gana, Flamengo, Resende, seu time, Seleção Brasileira, imprensa, bobos, espertos, interrogações... Tudo misturado desde uns tempos para cá dentro da mente triste e saudosa desse que vos escreve, a dizer de futebol, a tentar entender o futebol.
“Não há mais bobos no futebol”, disse alguém não sei quando, mas, desconfio que o poeta estivesse tentando se esquivar de uma pergunta do tipo: "Treinador, como foi que o seu time conseguiu perder para este adversário tão fraco e tão menos abastado técnica e financeiramente?” Não existem mais bobos... Engraçado, tenho jogado peladas tempos e várzeas afora e, posso garantir aos amigos, os bobos continuam lá. Sim, são os mesmos, são outros, mas estão lá, não faltam!
Sou torcedor de futebol desde um tempo quando havia bobos aos borbotões, aos montes. Todavia, se a memória remota e a recente não estiverem me ludibriando, a existência desses bobos estava diretamente condicionada à existência dos, digamos, mais espertos ou, menos bobos. Mas os bobos... Eles não faltavam! E não faltam. Claro, comecei a torcer em meados dos anos 70, ali mais precisamente num FlaxFlu de 1974, vencido pelo Tricolor. Poucos bobos havia naquele Tricolor e também naquele Rubro-negro, mas havia. Espertos, sim, havia mais espertos que bobos naquela tarde de domingo. Doval, Cleber, Manfrini, Zico, Geraldo e Marco Antônio... Sim, esses eram alguns dos espertos. Era prudente que um bobo não ficasse de bobeira na frente de um desses, pois, à época, o Maracanã vivia cheio, e cheio naqueles tempos significava algo em torno de 90 ou 100 mil pessoas. Não era moleza não! E assim fui aprendendo a gostar de futebol, a me apaixonar por este esporte ainda tão apaixonante. Gosto dessas lembranças e as datas permanecem acesas na mente, na saudade e no coração.
Os anos 70 chegaram ao fim. Até o início dos anos 80 minha relação com o futebol, enquanto paixão, permanecia ali, sendo correspondida de maneira efervescente, ardente. Estava no Maracanã constantemente e os maravilhosos jogos de futebol se sucediam semana após semana. Vitórias? Nem sempre. Entretanto, a modéstia tem de ser posta de lado. As vitórias do meu time naquele tempo eram maioria. Mas, nas vitórias ou nas derrotas não se podia reclamar dos espetáculos, daquilo que os espertos faziam aos bobos ali, diante de milhares de pessoas, torcedores. Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo, para ficar no Estado do Rio, eram esquadrões esplendorosos! A Seleção Brasileira de 82 o ápice dessa época. Uma Seleção Brasileira que, diz um bando de meninos frequentadores de páginas esportivas por aí, não ganhou nada. Infelizmente a realidade nua e crua vem atestar essa visão daquela Seleção. Mas e esta coisa que pulsa em mim e em corações como o meu, corações brasileiros e estrangeiros, não seria a melhor conquista de qualquer Seleção Brasileira? Um magnífico legado que foi ignorado no ano seguinte ao desfecho infeliz da Copa do Mundo de 1982. A Itália – um belo time de grandes marcadores - venceu a Copa e jogou o legado da Seleção Brasileira no ralo. E ali, a partir daquele ano, minha revolta atual começou a ganhar vida, motivo.
Zico, Rivelino, Mendonça,  Renato, Pita... vou parar por aqui. O número “10”, até então o mais importante jogador de cada time, o cérebro, começou a perder seu espaço nos diversos times e, na própria Seleção Brasileira, para o “5”, o “8”. Só que essas camisas, que já haviam sido vestidas e honradas por gente como Falcão, Carpegiani, Sócrates, Adílio, começaram a ser vestidas por Elzos, Pintados, Dorivas e coisas do gênero. São esses os precursores dos Dungas e Mauro Silvas, os fomentadores de bobos, os caçadores de espertos, que se apresentaram e foram escolhidos para conquistar o que os espertos perderam. Tenho certeza que foi naquela altura da humanidade que