segunda-feira, 17 de abril de 2023

 SAMPAOLI


           Tenho evitado escrever sobre futebol... sobre Flamengo. Esta lacuna - mais uma - se dá não porque o Flamengo foi eliminado pelo Al-Hilal, não por conta das derrotas para Palmeiras e Independiente Del Valle ou mesmo pelo fiasco de mais um vice campeonato carioca vencido pelo Fluminense... Não! Nem mesmo o Maringá colaborou para o meu afastamento. Nada disso. Ah!, assim como a vitória contra o Coritiba na estreia do Brasileiro também não foi o motivo que fez retornar ao teclado. Nenhuma dessas opções me comoveu. O que me afastou das manifestações mais acaloradas de minhas opiniões, aliás, o que me fez calar a boca e os dedos quando o assunto era Flamengo foi o desempenho, a má vontade dos jogadores do time deste Flamengo. Fizeram-me ser possuído pela certeza de que Dome, Paulo Sousa e Vítor Pereira foram demitidos, não obtiveram êxito, em virtude da má vontade se não de todos, da maioria dos jogadores do elenco, ao menos da Panela, em sua maioria titular da equipe. Ao não lograrem êxito e com isso derrubarem as pretensões ao sucesso dos treinadores citados, essa turma levava junto nossas vitórias tão desejadas, nos trazendo derrotas cada vez mais humilhantes. Jogaram mais ou menos com Renato Gaúcho e Dorival Jr, treinadores com a característica de levarem seus grupos na camaradagem do vestiário, sem muito esforço físico ou tático. Foi o que pareceu, até que a preguiça do Grupo destruiu as pretensões destes treinadores da mesma forma. Esse comportamento inadequado para a camisa que vestiam me fez... não desistir, mas deixar o Flamengo um pouco de lado. Mas agora sinto o desejo renovado de escrever. Isso não está alinhado a desempenho ou a mudança de atitudes dos jogadores deste grupo em especial, mas a renovação de uma esperança em mim. Essa esperança tem nome: Ror rre Sampaoli. 

            O engraçado é que em meus devaneios com um novo Flamengo surgindo, este "novo" não passa ainda por vitórias sonhadas, mas pela imagem de um treinador empilhado gritando horrores para o bando que aparentemente se recusar a correr quando esta devoção for exigida. Vítor Pereira, por exemplo, balançava a cabeça negativamente diante da pasmaceira e sentava-se no banco agarrado a multa extraordinária a qual aquele comportamento dos jogadores mais cedo ou mais tarde depositaria naquela conta corrente já tão recheada. Com Sampaoli não será assim - sonha minha crença, minha esperança. Ele dará nome aos bois quando David Luiz tocar a bola para o lado com desprezo pelo seu próprio time ou tentar um lançamento desmiolado para ninguém. E, o nome será entonado aos berros, diante das câmeras e à beira dos gramados. Uma espécie e Diniz/Tchê Tchê. Vou adorar, caso isso precise mesmo acontecer. Sim, espero que não.

            Hoy dou as boas-vindas a Jorge Sampaoli mas,  ainda não pela lembrança do time do Santos de 2019, nem por suas passagens na seleção chilena ou no Olympique. Hoje espero apenas que Sampaoli sampaoli esse grupo derrubador de treinadores e que  claro, isso lhe dê os resultados que todo Rubro-negro precisa para voltar a falar de futebol, não com dignidade - isso não perdemos ainda -, mas com nossa natural soberba em relação ao cenário futebolístico tupiniquim, porque aqui, Dona Leila, o Flamengo é sim, maior que os demais.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

E o Mundial do Flamengo...

 

UOL



E o Mundial do Flamengo se foi. Para quem estava preocupado com a escalação de Benzema, Militão... com o ânimo de Vinny Malvadeza, se o Real Madrid levaria ou não a sério a competição, ficou uma sugestão de soberba e, no mínimo, negligência com o adversário da vez, o Al-Hilal.  Antes de mais nada dificilmente este espaço se dedicará a adversários do Flamengo, salvo quando for respeitosamente impossível não citar as virtudes deste adversário.

Não, o Al-Hilal não é um adversário com essas características. Parece que minha opinião se desencontra, mas não é assim. Respeitar o adversário de ontem significava aparentar ciência de que havia um adversário antes do tão desejado jogo contra o Real Madrid, nada mais. O Flamengo deveria ter estudado o jogo anterior do Al-Hilal contra o time marroquino e... só. Bastaria apenas depois disso ser Flamengo. Fazer jus ao seu time e ao seu elenco. Por exemplo, fazer Davi Luiz entender que não se deve começar o jogo dando chutões para frente; fazer Matheusinho compreender-se lateral direito do Flamengo e não se permitir àquilo que ele fez em sua primeira oportunidade de errar. Ele errou bisonhamente. 1 x 0. Cobrar de Gerson menos marra e mais concentração, de Thiago Maia menos nervosismo e mais eficiência com a dinâmica que lhe é peculiar. Fazer com que os jogadores da frente entendessem que é preciso retomar imediatamente bolas perdidas na defesa adversária e organizar com a habilidade e o discernimento que possuem jogadas com a possibilidade mais contundente de se transformarem em gols. Faltou tudo isso e o Mundial do Flamengo se foi.

Culpar Vítor Pereira... só mesmo os que têm preguiça de raciocinar e entenderem o momento. O trabalho de Vítor está no início. Por conta disso pode ter havido dificuldades no desenrolar das tramas de ataque e de defesa. Motivo suficiente para os jogadores mais cascudos – tem um monte lá – tomassem para si as rédeas do jogo e impusessem sua melhor condição técnica ao adversário. O time estava aparentemente nervoso e inseguro na execução do mais simples, das trocas de passes que fazem com tanta maestria. O adversário do Flamengo foi descobrindo que ganharia fácil daquele adversário aos poucos. Os jogadores do Flamengo menosprezaram as possíveis dificuldades em campo. Culpar Vítor Pereira...  não acho justo.