o demente disse ao jornalista: “Meu amigo, não existem mais bobos no futebol.” Pois eu e minha revolta discordamos veementemente! Claro que há bobos no futebol! Há em demasia, o que não há, ou há poucos, são espertos. Os times de outrora, a maioria, os tops, tinham em seus elencos um “muito esperto” (Zicos, Rivelinos, Falcões, etc...), alguns espertos e uns bobos, poucos. Hoje não é mais assim. Garantem que os bobos ficaram espertos, mas o que aconteceu foi algo muito próximo do contrário. Os espertos não ficaram bobos, apenas sumiram, deixaram de ser descobertos e o futebol passou a ser lugar de bobos. No campo e, desculpem-me, nas arquibancadas.
Venezuelas, Equadores, Macedônias, Novas Zelândias continuam por aí. Digo ainda mais, essas seleções pioraram! Aguinaga... O Equador dos anos 80 tinha um Aguinaga, meio-campo equatoriano que, sozinho, pois estava acompanhado de um monte de bobos, parou uma Seleção Brasileira em São Paulo. Uma Seleção Brasileira que começava a encher-se de bobos em detrimento dos espertos que ainda caminhavam por aqui. Não obstante a proliferação de Dungas, Pit Bulls, Cães de Guarda que passaram a assolar o país, transformando Itálias e Bragantinos em vencedores, a figura dos jogadores que pensavam o futebol começava a evaporar. O “9”, outrora um mero fazedor de gols, na esmagadora maioria das vezes a partir de situações criadas pelos números “10”, surgiu como o redentor das vitórias porventura obtidas após a certeza da neutralização do pensamento adversário. As Venezuelas, os Equadores e as Macedônias de ontem estão representadas nas figuras simpáticas das Costas Ricas, Ganas e do próprio Irã de hoje. São todos bobos!
São realidades vividas em cada seleção, em cada país que apenas refletem o que acontece no dia a dia de cada campeonato nacional ou regional. O Flamengo de outrora, em vias de regra, passava seu rolo compressor em qualquer time pequeno que se aventurasse em seu caminho. Na década de 80 Flamengo e Botafogo ficaram 53 jogos sem perder, invictos. Verdade, a maioria desses jogos disputados contra times pequenos, de menor investimento, repletos de bobos que, como bobos eram subjugados pelos espertos. Se você é torcedor de um time grande provavelmente esta era a realidade de seu time. Mas, e a realidade de seu time atualmente, qual é? Você acha mesmo que seu time está cheio de espertos enquanto o Resende não tem mais bobos? Tem certeza disso?! Não posso concordar. O que sei é que o Resende está com muitos bobos em seu elenco. Mais bobos do que os Bangus e os Madureiras do passado. O problema e, duvido que você deixará de concordar comigo, é que: Felipe, Leo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Muralha, Luíz Antônio e Mugni; Paulinho e Hernane, compõem um time repleto de bobo. O único jogador desse time que é mais ou menos esperto tem quase 40 anos!
Marcelo, lateral bobo da Seleção Brasileira que representa a Família Scolari, disse ironicamente a um jornalista que o Brasil não deixou de fabricar craques, jogadores que estou chamando até aqui de “espertos”. Deve ter imaginado a si próprio, Oscar, Hulk, Fred, Luiz Gustavo, Paulinho e Daniel Alves como jogadores espertos, craques. Não amigo Marcelo, esses não são espertos e nem craques. Bobos? Obviamente que não são! Mas estão longe demais de serem classificados como um craque. Entenda Marcelo que, a despeito do que diz a imprensa, não sei se por esperança, desespero, ou mesmo necessidade de se vender, nem o fabuloso Neymar pode ser taxado como um craque. Um ótimo jogador e excelente promessa, mas, por exemplo, não substituiria Éder na Seleção Brasileira de 82, aquela que não ganhou nada. Nossa Seleção não tem bobos, não é isso, mas não somos mais capazes de vencer facilmente as demais seleções que continuam a procriar seus bobos entre si.

A voz do povo não é a voz de Deus. A voz do povo é a voz da imprensa. Não que a imprensa seja a única culpada pelo que aconteceu e acontece com o futebol mundial, mas difundir o que deveria ser criticado é sim, papel único e exclusivo da imprensa. O futebol em todos os cantos do mundo precisa de um choque. Uma Holanda que enfrentou a Espanha, ou uma França que enfrentou a Suíça precisa vencer esta Copa do Mundo. Ou a próxima! Se o pragmatismo do Brasil que enfrentou o México, a arrogância embolada da Argentina que enfrentou o Irã, ou a rigidez sem foco da Alemanha que enfrentou Gana obtiverem êxito nesta Copa, estaremos fadados a ouvirmos pelos meios que difundem nossa paixão, o futebol, por mais 4 anos, pelo menos, que os bobos não existem mais, que são e somos todos espertos e, que o Grupo da Morte é uma imagem que deve ser temida pela Itália, pelo Uruguai e pela Inglaterra, não pela poderosa Costa Rica. Não existem mais bobos no futebol, ou nos faltam nossos saudosos espertos da bola? 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Brasil 3 x 1 Croácia

Ufa! Ufa! Ufa!

Com grande atuação de papai Oscar e de Luiz Felipe Scolari a Seleção Brasileira venceu a Croácia em sua estréia! Oscar jogou muito e a Seleção se postou e se comportou muito bem diante de seu forte adversário, de sua imaturidade e de todas as mazelas que assolam corações e mentes em qualquer estréia que seja. Essa postura, que viria a facilitar o comportamento emocional e técnico de alguns jogadores, tem tudo a ver com armação tática colocada por Felipão. Oscar foi o cara em campo. Brigou, driblou, lançou e fez seu gol. Neymar foi muito bom também, mas espera-se sempre que Neymar seja ótimo e o ótimo foi Oscar. Luís Gustavo e David Luiz foram os outros que se destoaram dos demais. Na verdade ninguém jogou mal esteve e a Seleção esteve muito bem armada em campo. 
Site da CBF
Essa Seleção Brasileira é tão boa tecnicamente quanto qualquer outra seleção adversária, entretanto, a maturidade desses jogadores, a maioria ainda muito novos, preocupa-me para o restante do certame. Lidar com adversários mais marrentos e com adversidades mais contundentes... sei não. Tomara que a própria Copa do Mundo vá aos poucos maturando essa garotada, os deixando mais à vontade para o embate com adversários que lhes serão cada vez mais fortes. Parabéns Seleção Brasileira!! Está gostoso de ver!



Nota Triste

Percebe-se claramente que o país vive momento complicado, aliás, como sempre viveu. Saímos de uma ditadura diretamente para as mãos porcas de aproveitadores e safados que instituíram a roubalheira desenfreada como sua principal atividade fim. Derrotamos essa gente nas urnas com a expectativa de que tudo mudaria, mesmo que por poucos meses, pois se as mudanças e vontades populares fossem implementadas de imediato certamente os militares retomariam o comando do país na semana seguinte. Mas quem entrou preferiu o que chamaram de governabilidade. A partir daí... só decepções. E, as pessoas que vieram para nos salvar dos corruptos, que enfrentaram, não balas de borrachas,  mas munições de verdade e torturadores inescrupulosos, resolveram aderir à corrupção e passaram a nos roubar diuturnamente. Sim, o Governo trancou alguns na cadeia, depois de muito custo, mas os trancou. O país hoje é governado sob a suspeita de todos nós. Todavia, aqueles que foram derrotados pelo nosso voto quando Lula e a esperança foram eleitos, são hoje a nossa "oposição". Representam aqueles aos quais deveríamos recorrer para sermos novamente salvos. São, na verdade e infelizmente, ainda mais podres do que aqueles que hoje nos governam, acreditem.
Meu sentimento de tristeza vai de encontro as manifestações fora de hora e, claramente, políticas e eleitoreiras que têm ocorrido depois de manifestações, essas sim, tão pacíficas quanto legítimas, ocorridas em junho do ano passado. Black Blocks são na verdade burguesinhos insatisfeitos até hoje com o governo de um ex torneiro mecânico ao qual foram obrigados a chamar e tratar como Presidente da República. Quebrar bancos acusando os banqueiros de representantes do poder econômico e covarde que assola o país e, após a manifestação e o quebra-quebra reunir-se para comer um lanchinho no MacDonald, pagando a conta com o Cartão de Crédito sustentado pelo papai... é um absurdo! É isso o que acontece. Os Black Blocks não representam os milhares de brasileiros que mostraram sua insatisfação no ano passado. Black  Os Blocks representam gente como ACM Neto, Jader Barbalho, Fernando Henrique Cardoso e coisas do gênero e com odor semelhante. Muito triste ver um presidente da república ofendido em cadeia internacional. Nem que o presidente fosse o Fernando Henrique, nem assim, isso se justificaria. O país respira Copa do Mundo e a principal paixão do Brasileiro, o futebol. Essa paixão deveria ter de todos a sua representatividade em nossa peculiar alegria. Certamente o "Dilma, vi tomar no ..."  foi puxado por gente que não está preocupada com a Seleção Brasileira e muito menos com o país. São na verdade representantes dessa burguesia carniceira que deseja o poder de volta a qualquer custo. Não seja idiota. Seu voto é a principal arma contra quem te explora e a favor do seu pensamento, do seu sentimento. Mostrar ao mundo um país como querem mostrar a oposição, os Black Blocks e os idiotas que os seguem não é legítimo. A realidade? Ora, então peçamos a bandidagem dos traficantes para fazer a parte dela, pois nosso país é também muito violento, mas até o banido parece envolvido com o coletivo. O idiota Black Block, não.