Tenho uma tese de que se ontem Dorival estivesse à frente do Flamengo teríamos vencido o jogo com a facilidade esperada por “todos”. Por quê? Porque Dorival JR é tão menos tático que o português que provavelmente os jogadores se sentiriam mais por conta própria e tomariam para si as decisões  de como marcar e de como armar jogadas de ataques. Não teriam a quem seguir de maneira subserviente.

Na questão da escalação... Gabigol  e Pedro não podem jogar juntos. Não podem? Podem!! Desde que o Flamengo abra mão de marcar em pressão alta e com intensidade o tempo todo. Cebolinha faria isso melhor que Pedro pela esquerda e, Everton Ribeiro faria o mesmo pela esquerda. Mas... O trabalho de Vítor Pereira ainda é incipiente e dará frutos no futuro. Claro, se a tropa não o derrubar antes. Apesar deste terrível tropeço – não perder o Mundial, mas ser eliminado na semi -, o ano do Rubro-negro promete ter muito mais alegrias que tristezas. 

domingo, 29 de janeiro de 2023

O Favorito... venceu.

 

Lance



E, apesar dos talentos favoráveis ao Flamengo, o Palmeiras com seu favoritismo tático e longevo venceu a decisão tornando-se, finalmente, Campeão da Supercopa do Brasil. Parabéns aos palmeirenses!

Um jogo aberto e talhado com mais falhas que acertos de ambas as equipes. O Palmeiras foi preciso taticamente e fez os gols que se colocaram a sua disposição. O último gol... não, não questiono se alguém estava ou não impedido - problema da arbitragem - mas, me pergunto se foi ou não uma falha individual grotesca do goleiro rubro-negro. Penso que foi sim. Ele retira os braços da bola. Não sou goleiro e não consigo entender o porquê do movimento. Fora isso o Flamengo poderia sim, ter vencido a partida, inúmeras foram as chances que criou. Alguma maravilha engendrada por esquema? Não. Perdeu os gols que criou a partir da habilidade e do raciocínio de seus jogadores, principalmente de Everton Ribeiro. Pedro desperdiçou e Thiago Maia também.

Mas, venceu quem tinha de vencer. Ficou a marca de que vencerá aquele que se preparar nos treinos e tiver em seu elenco jogadores capazes de desenvolver em campo o que fora treinado. Melhor assim. Cabe agora ao Flamengo voltar à prancheta e treinar, treinar e treinar, para que a abissal diferença de seu elenco para os demais possa fazer, enfim, a diferença.

Projetando... O Flamengo sofrerá no Mundial, vencerá a Recopa e depois... se houver sinergia entre elenco e treinador será só festa. Oremos!


sábado, 28 de janeiro de 2023

O Favorito

 

ESPN


Todo jogo tem um favorito? Não necessariamente, principalmente quanto o duelo se dá num campo de futebol. Flamengo e Palmeiras digladiar-se-ão pelo direito ao primeiro título de relevância no futebol brasileiro em 2023. Quem seria o favorito para o jogaço que se realizará hoje, às 16 horas, em Brasília? Muros... descerei do meu.

Seria um raciocínio tostianiano. O Flamengo é o favorito porque possui melhores jogadores que o Palmeiras em seu time titular e em seu elenco, apesar de estar passando pela fase de conhecimento entre esse elenco e seu novo treinador ou, o favorito é o Palmeiras, pois apesar de possuir um elenco e time titular inferiores ao Fla é treinado há muito tempo e, muito bem, pelo mesmo treinador?

Desdenho das posses e me pego aos "apesares". O Palmeiras é o favorito. Porque sim, seu treinador está no comando de uma equipe vencedora faz tempo. Este relacionamento tático é impressionante e, como disse, vencedor. O elenco do Palmeiras não fica tão atrás daquele que possui o Flamengo assim. 

Isso não quer dizer que o Flamengo será derrotado. Não, longe disso!  Apesar do dito logo acima, o Flamengo possui inúmeros jogadores que poderão resolver o jogo "sozinhos", num lampejo de genialidade. De Arrascaeta, Pedro, Gabigol e Everton Ribeiro estarão em campo e isso já me faz vestir a camisa com marra na ida ao Guanabara. 

O favorito é o Palmeiras. Minha aposta? 2 x 1 Flamengo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Sobre Flamengo x Nova Iguaçu

 

Fora de Campo - Lance

Então... tenho uma simpatia especial pelos Estaduais. Não, melhor, pelo Estadual do Rio de Janeiro. Torço pelo Flamengo dede 1974 (nasci rubro-negro, como qualquer um, mas indo ao estádio... 1974), e a paixão nasceu mesmo num Estadual. Essa simpatia, quase amor, transformou-se com o passar dos anos num olhar diferente para o Estadual do Rio de Janeiro. Vejo hoje esta competição como parte importante da pré-temporada dos clubes grandes de nosso estado. É aquele momento em que o treinador, no caso do Flamengo o Mister, tem para testar num "amistoso" valendo 3 pontos suas incursões no modo de atuar de sua equipe. Pode também avaliar individualmente como se comportam novos e antigos jogadores no lidar com seus desejos táticos. É o momento dos testes em campo!