domingo, 1 de junho de 2014

Ufa Flamengo!

Parabéns Mengão!!!  Tricampeão Brasileiro de Basquete - NBB

A raça, a disposição, a consciência de que se está representando um Clube de massa, o de Maior Torcida do Brasil, o Flamengo! Essa galera do Basquete sabe, entende o que a própria diretoria do Flamengo aparenta nem se importar. O Flamengo não tem volei, mas, se volei tivesse o time de volei teria de estar brigando com honradez por qualquer partida ou campeonato que disputasse. Isso o Basquete do Flamengo fez e sempre fez, graças aos homens que lidam diretamente com o esporte, jogadores e comissão técnica. Estão todos de parabéns!
O orgulho de ser rubro-negro se envaidece com as atuações dessa equipe. Pena que as demais modalidades de esportes do clube não contem com a mesma disposição e honestidade para com a causa.

Obrigado aí galera!!



Aff! Flamengo!!

Um sensacional Campeonato Brasileiro vai chegando ao fim da metade de sua primeira fase, seu primeiro turno. Afora as questões que me obrigam a apelidar este certame de VERGONHÃO 2014, o futebol jogado até aqui por algumas equipes é de encher os olhos! Cruzeiro, Internacional, São Paulo, Santos, Atlético MG, exatamente nesta ordem; alguns momentos ou tempos de Corinthians, Goiás, Grêmio e, na turma da rabeira, Chapecoense e Botafogo andam perdendo jogando muito bem em determinados momentos das partidas. Estou gostando muito. O futebol avassalador que andam praticando Cruzeiro e Inter, assim como as deliciosas triangulações do meio campo são-paulino têm me mantido diante da telinha, tornando mais acirrada a briga pelo controle remoto aqui de casa. 
Sim, o Flamengo é uma bosta, mas o que o Cruzeiro fez ao Mais Querido no jogo de hoje foi sacanagem. Não deu um minuto de boa vida a nenhum setor da bagunça rubro-negra. Assim como o Internacional, que também pratica um futebol total, com D'Alessandro (segundo o comentarista Ricardo Rocha, Dê-alessandro) mas, com D'Alessandro criando muito, William roubando 101% das bolas que disputa, Jorge Henrique voltando em grande estilo, laterias eficientes e uma zaga sempre confiável. Olha, vai ser uma luta de gigantes a disputa entre essas duas equipes. Claro, o período de paralisação por conta da Copa favorecerá as outras equipes, principalmente as que acompanham essas duas mais de perto, como São Paulo, Grêmio, Santos, Galo Mineiro, enfim,, não só e nem necessariamente na pontuação, mas na composição de seus elencos. Esses times já possuem elencos respeitáveis que, podem ainda ser melhorados. 
Espero, sinceramente, que esta Copa do Mundo não atrapalhe o bom início do Vergonhão 2014. O que seria necessário para que a Copa venha atrapalhar o Campeonato Brasileiro? Black Blocks? Não, claro que não! O Brasil não sendo campeão. Isso poderá provocar uma sensação de desgosto do brasileiro para com o futebol a ponto de afastar os poucos que ainda gastam tempo e dinheiro com o esporte bretão. No sentido contrário, uma vitoriosa campanha do time de Felipão alavancará o Vergonhão 2014 ao topo das intenções de entretenimento de um número muito maior de torcedores. Enfim, estou satisfeito com o que vi até aqui. Salientando é claro que me refiro aos times acima citados. O meu Flamengo... Bem, se essa diretoria continuar no comando o rebaixamento será inevitável. 

O quê!!?? O Wallim já saiu? Bem...

Fotos: Globo.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

"Quero publicamente pedir desculpas, em meu nome e em nome do Fla, ao Jayme e sua família por qualquer desconforto que a gente tenha causado a ele".

Disse Wallim Vasconcellos, se Deus quiser, um dos futuros ex dirigentes do Flamengo.


Ser demitido em sua folga e saber disso através de um jornalista... o que pode ser mais desrespeitoso nessa relação entre um clube, seu treinador e o outro treinador, o contratado? Coitado do Jayme... Coitado do Ney Franco...

Ney Franco mostrou-se uma pessoa totalmente desprovida de caráter profissional. Deveria no mínimo e, como cláusula mestra de seu contrato, exigir que a diretoria do Flamengo comunicasse ao atual treinador que este estaria dispensado de suas funções no clube, antes de aceitar o convite. Mas Ney Franco não pensou assim. Não pensou, inclusive, que com o plantel que a diretoria coloca à sua disposição ele não emplacará o segundo turno no comando de um Flamengo fraco e deficiente. Os melhores jogadores do elenco do Flamengo "já passaram dos 50". E, são os melhores jogadores do elenco do Flamengo, nada demais. Nem seriam titulares em todos os clubes do futebol do Rio, nem precisamos ir muito longe. Se o Flamengo era alguma coisa, devemos esse "alguma coisa" às simplórias e, muitas vezes equivocadas,  armações que Jayme de Almeida aplicava ao time. 

Sim, é verdade que o Flamengo de Jayme se acertou quase que por vontade própria. O time de Jayme de arrumou, sem querer, naquele Flamengo 4 x 0 Botafogo onde Luís Antônio e Paulinho tiveram papéis fundamentais. Mas não esqueçamos que Paulinho foi escalado para proteger o fraco e debilitado André Santos, um dos melhores do elenco do Fla. Sorte? Claro! Mas a sorte deu a Jayme e ao Flamengo mais uma Copa do Brasil, uma Taça Guanabara e um Campeonato Carioca. Qual o último treinador do Flamengo que pode contar história semelhante? Andrade? Também o enxotaram da Gávea. Só não lembro se no momento da demissão o Tromba estava com a família na praia ou no Tivoli Parque. Uma falta de respeito com qualquer pessoa que estivesse no lugar de Jayme e, essa declaração de Wallim soa aos meus ouvidos como escárnio e sarcasmo. Nem com o Ney Franco, treinador que aceitou toda essa situação desmoralizante e, que ele mesmo, com insinuações de molecagem ao deixar o Vitória, como deixou, alguém poderia fazer o que fizeram ao Jayme.  Essa diretoria do Flamengo é uma das piores dos últimos tempos. Ah, deixarão em 500 milhões uma dívida que era de 750?! Sim, mas a que custo? Ano passado o time quase caiu e esse ano nos ameaça do as mesmas ameaças do ano passado. 