Dito isto... vi sim, um Flamengo executando variações táticas, certamente ideias difundidas por Vítor Pereira. Marcação alta, baixa... mais recuada até a altura da intermediária adversária; vi um Flamengo criando jogadas diferentes de penetrações na recuada defesa adversária. Vi Matheus França de meia, na meia. Vi Matheusinho dando passos substanciais na intenção da titularidade. Uma defesa sólida. Pedro e Gabigol desejando o gol a todo instante. Vi um Felipe Luís com fôlego ainda para enfrentar talvez por 45... 60 minutos qualquer adversário. Vi o Flamengo se movimentando e se recriando da direção do seu alucinante início de ano. Sábado tem Palmeiras, tem troféu. O resultado, fruto do fraco adversário que inclusive jogou grande parte do tempo com menos, um não importa para as pretensões de um Flamengo que precisa se achar o quanto antes. 

Gostei do que vi. 


sábado, 21 de janeiro de 2023






A Alma Ilha


Sentindo a solidão cercar a alma,
Pela frente por detrás e pelos lados,
Faço-me ilha, serena e calma,
Ignorando a tristeza e seus fados.

Faceira, a solidão se espalma,
A doar-me seus dias injuriados.
Refrescam inda mais e batem palma,
Meu corpo e a alma consolados.

Pois ilha, quem me cerca não importa,
Importa quem minha alma habita.
Ao mundo faço ouvidos de porta,

E ignoro a dor e a desdita.
Sou ilha, mas a alma se transforma,
Esperando o naufrágio da bendita.

Eduardo Tenório
Enviado por Eduardo Tenório em 17/07/2007
Código do texto: T568576

Por que não vimos este Brasil?

 

@GugaNoblat


Esqueçamos os "patriotas",  dementes seguidores de um mito. Esqueçamos as virtuosas incursões de Alexandre de Moraes nas ações em prol da democracia brasileira. Ações essas estranhamente combatidas por algumas pessoas como Glenn Greenwald. Quer dizer... não esqueçamos nada! Mas, isso precisa ser colocado se não em segundo plano, num plano 1.1. Precisamos entender a partir das imagens desses yanomanis famintos e suas crianças mortas o que o Brasil viveu e morreu nesses últimos quatro anos. Chamar Jair Bolsonaro e seu governo de genocidas é dar superficialidade a crimes terríveis quando se aprofunda o estudo sobre as consequências das ações de Moro em 2016, 17 e 18 e todos aqueles que juntos colocaram o país nesse estado de coisas. Nas ruas do Brasil vemos índios, que de índios tem apenas a ancestralidade, mendigando por comida, calor, proteção da chuva e atenção. Famílias inteiras com crianças e idosos. Vimos 700 mil mortos por uma doença que poderia ter suas catastróficas consequências amenizadas caso a vacinação não fosse negligenciada em seu início. Quando nos aprofundamos vemos que nossa tragédia foi muito maior. Discursos em favor de Bolsonaro são muito mais graves que qualquer invasão às casas da democracia. Cada grito "Mito!" traz consigo mortes e a devastação da vida de milhares de brasileiros, indígenas ou não. Alguém precisa fazer algo!

Que Flamengo será este?

ge.globo.com

 

Vítor Pereira chegou ao Flamengo, ponto. O que significa isto, colocado assim? Significa que Vítor Pereira chegou ao Flamengo e agora o presente de ambos se mistura à necessidade de um novo futuro e não àquilo que ficou no passado. O passado? Dorival Jr, o Corinthians e a sogra do gajo. 

Sobre o futuro de Vítor Pereira no Flamengo e, do Flamengo sob o comando do português o que temos são os dois jogos já acontecidos: Portuguesa e Madureira. Em ambos vi preguiça na execução do que foi treinado. Sim, vi um Flamengo que pareceu ter um treinador. Variações táticas o tempo inteiro e um orientador à beira do gramado. Na marcação como na armação das jogadas o Flamengo pareceu-me treinado, apesar da maneira preguiçosa e descompromissada em ambas as apresentações. Espero apenas que tenha sido o calor e a normal falta de ritmo para o momento do time. Minha saudosa euforia pela possibilidade de um novo Flamengo massacrador se mistura facilmente ao trauma pela passagem de Paulo Sousa no comando da equipe e ao modo como  os jogadores trataram as tentativas daquele português - bom para uns, ruim, péssimo para outros, em  arrumar o Mengão. Veremos.

Voltando



         Retornando às escrivaninhas depois de um longo período envolvido em muito trabalho e muita preguiça.

Uns textos aqui, outros dali... sempre envolvendo futebol, política e uma petulante relação com a poesia que se fará presente sob a forma de... petulâncias, ora! Bem intencionadas. Algumas nem tanto. Mas, a partir de hoje está mais uma vez reinaugurado o Blog do Visão Desconexa!! Êêêê! Letras descompromissadas que tentarão enxergar o óbvio pelas lentes do anômalo, o normal pela ótica do afetado, a Direita pelas necessidades da Esquerda, o Fluminense pelas vitórias do Flamengo e o amor pelas dores da saudade. Enfim, fim.

 



quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Nem sérios, nem engraçados. Macabros.

 

De Gaulle um dia disse não se tratar o Brasil de um país sério. Lagostas à parte – parece que à época um entreveiro entre o Brasil e  França por conta dos crustáceos extraiu essa pérola do então presidente francês – mas, ele identificou naquela ocasião que o Brasil não seria um país sério. De lá para cá, até momentos antes da pandemia do Coronavírus, realmente esta República de Bananas fez por onde e, com galhardia, merecer à alcunha que recebera. Mas... por que fizemos jus a nossa infame característica até um pouco antes da explosão pandêmica da Covid 19 e hoje o mundo nos vê com outros olhos?    Porque depois disso, depois do primeiro óbito e até o último (e contando) nossa graça foi para o espaço. Junto a pandemia tivemos a praga mórbida de ter como presidente uma figura como Jair Bolsonaro, aterrorizantemente acompanhado por ministros e asseclas da mesma espécie. Descobrimos também entre nós, entre nossos amigo e parentes, pessoas que coadunaram e coadunam até hoje com os mesmos preceitos, conceitos, pensamentos. Isso mesmo, não olhe para cima, essas pessoas estão ao nosso lado diariamente. Não vem do céu nossa maior desgraça, Não que o Brasil tenha se transformado num país sério, longe disso, ainda somos motivos de galhofa, mas De Gaulle já teria repensado sua frase desde então, desde o início da pandemia.

Produzimos mais de 650 mil mortos e trabalhamos duro para produzirmos ainda mais. Seja na esfera oficial, por parte dos governos federal, estadual e municipal, seja por cada indivíduo que insiste em ignorar o momento pelo qual passamos. O governo federal não quer vacinas e os outros dois estão preocupados com o Carnaval. Na esfera individual, observo aqui em meu pequeno universo pessoas sem máscaras, sem cuidados com a higiene pessoal, desprezando o lavar de suas mãos, assim como o álcool em gel; convivendo em ambiente fechado mesmo que tossindo ou espirrando em demasia.... impressionante! Hoje não temos como principal característica em relação ao mundo e, em relação a nós mesmos, o aspecto engraçado, galhofeiro, meio burros e ignorantes como alguns personagens de Oscarito e Grande Otelo.... Hoje, em relação ao todo, somos sim ainda tontos e incapazes, mas somos acima de tudo e de todos, macabros, fúnebres assassinos quase involuntários de nós mesmos. Isso não tem graça.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Amarga Saudade

 



Mulher que me envolve em loucura,

E na saudade se esconde silente,

Ilumine-me, pois a saudade mente,

Quando pergunto pela minha cura.

 

Já não te basta a dor em amargura,

Cortando a alma na lâmina quente?

Imploro-te, seja benevolente!

Corra! Já avisto a sepultura.

 

Iludi a esperança que já morreu,

E na perseverança rezo por ti.

Não abuse do meu coração plebeu,

 

Volte logo! Esta dor eu nunca vi.

Diga à saudade que não sou ateu,

Pois eu creio na mulher que escolhi.

Eduardo Tenório

Maldito Asterisco

Estado de Minas - Política

Poxa... Não é justo, mas compreensível, pois o paraíso tem rosas e rosas...

Quando do Golpe contra a Presidenta Dilma disseram-me que Lula seria eleito e as coisas se arrumariam. Respondi que duvidava muito, porque não faria sentido toda aquela armação em torno de uma “Pedalada” com a finalidade de tirar Dilma, para colocar Lula em seu lugar, já alí como uma espécie de salvador da pátria. Veio a Lava Jato com seus ideais e suas intenções mais podres e vimos no que deu. Lula ficou preso 580 dias. Esperamos muito para podermos votar em Lula novamente. 

À despeito da facilidade que todo movimento atual do universo nos traz com a provável eleição de Lula neste ano e, de minhas impressões temerosas em relação a toda essa facilidade, ainda assim vivo a expectativa de poder votar novamente no Homem.

Pois bem, eis que com a desculpa já antecipada de uma governabilidade e, da não tão antecipada assim, necessidade de uma tranquilidade nesse caminhar em direção ao Planalto, resolveram chamar ou aventar uma Chapa Lula/Alckmin. Meu Deus! Eu chamo Alckmin de *. Isso, um asterisco. Algo que lembre... olha, tem algo aí que não está muito certo. E bota errado nisso!

Geraldo Alckmin representa tudo de ruim que possibilitou no passado a eleição do governo de Lula, do governo do PT. Seus ideais neoliberalistas, privatistas para depois vender o país ao capital estrangeiro ainda estão arraigadas no cerne de sua visão materialista e política. Imaginar que seu afastamento do PSDB o afastara desses ideais é ser muito ingênuo.

Aparentemente a campanha de Lula não precisaria de alguém da Direita, de uma Direita tupiniquim tão suja, para reconquistar o rumo do pais novamente. “Ah!! Precisaremos de paz da imprensa e das autarquias que hoje comandam a máquina dos diversos setores dos diversos governos em todas as esferas! ” Ótimo! Procuremos então um novo José de Alencar e não um novo Temer! Luiza Helena Trajano, por exemplo, poderia manter o mercado mais tranquilo. Inclusive, mais tranquilo que este Alckmin que já traz consigo uma perspectiva de traição latente.

Mas, aparentemente não será assim. Meu voto, que seria só felicidade, agora terá consigo um *.


Jesus na vida de Paulo , O Mister.

 

Pingback - Mauro Cezar Pereira

Precisamos ajudar Paulo Sousa! Precisamos tirar Jesus de sua vida, o Jorge.

Renato Gaúcho e Rogério Ceni não foram derrotados pelo fantasma de J J, mas sim pela incapacidade de ambos de conduzirem como treinadores um elenco tão rico em inteligência como é este elenco do Flamengo. Jesus soube fazer isso e olha que o elenco àquela época nem era tão recheado de jogadores de gabarito tão alto. Tirou o máximo, ou perto disso, de cada um. Pediu e lhe entregaram. Renato e Ceni nem souberam do que se tratava. Não sabiam o que pedir.  Não têm culpa de serem limitados. Mas, são.

Paulo Sousa chega numa outra vibe. Treinador europeu, acostumado a lidar com jogadores inteligentes, intelectualmente e taticamente. Tem seus métodos e modos de armar o time e aplicar seus conceitos táticos. Pedirá aos seus jogadores o melhor de si. Poderá falhar? Claro! Basta não conseguir aquilo que pedirá aos inteligentes jogadores do Flamengo e, outras características desses jogadores prevalecerem. Por exemplo, o jeito mimado do jogador brasileiro em lidar com suas dificuldades. Aqueles chutinhos em copos de água mineral.