Deixo aqui os meus agradecimentos a Jayme de Almeida, seu amor e sua dedicação pelo clube que ama tanto quanto eu. Amor com o qual  certamente não coadunam as pessoas que hoje dirigem o Flamengo com uma grife de bons moços mas, se analisarmos direitinho, vivem fazendo merda atrás de merda. Obrigado Jayme de Almeida, não só pelos títulos, mas principalmente por sua conduta à frente do Flamengo. Tivemos orgulho do nosso treinados. Desse que chega, tenho medo. Vá com Deus Jayme. Pena que sua imagem, assim como a de Andrade, seja tão vinculada ao Flamengo. Torceria por você, caso o mercado te deixasse servir a outro clube, fosse ele qual fosse. Essa diretoria que te apunhalou em praça pública vai passar. O amor e a admiração por você, da Maior Torcida do Mundo, não passarão. Obrigado.




terça-feira, 6 de maio de 2014

Vergonhas de um país sem vergonha

O Vergonhão 2014 segue sem nos dizer nada.

O Flamengo goleando o Palmeiras, o Galo perdendo em casa para um Goiás sem 7 jogadores de sua simpatizante campanha em 2013. O Corinthians e suas estrelas suando o quilo certo para vencer a Chapecoense... Enfim, são poucas as demonstrações de quem é ou será quem no Vergonhão/14. 

Assisti a pedaços dos jogos do Galo e do Corinthians. Um Galo desorganizado perdeu de um frágil Goiás em seu território mais temido, o Horto, onde antigamente quem por lá caía já o fazia morto. Pois o Galo não matou e morreu em seu próprio alçapão. Alçapão este que ferveu no sentido contrário, em mistura de vaias e palavrões gritados na direção daqueles que suavam a camisa alvinegra. Ainda resquícios da eliminação para o Raja, ou para o Atlético Nacional da Colômbia? Fico com a segunda opção. O Galo estava aguerrido mas desorientado.

Engraçado como o futebol te prepara surpresas. Não, não estou me referindo ao que acontece dentro das quatro linhas ou nos bastidores mais diretos, como nas ações e omissões das diversas diretorias. Ou estou?
Preparava-me para ir ou não ao Maracanã ontem. De cônjuge e tudo! Tudo certo em nossas mentes, em nossos corações. A vontade estava latejando. Um almoço ao meio-dia e... partiu! Mas aí a curiosidade me pegou e, influenciado pelas atitudes e omissões da diretoria pé-no-chão do Mengão, resolvi verificar o valor do ingressos para este imprevisível Flamengo x Palmeiras. 60 reais... 60 reais?!!! É ruim hein!! Disse eu a minha própria mente em voz alta para que minha companhia pudesse ouvir. Estão malucos!! 60 reais nem com a certeza de uma goleada convincente! Desisti. Desistimos.
Após o almoço minha mente e meu coração mais uma vez nos convidaram.. Vamos? Então, vamos!?! Não, melhor não... Essa eu mesmo respondi. E o jogo começou num PPV já pago que encareceria ainda mais o ingresso.
Com cinco minutos de partida meu ar de sabichão soberano tomou conta do recinto - mais precisamente, meu quarto.

- Não disse!? Gastar 200 reais para assistir a isso!? Jamé!

O Flamengo entrou totalmente desalinhado, ou melhor, alinhado aos equívocos da escalação de Jayme de Almeida. Luiz Antônio, improvisado de lateral direito, fez questão de cumprir à risca o seu papel, o de lateral direito improvisado. Perdidinho! André Santos, do outro lado, fazia o seu papel de lateral-avenida. E o Palmeiras foi criando em comunhão a esses dois um inferno gigantesco que terminaria por explodir a pseudo-eficiência  da zaga rubro-negra formadas pelos excelentes Wallace e Samir. Valdívia brincava nas costas e por entre os laterais e os meio-campistas do Mengão. Valdívia e Wesley.
Jayme escalou três atacantes que atacam e não marcam ninguém mas, esqueceu-se o pacato treinador rubro-negro de combinar este seu equívoco com os jogadores adversários. Aliás, a facilidade era tanta que parecia algo combinado. O Verdão brincou durante o primeiro tempo no qual saiu vencedor.
E lá estávamos eu, meu olhar soberano e minha mulher, atônitos e zangados depositando nosso fiapo de alegria na tristeza de não termos ido ao jogo. Mas, Jayme "desequivocou-se". O Flamengo voltou diferente. Mugni entrou no lugar desorientado Nixos e o Flamengo começou então a mandar na partida. O Palmeiras, que deve ter imaginado que apenas passaria o segundo tempo esperando o jogo terminar, se defendendo do mesmo inútil Flamengo do primeiro tempo, acabou surpreendido. O Flamengo não foi de maneira esperada e desesperada atacar o Palmeiras de qualquer jeito. O Flamengo de Jayme, mesmo ainda perdendo o jogo, esperou pelo Palmeiras e sua empáfia galante de conquistador de vitórias barato. A vitória ainda não havia sido conquistada e Márcio Araújo transformou essa sensação em números. Marcou contra o ex clube que o desprezara. Sabia que Márcio Araújo faria uma boa partida. O Flamengo continuou surpreendendo o Verdão. Luiz Antônio e André Santos, figuras que só apareceram na primeira etapa abrindo buracos na zaga do Flamengo para as investidas criativas do Palmeiras, agora ajudavam na criação das jogadas do Flamengo sem a menor preocupação com o ataque de seu adversário. O Flamengo encaixou-se e encaixou o Palmeiras em suas pretensões. O gol da virada veio rapidamente e o quarto gol logo em seguida. Apertasse mais um pouco e o Flamengo deixaria Gilson Kleina desempregado ali mesmo, naquele Maracanã vazio para um Flamengo x Palmeiras.
Um razoável arrependimento queixou-se à minha soberba e propôs a possibilidade de que se tivéssemos ido... ah se tivéssemos ido, o domingão teria sido mais divertido. Ora, não podemos contar com as surpresas de um futebol que nem sempre prega das suas a nosso favor. Há de se planejar sobre um mínimo de perspectiva, mesmo tendo o Flamengo um elenco tão limitado quanto surpreendente. Não estou arrependido. Mas... é bem provável que eu vá às forras contra o São Paulo, claro, se os preços dos ingressos permitirem e se a semana rubro-negra tiver sido boa. Quem sabe não aparecemos por lá?


Notinha de rodapé:

Discussão no Bem Amigos entre Arnaldo César Coelho e Cléber Machado.
Cléber, afinando sua opinião com o bom comentarista Caio Ribeiro, chamou a atenção para o fato de o STJD estar apitando partidas de futebol já no início do campeonato. Citaram como exemplo um jogador que cometeu pênalti no jogo entre o Palmeiras e o Criciúma, na rodada antepassada. Caio deixara escapar que o jogador foi punido pelo Tribunal após revelar à imprensa que teria cometido pênalti não marcado pelo árbitro. Thiago Alves, se não me engano, foi o jogador. Arnaldo defendeu o Tribunal dizendo que, apesar do árbitro da partida ter dado ao jogador um cartão amarelo ao jogador, mesmo não marcando a penalidade, o Tribunal deveria sim, punir o jogador e o árbitro. Cléber disse que essa intromissão soaria como um segundo apito num mesmo jogo. Arnaldo esbravejou mal-criadamente e discordou de seu colega de maneira enfática.
Num lance seguinte, mostrando uma jogada em que um atacante corinthiano arruma a bola com o braço antes de marcar o gol da vitória do Corinthians sobre a Chapecoense, Cléber questionou se o STJD não deveria punir Guerreiro, o atacante que fez o gol ilegal, se utilizando do mesmo critério utilizado pelo Tribunal para punir Thiago Alves. O bicho pegou. Arnaldo babou e a discussão terminou após um conchavo corporativista entre todos que abafaram o caso. O que o amigo de vocês fez? Troquei de canal na mesma hora.
Esse Arnaldo, a exemplo de outros tantos, pega para si as verdades criadas pela Globo, seus programas e seus apresentadores, jornalistas ou não, para difundir seu nojento corporativismo protecionista em relação as arbitragens! Chega a ser nauseante! Ora bolas, se o árbitro viu a falta e deu apenas o amarelo, como pode um tribunal mudar o juízo feito pelo responsável pela arbitragem de determinada partida?! Não pode Arnaldo. Ou melhor, se pode, que faça com todos e sempre, não apenas para beneficiar este ou aquele time. Mas... nosso Tribunal tem lá as suas preferências. Arnaldo, você não é secretário de um general da ditadura, ponha isso na cabecinha e siga com mais humildade e discernimento. Você foi muito mal nessa.