Uma frase de Gabigol dita a Renato Gaúcho retrata muito bem o que estou tentando dizer: “O combinado não sai caro.” Frase dita após ser chamado para ser substituído. Absurdo! Paulo Sousa, ao que tudo indica, não combinará nada com Gabigol que não esteja envolvido em tática e empenho. Simples assim.

Por isso, precisamos tirar Jesus, o Jorge, da vida de Paulo. Porque, ao contrário dos dois últimos arremedos de treinadores, Paulo Sousa saberá pedir. Tentará repassar comportamentos modernos e inteligentes de como jogar futebol aos seus comandados, e isso não terá nada a ver com Renato, Ceni ou Jorge Jesus. Saibamos compreender que no banco do Flamengo, a comandar o time, estará um cara que escolheu o Flamengo para treinar. Sim, investiu em si, mas ainda assim escolheu o Flamengo para treinar – é hoje, além de treinador, um torcedor como todos nós. Que Jesus nos ajude, o Cristo.

P.S. Não citei Doménec por entender que se tratou de uma outra proposta. Um treinador que imaginou que ganharia tempo, além das três derrotas habituais, para aplicar através de seus jogadores os seus conceitos de futebol, aqueles que dividiu durante anos com o melhor treinador em atividade.



quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Sobre ontem à noite...

 

Globo.com GE

Discussões, insinuações e constatações... a Imprensa Esportiva passou a manhã, a tarde e o início da noite tratando da postura e da atuação de Renato Gaúcho no empate de ontem à noite no jogo dos reservas Flamengo contra o combalido Grêmio, que perdia por 2 x 0 até os 30 minutos do segundo tempo. O Flamengo jogava com um a mais desde os 14 minutos deste mesmo segundo tempo.

O Sportv e o Canais Disney – Risek, Lino, Casagrande, Pascoal, Mauro Naves, Silas...  trataram as mudanças absurdas de Renato Gaúcho no jogo de ontem não como uma facilitação do treinador do Fla para aliviar a vida de seu clube do coração, mas sim como mais demonstrações de incompetência deste treinador que deverá ser demitido mesmo vencendo a Libertadores no próximo sábado em decisão contra o Palmeiras. Zinho, apenas o Tetra, deixou a entender que, e mesmo assim sem enfatizar nada, apenas deixando no ar, as mudanças de Renato favoreceram em muito as intenções gremistas de sair do atoleiro no qual tinham se metido.

O Flamengo terminou o jogo com três volantes de marcação e dois jogadores com restrições sérias sobre suas condições físicas, Pedro e De Arrascaeta. Renato tirou do time qualquer possibilidade de reação aos ataques do Grêmio que lançou-se ao ataque feito comanches desesperados. Tivéssemos mais 10 minutos e o Grêmio viraria aquela partida.

Outra faceta de Renato ontem foi não comemorar os gols do Flamengo como se fosse ele, Renato, um ex jogador do Grêmio fazendo gols em seu antigo time sem comemorá-los em respeito ao passado. Renato não é pago e, muito bem pago, pelo Grêmio! Renato é funcionário do Flamengo e precisa, além das instruções as quais não domina, passar ânimo aos seus jogadores. Se Renato não quis entregar o jogo de ontem... bem, fez tudo errado. Espero que no sábado ele não sinta tanta piedade do Palmeiras e não atrapalhe os jogadores do Flamengo na missão que esses carregam em relação não ao Renato Gaucho, carne queimada, mas em relação à Nação Rubro-negra, que está com o grito de campeão prontinho para sair da garganta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Um pouco de Flamengo de Renato Gaúcho

Mercado da Bola UOL

Celso Puppo - Site Terra

Gosto muito de observar esse gráfico "eletrocardiogrâmico" de certas figuras, senão todas as figuras, da imprensa esportiva tupiniquim. Vou me ater àquele do qual mais gosto e que conta com maior percentual de crédito que dedico a todos. Refiro-me a Mauro Cézar Pereira.

Analisando um dos episódios do excelente programa Posse de Bola, mais precisamente aquele que tratou da vitória do Flamengo sobre o São Paulo no último domingo, percebi e retirei do restante do programa uma frase, senão ipisis litteris, algo muito parecido com: "Gente temos de de analisar o Flamengo não apenas por esta vitória (São Paulo 0 x 4 Flamengo), mas a partir de um todo. Hoje Renato está sendo ovacionado, noutro dia vaias ensurdecedoras tratavam dos empates com Athletico  PR e Chapecoense."... e aí a pulga saltou para trás da minha orelha.

Apesar da frase ou da ideia acima, Renato foi positivamente criticado no programa como se a bela atuação do Flamengo tivesse dependido de suas ideias de futebol, de seus treinamentos. Não acredito. Calma! Não acredito para o bem, mas também não acredito para o mal. Não culpo Renato pelos empates citados como se estes tivessem ocorridos a partir de suas opções táticas, assim como não vou atribuir a Renato partidas sensacionais da mesma forma. Não há time na história do treinador  Renato Gaúcho que tenha apresentado futebol parecido com o futebol apresentado, por exemplo, nos primeiros jogos do rubro-negro sob seu comando. O Grêmio ganhou títulos importantes, em mata-matas, diga-se de iluminada passagem, sempre sem apresentar um futebol envolvente com certezas prévias de vitórias. Eram times fortes na marcação e com bons jogadores em campo. O futebol do Flamengo no início de Renato foi futebol de 2019. Em minha opinião, oriundo de memória afetiva dos jogadores do Fla. Sem culpa para Gaúcho.