domingo, 4 de maio de 2014

Em respeito ao Respeito

Jamais gostei de Ayrton Senna. Procuro muito preguiçosamente minhas incertezas e certezas em relação à minha opinião sobre este indiscutível ídolo do povo brasileiro. Mas é exatamente aí que residem minhas incertezas e minhas preguiçosas certezas. Não existe no cerne do núcleo do meu interior mais profundo a palavra indiscutível. Vivo me desenvolvendo justamente no contrário. Discuto tudo o que ouço até mesmo quando estou ouvindo minha consciência - principalmente aqui. Senna nunca foi para mim algo indiscutível. Até aqui, até esta comemoração justa pelos vinte anos de sua passagem.

Os mais antigos se lembrarão da relação do povo brasileiro com a Seleção de Futebol de 1970. Os mais antigos, mais esclarecidos (não necessariamente) e preocupados com os destinos do país também haverão de se lembrar de sua relação com aquela Seleção. As vitórias da Seleção de 70 foram sim, utilizadas pelo sistema da época em benefício de suas mazelas. Senna também foi. eo 1970 a Rede Globo, grande produtora e reprodutora de opiniões pelo Brasil a fora, não era tão forte no início dos anos 70. Mas nos anos 80 e 90... nossa, só quem resolveu abrir a mente àquela época para os desígnios do país e de seus políticos saberá do que estou falando. Quem não viveu politicamente esses anos me rotulará como maluco, reacionário e invejoso. Não sou, não fui e não seria agora, justamente num momento de minha vida no qual aprendi a importância de se contar até dez antes de disser alguma coisa e, até cem antes de expressar seu pensamento num Blog. Senna foi usado e, o que mais me irritava e irrita é que, ao contrário dos desorientados jogadores da Seleção de 70, Senna sabia disso e compactuava com todo estado de coisas. O Brasil tinha outro supercampeão correndo de Fórmula 1 naqueles anos e minha torcida, devoção e admiração miravam aquele candango vascaíno, inteligente e rápido e, principalmente, avesso a Rede Globo e à manipulação do pensamento alheio. Nelson Piquet. Independentemente do dito acima, esse piloto, em minha opinião, foi o melhor de todos.

Nelson Piquet foi o maior campeão brasileiro de Fórmula 1, enquanto o campeonato de Formula 1 foi um campeonato de pilotos. Senna foi o maior campeão brasileiro de Formula 1 a partir de quando o campeonato se transformou num campeonato de carros e não mais de pilotos. Senna e seu companheiro de equipe, seja ele quem tenha sido, não tinham adversários. Não tinham carros adversários. Senna e Prost ganhavam corridas com 30s de vantagem para o terceiro colocado. Os dois eram tão melhores pilotos que os demais assim? Não creio. Mas não estou aqui para falar dessa rixa em meu coração e em minha mente sobre quem foi o melhor piloto de Fórmula 1 do Brasil. Estou aqui para homenagear meu desafeto esportivo, politicamente incorreto Ayrton Senna.



Homenagear Senna abrindo mão de minhas convicções esportivas. Homenagear Senna em respeito ao respeito que todo o mundo rende a esse cara. Senna foi foda! Isso ninguém poderá negar! Não serei eu o primeiro, melhor, o único a dizer uma insanidade que contrarie esse fato. Senna foi foda!
Os comentários, as palavras ditas sobre que forma fosse sobre as vitórias, as disputas e tudo que envolveu a carreira curta desse monstro não pode ser negada ou negligenciada. Não, calma!! O que Galvão Bueno disse e diz a respeito de Senna não me interessa. Galvão sempre foi o microfone de tudo de ruim que cercou a má utilização da carreira de Senna. Refiro-me às palavras de Prost, Lauda, Berger e pilotos que sofrerão derrotas de Senna. Nas próprias palavras de Piquet que sempre respeitou Senna enquanto piloto de Fórmula 1. Senna foi grande demais e o que fizeram de sua música não diminuirá suas conquistas. Este Blog, meu pensamento, te homenageiam em respeito ao Respeito que o mundo inteiro tem por você.