Por isso, por não entender um "Flamengo de Renato Gaúcho", não faço críticas táticas ao time. Sim, podemos perceber um "Flamengo de Renato" quando o time recua após fazer gols... ali vejo a mão de Renato no time. Mas, o time recua nuns jogos e noutros não em situações de jogo semelhantes. Assim as mãos de Renato retornam ao bolso. Portanto, acho esquisito quando vejo a gangorra feroz nos comentários favoráveis nas vitórias e desfavoráveis nas derrotas do fanfarrão que hoje treina o Flamengo. Critico os comentários, não Renato. O Flamengo, bom ou ruim, precisa ter a cara de seu treinador, como teve com Jorge Jesus. Hoje não tem. Às vezes tem sim, mas no comportamento pessoal dos jogadores e não coletivamente, taticamente. Um dia verei a imprensa esportiva sendo menos parcial com este time, com este treinador e, explanando a verdade dos fatos em nossas telinhas a despeito dos resultados.


quinta-feira, 11 de novembro de 2021

O Preço da Libertadores

Quanto custaria ao Flamengo o tri da Libertadores da América ? Depende. 

Comebol
Coluna do Fla








O Flamengo de 1981 venceu a Libertadores e capitalizou não só os valores monetários decorrentes da conquista, mas também a felicidade de uma nação inteira e a certeza de que os anos vindouros seriam de mais prazeres que dores e vergonhas. E assim foi. A responsabilidade daquela segurança advinha única e exclusivamente do talento, do nível dos jogadores que compunham aquele escrete. Zico, Júnior, Leandro, Adílio, Tita, Mozer... nossa uma companhia não apenas selecionável, mas genial! Coletes ao alto e quem os pegasse poderia entrar em campo porque o resultado seria o mesmo. Vitórias, empates ou derrotas com muito suor por parte do adversário. 

O Flamengo de 2019 conquistou o bi da Libertadores de forma ainda mais avassaladora que o time de 1981. Sim, isso é verdade! O time de 81 encantava pela genialidade dos jogadores e o entrosamento natural àqueles que se olham e se entendem apenas porque comungam num mesmo nível de uma mesma arte. Em 2019 não era assim. O time, ao contrário da equipe, do elenco de 1981, dependia em medida desproporcional de seu treinador, seu técnico: Jorge Jesus. O time de 2019 impunha um poder, um domínio sobre os adversários que nós não víamos nos Flamengos da década de 80. Era uma imposição tática. Claro, imposições táticas não ocorrem com elencos razoáveis ou inferiores. O elenco de 2019 também era feito de jogadores inteligentes. Todavia, não geniais. No time de 2019 não havia um um Tita, muito menos um Zico. Na defesa... um Junior não havia, muito menos um Leandro. No time de 2019 existia um Jorge Jesus - Coutinho, Carpegiani, Carlinhos e Carlos Alberto não chegavam aos pés da capacidade do Português de comandar e tirar o melhor de um elenco. Estamos chegando ao valor de uma Libertadores, da Libertadores de 2021. 

O Flamengo de 2021 está às portas de mais uma conquista de Libertadores. Já esteve com um pé dentro desta porta. Alguns diziam que com quase dois pés. Entretanto, aos poucos e mesmo sem a disputa acontecer, o Flamengo já tirou meio pé, um pé inteiro... e aos olhos destes mesmos entendidos que quase lhe entregaram o troféu antecipadamente está se afastando da entrada da porta que o levaria ao tri da competição. O elenco...? Não é composto dos geniais jogadores da década de 80. O elenco é quase o mesmo de 2019, recheado luxuosamente de novas opções para o ataque, para o meio campo e para a defesa. Lembrando que o Flamengo de Jorge Jesus, sem esse luxuoso recheio, perdeu apenas quatro partidas em um ano e quatro meses. O Flamengo de 2021 não é comandado por Jorge Jesus, mas por Renato Gaúcho.

O Flamengo de Renato Gaúcho é o Flamengo que já tirou os dois pés e o próprio olhar da Copa do Brasil, do Brasileiro e se prepara para deixar para trás a Libertadores. Um feito inédito. O Flamengo tem um aproveitamento de 100% em finais de Libertadores. Renato Gaúcho, que aparentemente contou no início de seu trabalho no Flamengo com a dedicação de seu elenco e uma memória afetiva dos tempos de Jorge Jesus, já demonstrou não ter a menor condição de fazer do Flamengo um time capaz de impor uma qualidade tática superior aos seus adversários. Pelo contrário! O Flamengo de Renato Gaúcho foi dominado taticamente por Fluminense, Cuiabá, Atléticos Paranaense e Mineiro e até pela Chapecoense! O Flamengo de Renato Gaúcho que já entregou o Brasileiro e a Copa do Brasil nos promete um terrível e assombroso 2022. Por isso essa Libertadores tem um preço estampado no uniforme do Flamengo como se fosse uma etiqueta de preço. 

Se a conquista dessa Libertadores mantiver Renato Gaúcho no comando deste caro e excelente elenco, o Flamengo terá um 2022 repleto de fiascos e jogos nos quais o Flamengo poderá ser dominado e humilhado taticamente por seus adversários. Por isso amigos, vencer a Libertadores pode não ser um bom negócio, inclusive monetário, para o Flamengo. 

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A derrota do... A vitória do São Paulo. Merecida e contundente.

 

Lembro-me bem, claro, pelo aspecto recente do evento, da goleada imposta ao Corinthians pelo Flamengo. Busquei resenhas esportivas em todos os canais de TV que às produzem. Sim!, estava interessado em ouvir elogios aos jogadores e, principalmente ao treinador rubro-negro tão fortemente criticado nas derrotas do Flamengo sob seu comando. Entretanto, todavia, porém, o que ouvi foram críticas e comentários pesados sobre a estrutura, a política, o elenco, o treinador e o time... não do Flamengo, mas do Corinthians. Poucos e em poucos momentos foram aqueles que mencionaram o poderio técnico-tático do Flamengo naquela maravilhosa tarde de outubro.  Um pouquinho de boa vontade com as coisas rubro-negras vislumbraria a real situação do Corinthians em relação não só ao Flamengo, mas aos demais adversários enfrentados pelo timão até aquela partida. O Corinthians enfrentou outros adversários e nem todos eles (nenhum na verdade) lhe impuseram a quantidade de gols e domínio impostos pelo Fla. Esqueceram do Flamengo. Por que este prólogo? Porque certamente hoje (aconteceu ontem também, claro, mas... não vi), mas, certamente hoje a imprensa descerá a lenha em Doménec e seus comandados, esquecendo-se do principal culpado pelo mal-estar de 40 milhões de brasileiros na tarde de ontem: O time do São Paulo.

O Flamengo de ontem foi algo perto de todos os Flamengos de Dome até aqui. Perto. Acredito até que poderia ter sido melhor, ou pior, mas não tão abaixo da crítica. Por que digo isso? Porque o jogo seria mais tenso e intenso do que foi caso o Flamengo tivesse aproveitado os dois pênaltis marcados a seu favor, o que não fez. A bola entrando provavelmente desestabilizaria o time de Fernando Diniz, assim como desestabilizou o time de Doménec ao não entrar. Flamengo desestabilizado? O São Paulo aproveitou-se como poucos até aqui. Este parágrafo foi menor que o último e será menor que o próximo porque é preciso valorizar o que fizeram os jogadores do São Paulo na tarde de ontem e, não o que não fizeram os jogadores do Flamengo.

Claro, Diniz, Reinaldo e toda trupe paulista assistiram ao sufoco impetrado ao Flamengo pelo Internacional no último empate de 2 a 2 entre cariocas e gaúchos. Gustavo Henrique e Isla, os afobados de outrora, estariam lá, da mesma forma, tentando sair jogando também, da mesma forma. Percebam que a bola dificilmente era, nas diversas tentativas de sair jogando do Flamengo, conduzida para o lado esquerdo da defesa carioca. Lá estariam Filipe Luiz e Nathan, um zagueiro e um lateral mais habilidosos que os citados logo ali acima. O São Paulo não permitiu isso e obrigava Neneca a entregar a bola nos pés de Gustavo e Isla. O Flamengo então começou a alçar a bola entre as intermediárias, facilitando a retomada por parte do São Paulo e aumentando sobre si a pressão, a mesma pressão, sofrida no final de semana passado. Entretanto, esta pressão recaiu sobre o Flamengo com mais qualidade que a pressão gaúcha. O time do São Paulo é melhor que o do Internacional e seus jogadores estavam ontem em tarde feliz. Apertaram o Flamengo no Maracanã de seu gramado irregular e ali mesmo começavam a desestabilizar seu adversário. Acontece que de uma forma geral o Flamengo se houve também melhor que na semana passada no lidar com essa pressão inicial e conseguiu fazer o seu gol. O São Paulo não sentiu a pancada e continuou com seu plano inicial. Pressionou. O Flamengo... entregou, o São Paulo fez. Time já calejado, o Flamengo também não sentiu o gol são-paulino e continuou em sua escalada para mudar a característica do jogo, até então favorável aos paulistas. Pênalti. Não convertido pelo péssimo batedor de sempre, Bruno Henrique. Aí sim, o Flamengo começou a sofrer de mal estranho. Uma pressão exercida sobre si mesmo. Uma coisa de dentro para dentro.  O São Paulo... continuava a praticar o método Diniz de pressionar e arrancar para seus contra-ataques cadenciados e inteligentes. Um gol atrás do outro e mais uma cobrança de pênalti pessimamente executada, desta vez por Pedro, entregaram um Flamengo desorientado e espalhado ao apetite são-paulino de fazer gols. E foi o que aconteceu. O Flamengo não perdeu para o São Paulo. O São Paulo goleou o Flamengo em pleno Maracanã executando de forma brilhante seu plano, sua estratégia de jogo.

A sorte do Flamengo e das expectativas de seus torcedores em relação ao Campeonato é que nem o São Paulo porá em prática bem-sucedida esse plano sempre que jogar e, muito menos, o Flamengo irá tombar com tamanha facilidade diante de um adversário que saiba explorar suas fraquezas e/ou seus momentos de distúrbios.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Internacional x Flamengo, Coudet x Dome, uma visão desconexa.

 

Internacional e Flamengo fizeram um jogo espetacular ontem no Beira-rio... Sim, fizeram. Os programas esportivos de hoje juntaram as campanhas de Flamengo, Internacional e Atlético MG para discutirem acerca de seus treinadores. Quem faz melhor trabalho? Quem tem mais a evoluir? Discussões calorosas – citarei aqui o Linha de Passe -, questionaram o trabalho de Sampaoli, entregaram paciência e dedicaram o sucesso ao elenco de Dome e, idolatraram o trabalho de Coudet. Sim, claro, obvio, a atuação do Inter ontem teve muito a ver com o carinho dedicado ao treinador argentino, como se seu trabalho no time gaúcho tivesse o padrão de jogo implementado ontem e, fosse o padrão Internacional de jogar futebol. Vamos lá.

Em meu modesto entendimento de futebol – sim, puxarei a sardinha para o Flamengo, claro! – mas, em minha visão o Internacional sim, esteve bem armado o tempo inteiro. (“ “). Para que essas duas aspas? Para você colocá-las antes e depois de “bem armado”. Vi o Internacional jogando em duas espécies de retrancas como única solução para disputar o resultado do jogo com o Flamengo, senão vejamos.

O Inter partiu para uma marcação cerrada e absurda no campo do Flamengo, mais precisamente na saída de bola do Flamengo. Falhas individuais de jogadores rubro-negros deram dois gols ao Internacional e, esta marcação colheu os seus frutos. Perceba que me referi à tática colorada como uma tática de marcação acirrada. Independentemente de onde se deu essa marcação, ainda assim estou me referindo a um sistema de marcação e não de criação de jogadas e nem imposição de estilo e posse de bola ao seu adversário. O Inter fez uma retranca avançada, dura e marcou o Flamengo dentro da área de saída de bola do rubro-negro. Marcação. Tomaram duas bolas próximas ao gol adversário... dois gols.

O que vimos no segundo tempo? Vimos um time com 77% de posse de bola, doze finalizações contra duas do adversário e trezentos passes trocados no campo do adversário, no estádio do adversário, no Estado do adversário, contra sessenta e seis. Um massacre! Por quê? Porque a retranca do Internacional deixou o campo de saída de bola do Flamengo e se locomoveu para a entrada da área colorada. (“ “). Para que essas duas aspas?  Ora, para você coloca-las no início e no final da palavra "retranca". Sim, não para questionar essa retranca, mas para acentuá-la. O Internacional do excelente trabalho de seu treinador se comportou como um São Cristóvão qualquer e passou a jogar pelo relógio ou por uma bola pouco provável neste segundo tempo tão extenuante e desesperado para as intenções do Internacional e, para o trabalho de seu treinador tão elogiado.

Lembremos que todo esse esforço colorado se deu diante de um Flamengo sem Bruno Henrique, Gabigol, De Arrascaeta, Diego e Rodrigo Caio. Talvez a presença do zagueiro na  ao lado de Nathan, do jovem Nathan, não tivesse permitido tantos frutos à retranca adiantada de Coudet, o melhor treinador do Brasileiro de 2020 para muitos comentaristas esportivos que não conseguem enxergar nada além daquilo que lhes pareça óbvio. O jogo foi espetacular, a atuação do Flamengo, idem. A atuação do Inter foi comum para abaixo da mediocridade, a de seu treinador...

Beira-Rio... O que aconteceu?

😞


 Internacional e Flamengo fizeram o que alguns julgam ter sido o melhor jogo do Brasileiro 2020 até aqui. Sim. Não. Sinceramente, não sei. Flamengo e Atlético também fizeram excelente partida na qual uma infelicidade decidiu pelo vencedor, pelo perdedor. O que vimos no Beira-rio e que não vimos no Maracanã naquela derrota rubro-negra para o Galo?

Vimos um Internacional que, ao contrário daquele Atlético, forçou o Flamengo aos seus erros. Erros, sim, individuais que decidiram pelo resultado final da partida no Beira-rio. Decidiram pelo 2x2.

O Internacional adiantou suas linhas e abafou a saída do Flamengo, até aqui eficaz. Eficaz nas mãos de Dome como foram eficazes nas mãos de Jesus (por que lembro daquele pelo qual peço o esquecimento?). As linhas do Inter não só se adiantaram, mas sabiam como adiantar a marcação, anulando qualquer saída que não fosse sobremaneira arriscada. O Flamengo arriscou. Arriscou como no gol que fez logo em seguida ao 1x0. Mas, nas duas primeiras tentativas de sair com Isla... o Flamengo falhou. O sistema falhou coadjuvado com honras pelos dois defensores rubro-negros: Isla e Gustavo Henrique.

Aliás, um parágrafo para a atuação de Gustavo Henrique, para suas atuações no Flamengo até aqui. Que jogador sem sal, sem aparente disposição e gana para disputar as jogadas que disputa. Rodrigo Caio na jogada em que Gustavo errou teria visto Felipe Luís sozinho na lateral esquerda de mãos levantadas, pedindo a bola. Gustavo não viu. Rodrigo não tivesse visto teria metido um bico na bola no sentido de seu nariz sem maiores delongas. Gustavo não fez isso... Gol do Inter.

Depois desse primeiro tempo levado a toque de falhas, seguiu-se um segundo tempo mais adequado a um Internacional x Flamengo. Posse de bola incrível e díspar, finalizações uma atrás da outra, bola na trave, zagueiro tirando a bola sobre a linha, bola tocando a mão de zagueiro... um massacre. Um segundo tempo como serão os dois tempos no jogo de volta no Maracanã. Um segundo jogo onde nem Inter e nem Flamengo deverão estar desfalcados como hoje e, aí... bem, aí o resultado provavelmente será diferente. Este empate, ruim para o Inter, pelas circunstâncias do jogo, foi ainda pior para o Flamengo, pelas mesmas circunstâncias.


domingo, 25 de outubro de 2020

Dome...dome.

 

Site Oficial do Flamengo

Impressiona-me o modo como a imprensa e alguns torcedores tratam a performance de Domenéc Torrent diante do elenco do Flamengo. Diante do elenco, do tempo que teve para implementar sua filosofia de jogo... do tempo que tem. Não fosse nenhum esse tempo, ainda assim, teriam os céticos e os otimistas a obrigação de levarem em consideração os percalços pelos quais esse elenco do Flamengo passou até aqui e vem passando, com dificuldades já vislumbradas para o “ali na frente”. Convocações, lesões, competições em profusão uma por cima da outra.... Lembrando sempre que não importarão a essas pessoas as vitórias, mas sim as derrotas que certamente ocorrerão, pois ocorrem a qualquer time de qualquer lugar deste planetinha de meia-tigelaDome tem a seu favor apenas o fato de que seu elenco já passou pela famigerada Covid-19, a gripezinha, como diz o retardadinho. Aliás, passou com louvor e muitos pontos conquistados. Sim, tomou um cinco a zero, mas a vida segue e o Flamengo segue firme em seu desejo por mais uma Libertadores e por mais um brasileiro. O título deste post pede que Domenéc dome de alguma forma essas opiniões que batem de frente, muitas vezes negando, o seu sucesso. Mas, aqui no finalzinho de meu texto vai uma outra orientação ao catalão: ignore aqueles que pedem para serem dobrados. Eles não sabem o que dizem.